Confira números e dados das eleições no Santos – “Nos Bastidores do Santos FC”

 

A coluna “Nos Bastidores do Santos FC” publica alguns números e dados da eleição do Santos que acontece neste sábado e vai escolher a nova diretoria do Peixe. Confira!

Data: 09-12-2017

Horário: 10 às 18 horas

Mandato: 2018 a 2020

Urnas em Santos (Vila Belmiro): 10

Urnas em São Paulo (sede da FPF- Rua Rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Barra Funda) : 5

Número de sócios aptos a votar em Santos: 13.800

Número de sócios aptos a votar em São Paulo, Capital: 2.009

Tipo de cédula: Papel

Documentos para votar: A carteira de sócio e um documento original com foto recente

Número de chapas: 4

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

Número de candidatos ao Conselho Deliberativo: 240 por chapa.

Fiscais por chapa: 3

Coordenadores por chapa: 2

Seguranças particulares e policiais militares: 140

Gasto com a eleição: Aproximadamente R$ 200 mil

Confira a lista dos sócios aptos ao voto:

http://www.santosfc.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Listagem-para-Elei%C3%A7%C3%A3o_n%C3%BAmero-e-nome_situa%C3%A7%C3%A3oFIN-e-Domic%C3%ADlio-Eleitoral-12052017.pdf

 

 

Candidatos a presidente dizem o que farão para aumentar a internacionalização da marca Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

É preciso estar no exterior e há diversas formas de fazer isso. Se temos poucas datas para o time principal, é possível estar lá com categorias de base e com um time de Master que iremos formar para este fim. O Santos inexplicavelmente não participa de eventos corporativos do futebol como o SOCCEREX por exemplo. Participará já em 2018. Temos uma legião de fãs no exterior que nos seguem nas redes sociais e, inacreditavelmente, não produzimos conteúdo em outros idiomas. Isso será rapidamente corrigido.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho tão importante que durante minha passagem pelo clube viabilizei uma nos EUA. o clube acabou desistindo, falava-se em desgaste do elenco. Faremos pré-temporadas no exterior em 2019 e em 2020 e não haverá desgaste algum, estejam certos.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Claro que sim. É inexplicável que o clube inevitavelmente associado com a maior marca entre os atletas de todos os tempos não explore esse fator. Pelé será tratado como presidente de honra em nossa gestão. Para 2020 projetamos um ano inteiro de atividades no Brasil e no mundo em comemoração aos 80 anos do Rei.

 

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos é uma das maiores marcas do futebol mundial. Só se esqueceu disso nos últimos anos. Tivemos um Rei e formamos o jogador mais caro do mundo na atualidade. Ainda somos o time brasileiros mais falado e conhecido no exterior. Precisamos recuperar nossa visibilidade e relevância. Mas antes de pensar no mercado externo teremos que recuperar nossa imagem no Brasil. Aí consequentemente iremos aumentar nossa exposição lá fora. Vamos pensar e tratar o Santos como uma marca mundial. O que sempre foi o que nunca poderia ter deixado de ser.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho uma ótima ideia. Precisamos nos exibir lá fora. Gostaria, por exemplo, de jogar uma Flórida Cup em janeiro. Será uma ótima oportunidade para nos apresentarmos no maior mercado esportivo do mundo. Outra proposta que temos é promover intercâmbios técnicos e de gestão com clubes europeus com perfil semelhante ao nosso, como Liverpool, Porto, Borussia Dortmund e Barcelona. São times com tradição de revelar talentos, têm sedes fora de grandes capitais e a maioria deles já abriram seu capital para investidores, o que também pretendemos fazer no Santos. Isso se tornará inevitável no futebol mundial. Mas antes de abrir precisamos preparar o clube.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Não podemos, em hipótese alguma, se afastar daquele que é nosso maior símbolo. Para mim, Santos e Pelé são duas marcas indissociáveis. Na última eleição, em 2014, conversei com o pessoal do Cosmos para fazermos um jogo de despedida da camisa 10. Além de ser uma ótima exposição para o clube, seria uma homenagem mais do que merecida para aquele fez essa camisa ser uma antes e outra depois dele. Podemos retomar essa ideia. De qualquer forma, na minha gestão o Pelé será tratado com respeito e reverência que um ídolo do seu tamanho merece. Em todos os jogos do Santos será recebido com tapete vermelho e terá seu nome sempre anunciado no estádio. No que depender de mim, o Rei voltará a ser nosso maior embaixador e representante.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

