Oposição mira Modesto Roma e acerta o Santos FC

A reunião do Conselho Deliberativo na noite de quinta-feira, dia 30 de novembro, reprovou o orçamento para o clube em 2018. Em tese, foi uma derrota do atual presidente Modesto Roma Júnior, em plena campanha para reeleição. Por trás disso, existe, sim, uma disputa eleitoral acirrada faltando poucos dias para o pleito do dia 9 de dezembro.

Caro e atento leitor, a reprovação do orçamento de 2018 foi uma derrota da entidade Santos Futebol Clube, que foi batido em função de interesses meramente eleitorais com o objetivo de enfraquecer a candidatura de Roma, que lidera pesquisas sérias, não enquetes realizadas no Facebook.

O que quer dizer essa reprovação? Ela, caro leitor, informa que o Santos FC terá menos dinheiro para investir em futebol no ano que vem para as disputas do Paulista, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.

O maior valor que seria destinado ao investimento no futebol e que foi barrado pelo Conselho serve de sinal de alerta para os torcedores santistas acostumados a comemorar títulos. O ano de 2018 será de mais dificuldades e menos contratações no clube. Um detalhe interessante é que a vontade de sangrar e abalar a candidatura de Roma é tão irracional que se a oposição vencer a eleição ficará com essa bomba no colo.

O Peixe é o clube que menos investe no futebol em comparação a Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Palmeiras e São Paulo colocam perto de R$ 270 a 400 milhões por ano. O Santos põe R$ 150 milhões, ou seja, a metade, mas, em 2017 como já ocorreu em 2016, disputa  a ponta da tabela com resultados relevantes dentro de campo com seus rivais, sendo até mesmo superior a eles como no caso da libertadores; a vice-liderança no Brasileiro e uma vaga na Libertadores, na fase de grupos pelo segundo ano consecutivo.

Agora, o Alvinegro teria mais dinheiro em 2018 por quê? Porque houve pagamentos de dívidas bancárias e de juros em 2017 e  parte do dinheiro usado para isso é dinheiro que sobrará para o clube.

Tudo aponta que o Conselho Deliberativo não conseguiu fazer uma avaliação técnica do orçamento, mas teve uma abordagem politico-eleitoral.

O Conselho confundiu orçamento, que conforme o estatuto do clube, é apenas uma previsão de receitas e despesas para o ano que vem, com fluxo de caixa, que é a origem das receitas para pagar dívidas (passivo), que não faz parte do orçamento.

Onde o clube vai arrumar dinheiro para pagar a parcela do acordo com a Doyen?; como pagar a parcela do Profut? Como quitar processos judiciais? São respostas que somente o fluxo de caixa demonstraria.

Bom, a pergunta que não pode deixar de ser feita: O próprio Conselho Deliberativo do Santos  apequenou o clube?

Posicionamento da situação e da oposição sobre a reprovação do orçamento:

“Todo orçamento de uma empresa serve de farol, um norte, orientação para o gestor. Na reunião de quinta-feira, estavam presentes os candidatos Rueda, Quaresma e Peres. Nenhum deles pediu a palavra para falar do orçamento e dizer o que achavam de ter mais dinheiro para investir no futebol, caso sejam eleitos. Isso é no mínimo estranho uma vez que poderiam até se posicionar contrários (como seus votos mostraram) porem se omitiram de dizer o porque tomaram essa posição sem mais nenhuma explicação.
Alguém tem dúvida que foi a tática do quanto pior melhor?” disse um conselheiro situacionista.

“A votação foi algo bizarro. Quem é a favor do orçamento, permaneça como está”. Presidente do Conselho: “aprovado por ampla maioria”.

Gritaria no plenário.

Presidente do conselho insiste: “aprovado por ampla maioria, vamos ao próximo item da pauta”.

Gritaria. Revolta no plenário. “Vergonha”…”palhaçada”.

Presidente do conselho: “ok ok, vamos fazer a votação nominal”.

Resultado: 76x 69 pela reprovação.

Rolo compressor no conselho NÃO!” contrapõe um oposicionista.

A conferir.

Uma noite de mentiras e traições na Câmara Municipal de Santos

vereador

Nem o servidor municipal mais otimista poderia esperar algo diferente do que aconteceu na Câmara Municipal de Santos, na noite desta quinta-feira. Numa mistura de esperteza e falta de caráter, a Mesa da Casa suspendeu a Ordem do Dia e , em uma velocidade impressionante, colocou os projetos de lei de autoria da Prefeitura, que prevê abonos e reposição abaixo da inflação, em votação e consequente aprovação. O prefeito pode até comemorar a vitória parcial, mas o jogo não acabou e a reação promete ser na mesma moeda, com o acirramento dos ânimos e a vontade de engrossar ainda mais o movimento que segue para 30 dias.  A segunda votação deve ocorrer na segunda-feira, dia 10.

A Câmara Municipal da Cidade nem tem se esforçado muito para se transformar numa das piores da história. Além de ter, na sua maioria, vereadores que servem de marionetes para o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, esses políticos estão literalmente gozando da cara da população.

trai

Alguns, além de péssimos vereadores, ficarão conhecidos também pela população santista como mentirosos e traidores. Não honram o que  falam em público, principalmente, em frente aos servidores municipais.

