Confira números e dados das eleições no Santos – “Nos Bastidores do Santos FC”

 

A coluna “Nos Bastidores do Santos FC” publica alguns números e dados da eleição do Santos que acontece neste sábado e vai escolher a nova diretoria do Peixe. Confira!

Data: 09-12-2017

Horário: 10 às 18 horas

Mandato: 2018 a 2020

Urnas em Santos (Vila Belmiro): 10

Urnas em São Paulo (sede da FPF- Rua Rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Barra Funda) : 5

Número de sócios aptos a votar em Santos: 13.800

Número de sócios aptos a votar em São Paulo, Capital: 2.009

Tipo de cédula: Papel

Documentos para votar: A carteira de sócio e um documento original com foto recente

Número de chapas: 4

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

Número de candidatos ao Conselho Deliberativo: 240 por chapa.

Fiscais por chapa: 3

Coordenadores por chapa: 2

Seguranças particulares e policiais militares: 140

Gasto com a eleição: Aproximadamente R$ 200 mil

Confira a lista dos sócios aptos ao voto:

http://www.santosfc.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Listagem-para-Elei%C3%A7%C3%A3o_n%C3%BAmero-e-nome_situa%C3%A7%C3%A3oFIN-e-Domic%C3%ADlio-Eleitoral-12052017.pdf

 

 

Candidatos a presidente dizem o que farão para aumentar a internacionalização da marca Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

É preciso estar no exterior e há diversas formas de fazer isso. Se temos poucas datas para o time principal, é possível estar lá com categorias de base e com um time de Master que iremos formar para este fim. O Santos inexplicavelmente não participa de eventos corporativos do futebol como o SOCCEREX por exemplo. Participará já em 2018. Temos uma legião de fãs no exterior que nos seguem nas redes sociais e, inacreditavelmente, não produzimos conteúdo em outros idiomas. Isso será rapidamente corrigido.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho tão importante que durante minha passagem pelo clube viabilizei uma nos EUA. o clube acabou desistindo, falava-se em desgaste do elenco. Faremos pré-temporadas no exterior em 2019 e em 2020 e não haverá desgaste algum, estejam certos.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Claro que sim. É inexplicável que o clube inevitavelmente associado com a maior marca entre os atletas de todos os tempos não explore esse fator. Pelé será tratado como presidente de honra em nossa gestão. Para 2020 projetamos um ano inteiro de atividades no Brasil e no mundo em comemoração aos 80 anos do Rei.

 

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos é uma das maiores marcas do futebol mundial. Só se esqueceu disso nos últimos anos. Tivemos um Rei e formamos o jogador mais caro do mundo na atualidade. Ainda somos o time brasileiros mais falado e conhecido no exterior. Precisamos recuperar nossa visibilidade e relevância. Mas antes de pensar no mercado externo teremos que recuperar nossa imagem no Brasil. Aí consequentemente iremos aumentar nossa exposição lá fora. Vamos pensar e tratar o Santos como uma marca mundial. O que sempre foi o que nunca poderia ter deixado de ser.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho uma ótima ideia. Precisamos nos exibir lá fora. Gostaria, por exemplo, de jogar uma Flórida Cup em janeiro. Será uma ótima oportunidade para nos apresentarmos no maior mercado esportivo do mundo. Outra proposta que temos é promover intercâmbios técnicos e de gestão com clubes europeus com perfil semelhante ao nosso, como Liverpool, Porto, Borussia Dortmund e Barcelona. São times com tradição de revelar talentos, têm sedes fora de grandes capitais e a maioria deles já abriram seu capital para investidores, o que também pretendemos fazer no Santos. Isso se tornará inevitável no futebol mundial. Mas antes de abrir precisamos preparar o clube.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Não podemos, em hipótese alguma, se afastar daquele que é nosso maior símbolo. Para mim, Santos e Pelé são duas marcas indissociáveis. Na última eleição, em 2014, conversei com o pessoal do Cosmos para fazermos um jogo de despedida da camisa 10. Além de ser uma ótima exposição para o clube, seria uma homenagem mais do que merecida para aquele fez essa camisa ser uma antes e outra depois dele. Podemos retomar essa ideia. De qualquer forma, na minha gestão o Pelé será tratado com respeito e reverência que um ídolo do seu tamanho merece. Em todos os jogos do Santos será recebido com tapete vermelho e terá seu nome sempre anunciado no estádio. No que depender de mim, o Rei voltará a ser nosso maior embaixador e representante.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