Trabalhar e muito. Ter boas ideias, apresentar soluções para os problemas e não desistir jamais de fazer o que for melhor para o Santos. Além disso, ter resultados com o time.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Se o Santos tiver um ganho em sua imagem e financeiramente for interessante para o clube, será ótimo. Agora, se for para os outros ganharem dinheiro em cima do Santos, esqueça. Isso não é a internacionalizar a marca. Internacionalizar a marcar é projeto muito maior. Não adianta o Santos pegar o nome que tem e simplesmente permitir que outros o utilizem.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Todo ativo do Santos é importante. Pelé e todos os outros grandes jogadores da história do clube podem ser usados, mas para isso é necessário que se tenha um projeto com base sólida, com objetivos claros para que se possa chegar ao resultado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos já tem a marca mais forte do Brasil no exterior. Em seus 105 anos, o clube acumulou muitas glórias, especialmente na Era Pelé, e hoje é reconhecido em qualquer lugar do mundo. Com o planejamento que temos, de formar um esquadrão para lutar pelo tetra da Libertadores e pelo tri do Mundial, nossa meta também é retomar nosso protagonismo no planeta bola. Além disso, nós temos um trabalho bom no departamento de comunicação com as nossas mídias sociais e canais na web, que colocam o Santos entre os maiores do mundo. A Santos TV, por exemplo, dobrou o número de acessos nos últimos três anos.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho que isso é possível desde que haja uma adequação no calendário e que seja benéfico para o time. E principalmente se o local tiver condições de proporcionar uma pré-temporada de qualidade. Sair do país para fazer alguns poucos jogos nem sempre pode ser útil como pré-temporada. Nós já recebemos convites e chegamos à conclusão de que não teríamos uma preparação adequada pelo que nos ofereceram. Precisamos ter condições de realmente prepararmos o time para a temporada, aproveitando a exposição do clube no exterior, com bons jogos, com um acordo rentável. Vejo com bons olhos, mas desde que nosso time tenha condições de voltar mais preparado para encarar a temporada do que quando saiu.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Eu acredito que o Pelé está caminhando sempre ao lado do Santos. É bem verdade que ele não foi tratado pela gestão anterior como realmente merecia. Um bom exemplo disso é que também caiu no nosso colo um problema judicial envolvendo Pelé e o Santos. Mais um que herdamos da administração passada. Mas nós também solucionamos essa questão. Então, tenho a convicção de que a relação entre Santos e Pelé voltou a ser harmônica e nunca vai acabar. Sempre que for possível vamos contar com o Rei do Futebol para caminhar conosco sempre elevando o nome do Santos. Sabemos que um nasceu para o outro e nada vai separá-los.

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos falam sobre os sócios, arena e Pacaembu

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Tornar o programa mais atraente. Com diferentes faixas de benefícios. E com benefícios reais. Instituir de uma vez o voto a distância e ter uma política clara de revezamento dos mandos de campo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Com recursos próprios é inviável.  Estaremos abertos a eventuais parcerias. Entendemos que hoje já se entende de forma mais clara os modelos que funcionaram e os que não. Se surgir oportunidade boa para o Santos não deixaremos escapar.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

50% dos mandos serão no Pacaembu (exceto eventual fato novo que inviabilize o uso). Isso será feito através da antecipação à elaboração das tabelas das competições.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

A primeira medida é buscar aquele sócio que se afastou do Santos nos últimos anos. Em 2012 contávamos com mais de 60 mil associados. Hoje estamos com um base com pouco mais de 23 mil. Destes, apenas 12 mil estão adimplentes. Vamos oferecer benefícios para trazê-lo de volta. Para captar novos sócios iremos implantar um novo modelo de fidelização, com novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que premie aqueles que vão mais aos jogos. Outra ação será aumentar nosso número de embaixadas espalhadas pelo País. Hoje temos cerca de 10. Nossa ideia é triplicar esse número até 2020. E com mais jogos no Pacaembu teremos a possibilidade de aumentar o número de sócios na Grande São Paulo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Completamente inviável. O cenário econômico do País e a experiência com as arenas construídas para a Copa, a maior delas deficitárias e com problema de gestão, desaconselha completamente um investimento desse porte. Nosso projeto é repaginar a Vila Belmiro, deixando-a mais confortável e acessível para o torcedor, e atuar mais vezes no Pacaembu.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Com certeza. Essa é uma das nossas principais propostas. No começo de mês me reuni com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, para tratar do aluguel apenas da área do estádio. O complexo esportivo continua com a prefeitura. Ele recebeu a ideia muito bem. Ficamos de nos reunir após a minha eleição para tratar do valor e do tempo de locação. Nosso objetivo é aluga-lo por três anos. É importante lembrar que a locação não interfere em nada no processo de licitação que a Prefeitura pretende fazer. O Santos tem que jogar para grandes públicos. Vamos mandar clássicos e jogos decisivos no Pacaembu. Com isso vamos aumentar nossa visibilidade, nossas receitas e o número de sócios na Grande São Paulo.

