Atolado em um mar de impopularidade e envolvido na investigação de pagamento de propina para favorecimento de empresas do Porto de Santos, o presidente Michel Temer vem à Baixada Santista, no dia 2 de abril, logo depois da Semana Santa. A informação foi publicada pelo Blog Santos Em Off, dia 25 de março, e confirmada na noite de sexta-feira, dia 30, pelo Palácio do Planalto.

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Temer vem a Santos para participar da abertura, nesta segunda, dia 2, às 19 horas, do 62º Congresso Estadual dos Municípios, que acontece no Mendes Convention Center, até 7 de abril, e vai debater o tema ” Cidades Inteligentes e o País que queremos para o futuro”. O presidente deve aproveitar e tratar das investigações que o envolvem e também as empresas Libra e Rodrimar.
O deputado Beto Mansur, fiel escudeiro e defensor-mor de Temer, está em êxtase com a visita de seu atual mentor intelectual.
Temer, que está em campanha para reeleição, deve cumprir uma agenda política na região. Será interessante notar quem estará, em ano eleitoral, ao lado do impopular presidente.

Ele deve apimentar ainda mais a semana, pois no dia 6, Geraldo Alckmin desce a serra para lançar sua campanha a presidente em Santos. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa e, seus milhões de motivos para organizar tudo, prepara o evento com a intenção de virar ministro de Estado em um futuro governo do tucano em Brasília.

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Enquanto isso, em Guarujá, o ninho tucano anda a cada dia mais vazio. O Gilberto Benzi, secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário, do governo Valter Suman (PSB), que foi derrotado, mas teve 22 mil votos para prefeito, foi para o PR (Partido da República) e deve levar mais de 100 filiados. Além disso, Benzi será candidato a deputado estadual. Quem está inconformado com a decisão é Edmur Mesquita, que sonhava em ser o candidato da Cidade à Assembleia Legislativa, com apoio do tucanato e de Benzi.
A dissidência no ninho tucano aconteceu depois que o diretório estadual do PSDB ratificou o resultado da eleição para o comando do diretório municipal que elegeu Sandro Mastelari, candidato derrotado a vereador com 1,2 mil votos, como presidente. O que irritou os tucanos históricos foi que o partido passou a ser comandado pelas famílias Mastelari e Colombo, sem tradição política na cidade. O PSDB pode virar nanico na Pérola do Atlântico.
A conferir.