Trabalhar e muito. Ter boas ideias, apresentar soluções para os problemas e não desistir jamais de fazer o que for melhor para o Santos. Além disso, ter resultados com o time.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Se o Santos tiver um ganho em sua imagem e financeiramente for interessante para o clube, será ótimo. Agora, se for para os outros ganharem dinheiro em cima do Santos, esqueça. Isso não é a internacionalizar a marca. Internacionalizar a marcar é projeto muito maior. Não adianta o Santos pegar o nome que tem e simplesmente permitir que outros o utilizem.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Todo ativo do Santos é importante. Pelé e todos os outros grandes jogadores da história do clube podem ser usados, mas para isso é necessário que se tenha um projeto com base sólida, com objetivos claros para que se possa chegar ao resultado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos já tem a marca mais forte do Brasil no exterior. Em seus 105 anos, o clube acumulou muitas glórias, especialmente na Era Pelé, e hoje é reconhecido em qualquer lugar do mundo. Com o planejamento que temos, de formar um esquadrão para lutar pelo tetra da Libertadores e pelo tri do Mundial, nossa meta também é retomar nosso protagonismo no planeta bola. Além disso, nós temos um trabalho bom no departamento de comunicação com as nossas mídias sociais e canais na web, que colocam o Santos entre os maiores do mundo. A Santos TV, por exemplo, dobrou o número de acessos nos últimos três anos.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho que isso é possível desde que haja uma adequação no calendário e que seja benéfico para o time. E principalmente se o local tiver condições de proporcionar uma pré-temporada de qualidade. Sair do país para fazer alguns poucos jogos nem sempre pode ser útil como pré-temporada. Nós já recebemos convites e chegamos à conclusão de que não teríamos uma preparação adequada pelo que nos ofereceram. Precisamos ter condições de realmente prepararmos o time para a temporada, aproveitando a exposição do clube no exterior, com bons jogos, com um acordo rentável. Vejo com bons olhos, mas desde que nosso time tenha condições de voltar mais preparado para encarar a temporada do que quando saiu.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Eu acredito que o Pelé está caminhando sempre ao lado do Santos. É bem verdade que ele não foi tratado pela gestão anterior como realmente merecia. Um bom exemplo disso é que também caiu no nosso colo um problema judicial envolvendo Pelé e o Santos. Mais um que herdamos da administração passada. Mas nós também solucionamos essa questão. Então, tenho a convicção de que a relação entre Santos e Pelé voltou a ser harmônica e nunca vai acabar. Sempre que for possível vamos contar com o Rei do Futebol para caminhar conosco sempre elevando o nome do Santos. Sabemos que um nasceu para o outro e nada vai separá-los.

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos falam sobre os sócios, arena e Pacaembu

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Tornar o programa mais atraente. Com diferentes faixas de benefícios. E com benefícios reais. Instituir de uma vez o voto a distância e ter uma política clara de revezamento dos mandos de campo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Com recursos próprios é inviável.  Estaremos abertos a eventuais parcerias. Entendemos que hoje já se entende de forma mais clara os modelos que funcionaram e os que não. Se surgir oportunidade boa para o Santos não deixaremos escapar.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

50% dos mandos serão no Pacaembu (exceto eventual fato novo que inviabilize o uso). Isso será feito através da antecipação à elaboração das tabelas das competições.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