 

Andres Rueda- Chapa 3

O que fazer para aumentar o numero de sócios do Santos?

Tratá-lo bem, com respeito. O torcedor do Santos é o grande ativo do clube. Temos que trazer benefícios para o torcedor. E sobretudo criar a cultura que o sócio é o dono do clube e como tal assim deve ser tratado.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

O Santos deixou passar a Copa do Mundo, período que era o mais propício para fazer algo. Não adianta mentir para o torcedor, dizer que vai fazer uma arena sem comprometer ainda mais as finanças do clube. É enganar o torcedor. Estádios para jogos do Santos existem. O que o clube precisa é tratar seu torcedor bem.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Nós vamos jogar aonde for melhor para o Santos nos quesitos financeiros e técnicos. Temos que fazer uma administração profissional, onde a razão sobreponha os rompantes que fizeram com que ao torcedor do Santos se distanciasse do clube.

 

Modesto Roma – Chapa 4

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Nossa receita é simples: tratá-lo com respeito. O associado foi muito maltratado por conta de um contrato mal elaborado com a antiga operadora do programa Sócio Rei na gestão passada. A preocupação não era com o associado. Era com a empresa. Tanto que a parceria dava autonomia sobre as receitas e imunidade contra qualquer prejuízo. Mas, ao final do compromisso, nós fizemos uma licitação e fechamos acordo de cogestão com a Redegol. Assim, o clube recuperou o gerenciamento do cadastro e das receitas e o sócio hoje tem um atendimento melhor. Foi criado um programa de benefícios que já promoveu experiências com mais de 3 mil sócios. Aumentamos o número de sócios em 7 mil e vamos buscar mais.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Sim, é muito viável. Aliás, a nossa administração foi a única que apresentou um projeto factível de construção de uma arena multiuso. É tão viável que nós até já temos um parceiro interessado que arcará com todas os recursos para a construção, já temos acordo com a Associação Atlética dos Portuários pela área onde hoje fica sua sede e já temos conversas adiantadas com o Governo Federal para adquirir áreas no entorno do Portuários. Inclusive, oferecemos em troca um terreno similar em Guarujá para a construção de casas populares. E, com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni, a conversa com o Ministério das Cidades está avançando bastante.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

O Pacaembu é a nossa casa em São Paulo e levamos isso a sério. Eu costumo dizer que o Santos tem de ir onde está sua torcida. Por isso, nenhuma gestão valorizou mais o torcedor da capital do que a nossa. Nos últimos três anos, o Santos fez 17,5% dos jogos como mandante em São Paulo. Proporcionalmente, ninguém levou mais jogos para o Pacaembu do que a nossa gestão. Eu entendo que o Pacaembu é uma excelente alternativa para alugarmos em jogos estratégicos e vamos manter nossa frequência para valorizar o torcedor da capital. Mas também queremos mandar jogos no ABC, em São José do Rio Preto, São José dos Campos, Paraná, desde que esses locais ofereçam boas condições de receber o nosso time.

 

Confira a opinião dos candidatos a presidente do Santos sobre a situação financeira do clube

O Blog Santos Em Off publica,  nesta terça-feira, dia 5 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Acompanhamos com muita atenção os números desde 2015, quando a atual gestão teve as contas reprovadas. Ao contrário das alegações, a dívida cresceu e precisa ser estancada e a partir daí ter o seu pagamento melhor equacionado.Vamos encarar isso de frente.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

Sim. Com os pés no chão e atenção ao mercado. Não é preciso rios de dinheiro para que se tenha um time forte. O ano de 2017 mostrou isso com clareza. Contratações mais midiáticas normalmente mais caras devem estar atreladas aos ganhos de imagem. Um departamento de marketing mais ativo auxiliará nesse processo.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Sim, será. O Santos necessita estar sempre na disputa pelos títulos. Isso é fundamental ao incremento de receitas

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Temos a informação de que a situação é muito delicada. Nossa dívida é de cerca de meio bilhão de reais. Ao contrário do que insiste dizer o atual mandatário, o rombo aumentou nos últimos anos. Minha maior preocupação é o passivo bancário de curto prazo. O Santos paga cerca de R$ 10 milhões de juros por ano para os bancos. Isso é quase o valor do patrocínio da Caixa, sem o bônus por conquistas. Temos também uma folha de pagamento com mais de 700 funcionários. Um verdadeiro absurdo. O Bayern de Munique não tem nem metade disso. Que clube aguenta isso?

