“Não queremos que Cubatão volte a ser o Vale da Morte”, diz Marly Vicente da Silva, liderança da Vila dos Pescadores

Marly Vicente da Silva é a presidente do Instituto Socioambiental e Cultural da Vila dos Pescadores. Ela é uma das lideranças da comunidade em Cubatão, área carente da cidade. Marly tem ficado à frente de um movimento que tenta paralisar a construção da cava subaquática. A obra, no leito navegável, pode acondicionar 2,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos contaminados dragados no Canal da Piaçaguera, entre eles metais pesados. Essa cava fica ao lado da comunidade

Quantas pessoas vivem na Vila dos Pescadores atualmente?

Aproximadamente 30 mil habitantes.

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Justiça manda parar atividades na cava subaquática em frente à Ilha das Cobras

No dia 1 de agosto, publiquei aqui que a VLI-Ultrafértil havia começado a colocar dentro da cava subaquática os sedimentos contaminados dragados  no Canal do Piaçaguera. A obra fica em frente à Ilha das Cobras, no Estuário de Santos. A luta, depois disso, era pra tentar barrar na Justiça uma obra que pode se tornar  um dos piores desastres ambientais da região.  Nesta quarta-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo, a juíza Sabrina Martinho Soares concedeu liminar suspendendo as atividades naquela área.

A juíza determinou  a paralisação da obra de dragagem e implantação de cava subaquática no Canal Piaçaguera -Cubatão, no prazo 48 horas, sob aplicação de multa-pecuniária de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), observando-se o vulto do empreendimento, bem como a capacidade econômica dos réus, servindo como instrumento hábil a evitar o descumprimento.

Além disso, a juíza apontou que a Cetesb que se abstenha de emitir novas licenças ou autorizações, direta ou indiretamente relacionadas ao empreendimento, as quais visem quaisquer espécie de intervenção na área afetada, ou mesmo no sentido de renová-las, sob pena da multa aplicada anteriormente. A magistrada quer também que a estatal explique  o atual estágio da execução da obra de dragagem e implantação de cava subaquática no Canal de Piaçaguera – Cubatão e  também que  o Ministério Público Federal seja oficiado para que envie cópias reprográficas do parecer técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT que recomenda a suspensão da dragagem pela empresa de logística VLI, e das principais peças do inquérito civil em curso acerca do tema .

A cava subaquática construída  no leito navegável pode acondicionar 2,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos contaminados dragados no Canal da Piaçaguera, entre eles metais pesados. O que vem arrepiando os ambientalistas e especialistas é que a colocação dos resíduos tóxicos estaria sendo feita sem os cuidados necessários e já existiria a dispersão desses poluentes pelo Estuário. Trata-se de uma das das maiores cavas do mundo.

Outro perigo é que a cava fica numa curva e com o aprofundamento do canal para entrada frequente de navios de grande porte, o risco de colisão com a cava subaquática torna-se enorme.

Algo que é definido como “estranho” pelo especialistas é que a cava é considerada uma tecnologia ultrapassada e, portanto, nunca deveria ter sido aceita pela Cetesb. A maneira correta seria o tratamento ou a disposição dos resíduos tóxicos em unidades de confinamento terrestre. Em vários estados americanos, a construção das cavas subaquáticas não é permitida,mas, infelizmente, no Brasil tudo pode. A conferir.

VLI -Ultrafértil começa a colocar os resíduos tóxicos na cava subaquática

O Ministério Público Federal recomendou à Cetesb que não desse a licença para executar a obra, mas a estatal não se incomodou e liberou a construção da cava subaquática pela VLI -Ultrafértil em frente à Ilha das Cobras,  entre o  Canal de Piaçaguera e o Rio Cubatão, no interior do Estuário de Santos, em frente à região da Alemoa. O que parece uma simples obra pode tornar-se um desastre ambiental sem proporções e afetar todo o litoral.

A cava subaquática construída  no leito navegável pode acondicionar 2,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos contaminados dragados no Canal da Piaçaguera, entre eles metais pesados. O que vem arrepiando os ambientalistas e especialistas é que a colocação dos resíduos tóxicos estaria sendo feita sem os cuidados necessários e já existiria a dispersão desses poluentes pelo Estuário. Trata-se de uma das das maiores cavas do mundo.

Outro perigo é que a cava fica numa curva e com o aprofundamento do canal para entrada frequente de navios de grande porte, o risco de colisão com a cava subaquática torna-se enorme.

Algo que é definido como “estranho” pelo especialistas é que a cava é considerada uma tecnologia ultrapassada e, portanto, nunca deveria ter sido aceita pela Cetesb. A maneira correta seria o tratamento ou a disposição dos resíduos tóxicos em unidades de confinamento terrestre. Em vários estados americanos, a construção das cavas subaquáticas não é permitida,mas, infelizmente, no Brasil tudo pode.

O material já começou a ser colocado dentro da cava. Agora, já que a obra está pronta, a luta é para tentar brecar o que vem sendo feito. A conferir.

 

 

Tem gato na tuba em frente à Ilha das Cobras

​Reprodução

Depois de muita insistência de um lado e negativas do outro, a construção da cava subaquática em frente à Ilha das Cobras foi parar na Polícia, mais precisamente no 1o Distrito de Cubatão. Os representantes da Ilha das  Cobras Empreendimentos idealizadora do projeto do terminal T-Green,  registraram um Boletim de Ocorrência contra a Ultrafértil /Tiplam/ VLI por “construir estabelecimento potencialmente poluidor”.
A ilha é localizada entre o Canal de Piaçaguera e o Rio Cubatão, no interior do Estuário de Santos, em frente à região da Alemoa. Tudo começou em setembro quando a VLI começou a construir uma cava subaquática no leito navegável para acondicionar 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos contaminados dragados no Canal da Piaçaguera.

Os representantes do T-Green alegam que  a cava oferece risco ambiental, pois pode ocorrer a dispersão de material contaminado no Estuário e nas praias da região, além de inviabilizar a construção do T-Green.

A VLI foi notificada sobre o licenciamento ambiental e ela informou que “tudo estava em conformidade com a legislação dos órgãos competentes”. Porém, nenhum documento foi apresentado.

Algo que chamou a atenção é que a Usiminas entrou repentinamente no circuito para aliviar a Ultrafértil, contratando uma outra empresa para iniciar a dragagem, só que a cava está sendo construída desde setembro pela VLI.

A confusão aumentou quando foi solicitado à Cetesb/São Paulo a Licença de Instalação (LI). São Paulo garantiu que a LI estava na Agência Regional de Cubatão. Cubatão informou que o documento estava na Capital.

Os representantes do T-Green registraram uma reclamação na Agência de Cubatão pedindo a paralisação da construção da cava e a apresentação da licença para a obra. O caso foi registrado na Polícia pelo delegado Fabio Guerra.