A primeira medida é buscar aquele sócio que se afastou do Santos nos últimos anos. Em 2012 contávamos com mais de 60 mil associados. Hoje estamos com um base com pouco mais de 23 mil. Destes, apenas 12 mil estão adimplentes. Vamos oferecer benefícios para trazê-lo de volta. Para captar novos sócios iremos implantar um novo modelo de fidelização, com novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que premie aqueles que vão mais aos jogos. Outra ação será aumentar nosso número de embaixadas espalhadas pelo País. Hoje temos cerca de 10. Nossa ideia é triplicar esse número até 2020. E com mais jogos no Pacaembu teremos a possibilidade de aumentar o número de sócios na Grande São Paulo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Completamente inviável. O cenário econômico do País e a experiência com as arenas construídas para a Copa, a maior delas deficitárias e com problema de gestão, desaconselha completamente um investimento desse porte. Nosso projeto é repaginar a Vila Belmiro, deixando-a mais confortável e acessível para o torcedor, e atuar mais vezes no Pacaembu.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Com certeza. Essa é uma das nossas principais propostas. No começo de mês me reuni com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, para tratar do aluguel apenas da área do estádio. O complexo esportivo continua com a prefeitura. Ele recebeu a ideia muito bem. Ficamos de nos reunir após a minha eleição para tratar do valor e do tempo de locação. Nosso objetivo é aluga-lo por três anos. É importante lembrar que a locação não interfere em nada no processo de licitação que a Prefeitura pretende fazer. O Santos tem que jogar para grandes públicos. Vamos mandar clássicos e jogos decisivos no Pacaembu. Com isso vamos aumentar nossa visibilidade, nossas receitas e o número de sócios na Grande São Paulo.

 

Andres Rueda- Chapa 3

O que fazer para aumentar o numero de sócios do Santos?

Tratá-lo bem, com respeito. O torcedor do Santos é o grande ativo do clube. Temos que trazer benefícios para o torcedor. E sobretudo criar a cultura que o sócio é o dono do clube e como tal assim deve ser tratado.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

O Santos deixou passar a Copa do Mundo, período que era o mais propício para fazer algo. Não adianta mentir para o torcedor, dizer que vai fazer uma arena sem comprometer ainda mais as finanças do clube. É enganar o torcedor. Estádios para jogos do Santos existem. O que o clube precisa é tratar seu torcedor bem.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Nós vamos jogar aonde for melhor para o Santos nos quesitos financeiros e técnicos. Temos que fazer uma administração profissional, onde a razão sobreponha os rompantes que fizeram com que ao torcedor do Santos se distanciasse do clube.

 

Modesto Roma – Chapa 4

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Nossa receita é simples: tratá-lo com respeito. O associado foi muito maltratado por conta de um contrato mal elaborado com a antiga operadora do programa Sócio Rei na gestão passada. A preocupação não era com o associado. Era com a empresa. Tanto que a parceria dava autonomia sobre as receitas e imunidade contra qualquer prejuízo. Mas, ao final do compromisso, nós fizemos uma licitação e fechamos acordo de cogestão com a Redegol. Assim, o clube recuperou o gerenciamento do cadastro e das receitas e o sócio hoje tem um atendimento melhor. Foi criado um programa de benefícios que já promoveu experiências com mais de 3 mil sócios. Aumentamos o número de sócios em 7 mil e vamos buscar mais.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Sim, é muito viável. Aliás, a nossa administração foi a única que apresentou um projeto factível de construção de uma arena multiuso. É tão viável que nós até já temos um parceiro interessado que arcará com todas os recursos para a construção, já temos acordo com a Associação Atlética dos Portuários pela área onde hoje fica sua sede e já temos conversas adiantadas com o Governo Federal para adquirir áreas no entorno do Portuários. Inclusive, oferecemos em troca um terreno similar em Guarujá para a construção de casas populares. E, com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni, a conversa com o Ministério das Cidades está avançando bastante.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

O Pacaembu é a nossa casa em São Paulo e levamos isso a sério. Eu costumo dizer que o Santos tem de ir onde está sua torcida. Por isso, nenhuma gestão valorizou mais o torcedor da capital do que a nossa. Nos últimos três anos, o Santos fez 17,5% dos jogos como mandante em São Paulo. Proporcionalmente, ninguém levou mais jogos para o Pacaembu do que a nossa gestão. Eu entendo que o Pacaembu é uma excelente alternativa para alugarmos em jogos estratégicos e vamos manter nossa frequência para valorizar o torcedor da capital. Mas também queremos mandar jogos no ABC, em São José do Rio Preto, São José dos Campos, Paraná, desde que esses locais ofereçam boas condições de receber o nosso time.