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor  necessário para isso?

Antes de pensar em investimentos será preciso abrir a caixa preta do clube. Sabemos que a situação é grave. Mas só chegando lá vamos ter a real dimensão do que nos espera. Mas apesar das dificuldades posso garantir ao sócio que teremos um time forte e competitivo para a disputa da Libertadores e dos outros campeonatos que teremos pela frente.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não posso garantir que seremos campeões. Mas possa afirmar que vamos brigar por títulos. O Santos não pode mais entrar em um campeonato para ser coadjuvante. Nascemos para ser protagonistas. E voltaremos a ser.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

É uma situação onde precisamos primeiro saber o tamanho real da dívida do clube para poder equacioná-la. Precisamos dos números verdadeiros, e esses números somente com os balanços e parecer da comissão fiscal.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

O Santos terá uma equipe competitiva. Isso posso garantir. Porém, tudo será feito com os pés no chão. Não adianta não honrar salários, iludir o torcedor. Temos que ter compromisso com o Santos FC, muito equilíbrio e de forma transparente para o torcedor mostrando sempre a verdade.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

O que posso dizer a você novamente é que o Santos terá uma equipe competitiva. Gestores e profissionais serão contratados e engajados no único propósito de sanar dívidas e ter um time que honra a tradição do Santos em campo.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Meu conhecimento é total! Sei exatamente como está a saúde financeira do Santos. Hoje, após reerguermos o clube da maior crise da sua história, posso dizer que tenho know-how em administração de crise financeira no futebol. Afinal, com responsabilidade e muito trabalho, nós conseguimos tirar o Santos do vermelho. Conseguimos superávit nos dois últimos anos da nossa gestão e, mais ainda: atingimos no ano passado o maior faturamento da história do Santos, com R$ 295,8 milhões. Isso representou um aumento de 74% na nossa receita em 2016. Então, além de conhecer a situação financeira, sei muito bem gerir com austeridade o caixa do clube.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor
necessário para isso?

Depois de colocar a casa em ordem é hora de buscarmos títulos. Vamos formar um grande time, com jogadores de altíssima qualidade. Não é apenas uma promessa. Temos números para comprovar. A previsão para 2018 é de aumento de 60% no orçamento do futebol. Se lutando contra uma crise financeira, nós já conseguimos o bicampeonato paulista em 2015 e 2016, chegamos à final da Copa do Brasil em 2015, voltamos a brigar pelo título brasileiro em 2016 e 2017 e vamos à Libertadores pelo segundo ano seguido, imagine o que podemos fazer com um orçamento 60% maior para o futebol. Hoje temos o melhor custo benefício do futebol brasileiro. Com mais recursos vamos buscar resultados ainda mais expressivos.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não aposto só em 2018. Aposto nos próximos três anos. Depois de arrumarmos a casa está na hora de pagarmos uma dívida de anos com nosso torcedor: Ter um time de novo no topo do mundo. Queremos o Brasileiro, queremos a Libertadores e queremos o Mundial. Essa é uma meta que vamos buscar a partir do ano que vem. Já demos o primeiro passo que foi garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores. Agora, nós vamos para cima deles, como pede nossa torcida. E, a partir do ano que vem, vamos derramar até a última gota de suor para alcançarmos nossos objetivos. Vai ser uma batalha prazerosa, pois não faltará empenho para o trimundial.

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos FC falam sobre as categorias de base do Peixe

O Blog Santos Em Off dá sequência neste domingo, dia 3 de dezembro, com as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Ruim. Se faz necessário a moralização e a competência dos profissionais envolvidos na base.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Essa área sofrerá mudanças intensas. Queremos uma base totalmente integrada com o estilo de jogo de nosso clube. Mudaremos a estrutura de captação de atletas, organizando peneiras por todo Brasil. É preciso também investir na infraestrutura de treinamento que está muito aquém do necessário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