A proposta da Administração prevê um abono de 2% ao mês, no período de 1º de julho a 30 de setembro deste ano; abono de 5,35% ao mês, no período de 1º de outubro a 30 de novembro; incorporação dos 5,35% sobre os vencimentos, a partir de 1º de dezembro; e 5,35% no Auxílio Alimentação, retroativo a fevereiro; 5,35% na Cesta Básica, retroativo a fevereiro. Os funcionários públicos reivindicam 7% (5,35% INPC, mais 1,65%) de reposição retroativos a fevereiro, data-base da categoria.

O primeiro projeto que prevê o reajuste de 5,35% sobre os vencimentos a partir de dezembro de 2017 foi aprovado por 13 a 7. A vereador Telma de Souza chegou atrasada e não conseguiu votar. O segundo projeto, que prevê abonos salariais, foi aprovado por 13 a 8.

mentira

O pior da noite foi o fato dos vereadores Adilson Júnior (PTB), Antonio Carlos Banha (PMDB), Fabiano da Farmácia (PR), Boquinha (PSDB), Lincoln Reis (PR),  Manoel Constantino (PSDB), Roberto Teixeira (PSDB),  Sergio Santana (PR) terem mentido para a categoria e traído os funcionários públicos ao prometer não aprovar nada que não contemplasse, no mínimo, a inflação. Numa demonstração clara de sabujice, votaram na proposta que rebaixa os salários dos trabalhadores. Já os governistas Ademir Pestana (PSDB), Augusto Duarte (PSDB), Braz Antunes(PSD), Bruno Orlandi (PSDB) e Carabina (PSDB) seguiram a cartilha do patrão e aprovaram os projetos.

Já Chico Nogueira (PT), Telma de Souza (PT), Benedito Furtado (PSB), Audrey Kleys (PP), Rui de Rosis (PMDB), Zequinha Teixeira (PSD), Kenny Mendes (PSDB) e Fabrício Cardoso (PSB) mantiveram a palavra dada e votaram contra os projetos.

A categoria se concentra nesta sexta-feira, às 8 horas, na Praça Mauá. Às 19, acontece uma assembleia no Sindicato dos Petroleiros, na Avenida Conselheiro Nébias, 248, na Vila Mathias.

 

 

Câmara de Santos vota reajuste e abono oferecidos pela Prefeitura

pauta

A sessão da Câmara de Santos volta a ser agitada na noite desta quinta-feira. A proposta salarial e os abonos oferecidos aos servidores municipais da Cidade pela Prefeitura estão pautados e devem ser votados pela Casa. Os trabalhadores prometem uma concentração na porta da Câmara, a partir das 16 horas, e vão pressionar para que os projetos de leis sejam rejeitados.

A proposta da Administração prevê um abono de 2% ao mês, no período de 1º de julho a 30 de setembro deste ano; abono de 5,35% ao mês, no período de 1º de outubro a 30 de novembro; incorporação dos 5,35% sobre os vencimentos, a partir de 1º de dezembro; e 5,35% no Auxílio Alimentação, retroativo a fevereiro; 5,35% na Cesta Básica, retroativo a fevereiro. Os funcionários públicos reivindicam 7% (5,35% INPC, mais 1,65%) de reposição retroativos a fevereiro, data-base da categoria.

A última sessão, na segunda-feira, foi suspensa depois de um bate-boca entre uma pessoa que estava nas galerias e o vereador Rui de Rosis.

Os trabalhadores contam com a promessa de alguns que não votariam a favor de nenhuma proposta que contemplasse menos do que 5,35%. Resta saber, se a palavra dada será cumprida. São eles: Adilson Júnior (PTB), Audrey Kleys (PP), Benedito Furtado (PSB), Antonio Carlos Banha (PMDB), Chico Nogueira (PT), Fabiano da Farmácia (PR), Fabrício Cardoso (PSB), Geonísio Pereira (PSDB), Kenny Mendes (PSDB), Lincoln Reis (PR), Manoel Constantino (PSDB), Roberto Teixeira (PSDB), Rui de Rosis (PMDB), Sergio Santana (PR), Telma de Souza (PT) e Zequinha Teixeira (PSD).

fotoAté o momento, os seguintes vereadores não se comprometeram com os funcionários públicos:  Ademir Pestana (PSDB), Augusto Duarte (PSDB), Braz Antunes (PSD), Bruno Orlandi (PSDB) e Jorge Carabina (PSDB).

Já que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa garante que não existe dinheiro nos cofres da Prefeitura, os trabalhadores entregaram a ele uma proposta para economizar: Fim de secretarias desnecessárias e fusão de outras; Diminuição de 90 cargos comissionados com altos salários; suspensão das terceirizações que levam milhões em dinheiro da população.

Guarujá

O Sindicato dos Servidores Municipais de Guarujá (Sindserv) aprovou, em assembleia na noite desta quarta-feira (5), a proposta da Prefeitura que reajusta os salários em 5,35% na data-base de abril. Além do reajuste, a proposta do prefeito Valter Suman (PSB) aumenta o auxílio-alimentação de R$ 575 para R$ 600. E determina pagamento do retroativo do abono salarial de 1,9%, de 2016, em quatro parcelas, a partir da folha de abril. Mais: efetuará, até outubro, o pagamento de promoções horizontais, níveis e progressão funcional, que representam um passivo deixado pela gestão anterior. E depositará metade do 13º salário em junho deste ano, entre outros benefícios.