 

Confira a opinião dos candidatos a presidente do Santos sobre a situação financeira do clube

O Blog Santos Em Off publica,  nesta terça-feira, dia 5 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Acompanhamos com muita atenção os números desde 2015, quando a atual gestão teve as contas reprovadas. Ao contrário das alegações, a dívida cresceu e precisa ser estancada e a partir daí ter o seu pagamento melhor equacionado.Vamos encarar isso de frente.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

Sim. Com os pés no chão e atenção ao mercado. Não é preciso rios de dinheiro para que se tenha um time forte. O ano de 2017 mostrou isso com clareza. Contratações mais midiáticas normalmente mais caras devem estar atreladas aos ganhos de imagem. Um departamento de marketing mais ativo auxiliará nesse processo.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Sim, será. O Santos necessita estar sempre na disputa pelos títulos. Isso é fundamental ao incremento de receitas

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Temos a informação de que a situação é muito delicada. Nossa dívida é de cerca de meio bilhão de reais. Ao contrário do que insiste dizer o atual mandatário, o rombo aumentou nos últimos anos. Minha maior preocupação é o passivo bancário de curto prazo. O Santos paga cerca de R$ 10 milhões de juros por ano para os bancos. Isso é quase o valor do patrocínio da Caixa, sem o bônus por conquistas. Temos também uma folha de pagamento com mais de 700 funcionários. Um verdadeiro absurdo. O Bayern de Munique não tem nem metade disso. Que clube aguenta isso?

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor  necessário para isso?

Antes de pensar em investimentos será preciso abrir a caixa preta do clube. Sabemos que a situação é grave. Mas só chegando lá vamos ter a real dimensão do que nos espera. Mas apesar das dificuldades posso garantir ao sócio que teremos um time forte e competitivo para a disputa da Libertadores e dos outros campeonatos que teremos pela frente.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não posso garantir que seremos campeões. Mas possa afirmar que vamos brigar por títulos. O Santos não pode mais entrar em um campeonato para ser coadjuvante. Nascemos para ser protagonistas. E voltaremos a ser.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

É uma situação onde precisamos primeiro saber o tamanho real da dívida do clube para poder equacioná-la. Precisamos dos números verdadeiros, e esses números somente com os balanços e parecer da comissão fiscal.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

O Santos terá uma equipe competitiva. Isso posso garantir. Porém, tudo será feito com os pés no chão. Não adianta não honrar salários, iludir o torcedor. Temos que ter compromisso com o Santos FC, muito equilíbrio e de forma transparente para o torcedor mostrando sempre a verdade.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

O que posso dizer a você novamente é que o Santos terá uma equipe competitiva. Gestores e profissionais serão contratados e engajados no único propósito de sanar dívidas e ter um time que honra a tradição do Santos em campo.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Meu conhecimento é total! Sei exatamente como está a saúde financeira do Santos. Hoje, após reerguermos o clube da maior crise da sua história, posso dizer que tenho know-how em administração de crise financeira no futebol. Afinal, com responsabilidade e muito trabalho, nós conseguimos tirar o Santos do vermelho. Conseguimos superávit nos dois últimos anos da nossa gestão e, mais ainda: atingimos no ano passado o maior faturamento da história do Santos, com R$ 295,8 milhões. Isso representou um aumento de 74% na nossa receita em 2016. Então, além de conhecer a situação financeira, sei muito bem gerir com austeridade o caixa do clube.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor
necessário para isso?