A base é nosso maior patrimônio. A joia da coroa que nos últimos anos vem formando menos jogadores do que necessita. Lembrando também que a formação não é apenas do atleta, mas do ser humano, do cidadão e de um profissional que almeje vencer no Santos.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Muito ruim. O Santos parou de produzir aquilo que tem de melhor: seus moleques. Depois dessa garotada do Sub-17 que vai subir agora o resto é terra arrasada. Essa gestão sucateou a base. Hoje ela é dirigida por gente despreparada e está entregue a empresários e agentes de jogadores. O maior reflexo disso é que não conquistamos nenhum título importante na base nos últimos anos. Vamos acabar com isso. Precisamos cuidar bem da nossa galinha dos ovos de ouro.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Vamos promover uma completa reformulação no departamento. Nossa proposta é de levar a molecada para o CT Rei Pelé. Ali eles terão as melhores condições e estrutura para treinar. Além disso, continuarão próximos das suas famílias, da escola e do lazer. Os profissionais irão para o novo CT que iremos construir na área continental de Santos. Iremos utilizar a área onde hoje está localizado o CT Meninos da Vila como moeda de troca para a aquisição do local. Vamos acabar também com as viciadas peneiras e implantar um sistema de captação de talentos em que os jogadores passarão por rigorosos testes de aptidão física e técnica.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Hoje não, pelos motivos que já citei. A atual diretoria está matando nossa galinha dos ovos de ouro. É preciso uma completa reformulação na base. Outra medida que adotaremos será a criação de uma escola de técnicos. Os profissionais formados lá irão trabalhar com os nossos garotos desde pequenos. Nossa ideia é que desde cedo eles incorporem nosso estilo alegre e ousado de jogar. Garoto criado no Santos tem que saber jogar para frente. Nosso DNA será implantado desde o Sub-11 até o time profissional.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Precisamos melhorar muito. O Santos sempre teve a base como um repositor de peças, e isso deixou de funcionar já faz um tempo. Precisamos imediatamente fazer com que a base volte a suas origens e revelar os grandes nomes da história do Santos. Precisamos acertar os processos e procedimentos de tudo que norteia a base, desde a captação dos jovens para testes, qualificação técnica, avaliação e relacionamento com empresários. Recentemente tivemos uma denúncia na imprensa sobre corrupção na nossa base e até hoje não tivemos respostas da sindicância interna que foi instaurada.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Temos a obrigação de melhorar todos os departamentos, inclusive esse que é de fundamental importância para a vida financeira e do futebol do Santos. Temos que considerar nossa base como uma indústria que tem o papel fundamental de gerar craques, que devem gerar frutos no futebol profissional ajudando a ganhar títulos e na hora certa serem vendidos por um valor real de mercado. Somos um time grande com receitas de time intermediário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

No atual momento não, pois foge as características do Santos. Por isso, precisamos voltar às origens e fazer com que a base reponha as peças, faça ídolos, como tem sido ao longo da história do Santos.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

É muito positiva. Nossa base estava abandonada quando assumimos o clube. Salários atrasados, funcionários desmotivados e praticamente nenhum investimento. Nós retomamos a tradição de buscar revelações. Hoje, nós temos um departamento entrosado com nossas franquias dos Meninos da Vila e muitos atletas foram avaliados em nossa gestão. Acreditamos que a formação dos atletas é algo valioso e, para isso, trouxemos um time de ídolos históricos como Juary, João Paulo, Abel para nos ajudar nesse garimpo de talentos. Com esses olheiros avaliamos 30 mil garotos e conseguimos fazer nossa usina de talentos funcionar bem. Hoje, temos metade do elenco profissional do Santos formado por pratas da casa.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

O Santos tem uma tradição nas categorias de base desde a década de 50 que nós queremos manter viva: formar e revelar atletas. Nós temos a obrigação de manter esse lema. Só que isso independe de pessoas. A nossa filosofia é manter a fábrica em atividade. Temos uma ideia de gestão nas categorias de base e ela não é baseada em uma ou outra pessoa. É baseada na tradição do Santos como clube formador reconhecido em todo o planeta. Veja o quanto o Santos já contribuiu para o mundo do futebol produzindo atletas de alto nível. De Pelé e Coutinho às mais recentes promessas, como Yuri Alberto e Rodrygo, nossa fábrica não para. Em nossa gestão, sempre haverá mãos firmes para fazê-la funcionar.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Sim, cumpre muito bem. É bem verdade que nem sempre foi assim. Durante a gestão anterior, as coisas funcionavam de maneira diferente. Ou não funcionavam.  Encontramos a base abandonada quando assumimos. Não tinha nem comida no refeitório. Hoje, tudo funciona perfeitamente, o que contribui para o desenvolvimento adequado dos nossos meninos. Tenho o orgulho de vê-los abrigados em um confortável e exclusivo alojamento, a Casa do Atleta, que foi inaugurada pela nossa gestão. Oferecemos todas as condições para garantir a formação dos nossos meninos e colhemos frutos. O Santos é, por exemplo, o único clube a classificar todas as categorias para as finais do Campeonato Paulista, em 2015.