Depois de colocar a casa em ordem é hora de buscarmos títulos. Vamos formar um grande time, com jogadores de altíssima qualidade. Não é apenas uma promessa. Temos números para comprovar. A previsão para 2018 é de aumento de 60% no orçamento do futebol. Se lutando contra uma crise financeira, nós já conseguimos o bicampeonato paulista em 2015 e 2016, chegamos à final da Copa do Brasil em 2015, voltamos a brigar pelo título brasileiro em 2016 e 2017 e vamos à Libertadores pelo segundo ano seguido, imagine o que podemos fazer com um orçamento 60% maior para o futebol. Hoje temos o melhor custo benefício do futebol brasileiro. Com mais recursos vamos buscar resultados ainda mais expressivos.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não aposto só em 2018. Aposto nos próximos três anos. Depois de arrumarmos a casa está na hora de pagarmos uma dívida de anos com nosso torcedor: Ter um time de novo no topo do mundo. Queremos o Brasileiro, queremos a Libertadores e queremos o Mundial. Essa é uma meta que vamos buscar a partir do ano que vem. Já demos o primeiro passo que foi garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores. Agora, nós vamos para cima deles, como pede nossa torcida. E, a partir do ano que vem, vamos derramar até a última gota de suor para alcançarmos nossos objetivos. Vai ser uma batalha prazerosa, pois não faltará empenho para o trimundial.

 

Candidatos a presidente do Santos falam sobre os planos para o Marketing do clube

O Blog Santos Em Off continua, nesta segunda-feira, dia 4 de dezembro, com as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Muito aquém do que o Santos precisa.

A imagem do clube é ou não bem trabalhado?

Não. E isso, é bom que se diga, não se restringe a ao departamento. Cada notícia ruim, e elas foram e são muitas nesta gestão, atrapalha o desempenho da marca. Recuperar a reputação e a credibilidade são fatores fundamentais.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Profissionalizar o departamento. Instituir também um departamento comercial. Estar mais aberto a parcerias, entregar mais do que simples exposição. Uma política de licenciamento mais agressiva com a criação de um portal que faça a venda desses produtos no atacado. Um comerciante que queira vender produtos licenciados hoje tem dificuldade em encontrar. São algumas das ações necessárias.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Essa é uma das áreas mais maltratadas por essa gestão. E a dificuldade de encontrar patrocínio é apenas a ponta do iceberg da falta de visão, grandeza e planejamento da atual direção. Essa diretoria apequenou o clube, o tirou da vitrine e diminui sua visibilidade com essa insistência, entre outros erros, de jogar a maioria dos jogos para públicos de cinco, seis mil pessoas. Que grande empresa vai querer se associar a uma instituição que se vende assim? Que canal de televisão irá transmitir uma partida em TV aberta com um estádios às moscas? Como podemos jogar uma partida de quartas de final de Libertadores para 12 mil torcedores? Essas são perguntas têm uma única resposta: incompetência.

A imagem do clube é ou não bem trabalhada?

Pessimamente trabalhada. O Santos se apequenou, perdeu visibilidade e exposição. A falta de transparência é outro fator complicador. Nenhuma grande empresa se associa a um clube dirigido por pessoas que sonegam informações e maquiam dados. Recentemente uma reportagem da ESPN revelou que a atual gestão se valeu de pedaladas fiscais para apresentar um superávit fiscal nas contas. Isso é coisa séria. Não podemos nos esquecer que uma presidenta da República foi derrubada por praticar os mesmos desvios. O clube não pode mais ser administrado dessa forma.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Primeiro vamos recuperar a imagem do clube no mercado. Para isso vamos abrir a caixa preta. A transparência será um dos princípios fundamentais da minha gestão. Outra medida importante será a transferência dos departamentos de marketing e comercial para a Sub-Sede de São Paulo. Lá estão o mercado publicitário e as grandes empresas. Vamos aproximá-las do clube. A área será comandada pelo Amir Somoggi, um dos maiores especialistas em marketing e negócios do esporte do País. Quero também sentar com a Globo e entender quais as razões que nos tiraram da TV aberta. Um time com a grandeza do Santos não pode perder a visibilidade e ficar escondido da sua torcida.

 

 

 Andres Rueda- Chapa 3

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Esse é um departamento que precisa de mudanças imediatas também. O Santos precisa ser mais agressivo na busca por parceiros, ir ao mercado e mostrar suas estratégias. Não podemos mais ficar atrás de uma mesa. Os profissionais que ocuparem as cadeiras têm que ir a campo. Precisamos entender primeiro o que é marketing e o que é área comercial. Temos que entender o que nosso público deseja e criar produtos para esse público, aumentar a exposição da nossa marca nacional e internacionalmente, só com isso a área comercial conseguirá reverter essas ações em mais receita para o clube.

A imagem do clube é ou não bem trabalhado?

Não, falta muita coisa. O Santos precisa ter diversos setores funcionando dentro do Departamento de Marketing. Aquele que vai atrás de recursos, parceiros, o outro viés que é criar melhor relação com torcedor, o e-commerce que funcione definitivamente. Tudo isso faz com que a receita seja maior e também fortalece a relação com o torcedor. Precisamos dessa relação mais próxima com o clube, pois hoje é distante. Nossa marca vem sendo afetada já ha algum tempo com notícias negativas. Faz pouco menos de 3 anos perdemos vários jogadores por falta de pagamento, denúncias de corrupção na nossa base, derrota vergonhosa em amistoso internacional que nunca deveria ter acontecido, briga com Neymar e por aí vai…. Temos que reerguer nossa marca.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Contratar pessoas sérias, honestas e capazes. Engajadas em apresentar soluções para os problemas e dispostas a buscar sempre os melhores negócios para o Santos.

 

 

Modesto Roma – Chapa 4

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

O Marketing é um setor que consideramos muito importante e que vinha sendo maltratado pela gestão anterior à nossa. A grave crise financeira do clube foi uma herança que tornou mais complicado o nosso desafio de gerar receitas de marketing. Mesmo assim, não nos escondemos. Com um trabalho responsável de recuperação financeira, quitação de dívidas, melhoramos a maneira como o Santos era visto no mercado e conseguimos atrair grandes empresas de volta ao clube. Hoje, temos nossa marca avaliada em R$ 403 milhões, temos ótimos contratos de patrocínios e aumentamos o número de empresas e produtos licenciados em 65%. Agora, com a casa em ordem, vamos gerar mais receitas ainda no próximo triênio.

A imagem do clube é ou não bem trabalhada?

Com certeza é. Nós encontramos o Santos em 2015 com a imagem muito arranhada no mercado por conta da grave crise financeira. Quem iria querer associar sua marca a um clube que não cumpria suas obrigações comerciais, fiscais, judiciais e trabalhistas? Depois que conseguimos equacionar a crise financeira, a situação começou a mudar. O primeiro passo foi recuperar a Certidão Negativa de Débitos, uma exigência, por exemplo, para conseguir o ótimo patrocínio que temos hoje com a CAIXA. Só conseguimos isso porque renegociamos as dívidas fiscais e estamos em dia com elas. O Santos, hoje, não é mais malvisto no mercado. O Santos hoje é um clube que as grandes empresas querem como parceiro.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Nós temos de continuar crescendo no Marketing. E, com a imagem do Santos em alta, teremos sucesso. Nossa meta é expandir ainda mais a marca do Santos. Com a casa em ordem, vamos setorizar o Marketing com especialistas em cada área para atingirmos mais rápido nossas metas. Vamos criar o setor Comercial, que vai cuidar da venda de propriedades do clube e do relacionamento com nossos parceiros. Teremos o setor de Marca, com o objetivo exclusivo de valorizar ainda mais o nome Santos. Fora o setor de Projetos de Leis de Incentivo, voltado para ações relacionadas a benefícios fiscais. E vamos fazer um sério combate à Pirataria, pensando na valorização dos produtos licenciados.