Candidatos a presidente dizem o que farão para aumentar a internacionalização da marca Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

É preciso estar no exterior e há diversas formas de fazer isso. Se temos poucas datas para o time principal, é possível estar lá com categorias de base e com um time de Master que iremos formar para este fim. O Santos inexplicavelmente não participa de eventos corporativos do futebol como o SOCCEREX por exemplo. Participará já em 2018. Temos uma legião de fãs no exterior que nos seguem nas redes sociais e, inacreditavelmente, não produzimos conteúdo em outros idiomas. Isso será rapidamente corrigido.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho tão importante que durante minha passagem pelo clube viabilizei uma nos EUA. o clube acabou desistindo, falava-se em desgaste do elenco. Faremos pré-temporadas no exterior em 2019 e em 2020 e não haverá desgaste algum, estejam certos.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Claro que sim. É inexplicável que o clube inevitavelmente associado com a maior marca entre os atletas de todos os tempos não explore esse fator. Pelé será tratado como presidente de honra em nossa gestão. Para 2020 projetamos um ano inteiro de atividades no Brasil e no mundo em comemoração aos 80 anos do Rei.

 

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos é uma das maiores marcas do futebol mundial. Só se esqueceu disso nos últimos anos. Tivemos um Rei e formamos o jogador mais caro do mundo na atualidade. Ainda somos o time brasileiros mais falado e conhecido no exterior. Precisamos recuperar nossa visibilidade e relevância. Mas antes de pensar no mercado externo teremos que recuperar nossa imagem no Brasil. Aí consequentemente iremos aumentar nossa exposição lá fora. Vamos pensar e tratar o Santos como uma marca mundial. O que sempre foi o que nunca poderia ter deixado de ser.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho uma ótima ideia. Precisamos nos exibir lá fora. Gostaria, por exemplo, de jogar uma Flórida Cup em janeiro. Será uma ótima oportunidade para nos apresentarmos no maior mercado esportivo do mundo. Outra proposta que temos é promover intercâmbios técnicos e de gestão com clubes europeus com perfil semelhante ao nosso, como Liverpool, Porto, Borussia Dortmund e Barcelona. São times com tradição de revelar talentos, têm sedes fora de grandes capitais e a maioria deles já abriram seu capital para investidores, o que também pretendemos fazer no Santos. Isso se tornará inevitável no futebol mundial. Mas antes de abrir precisamos preparar o clube.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Não podemos, em hipótese alguma, se afastar daquele que é nosso maior símbolo. Para mim, Santos e Pelé são duas marcas indissociáveis. Na última eleição, em 2014, conversei com o pessoal do Cosmos para fazermos um jogo de despedida da camisa 10. Além de ser uma ótima exposição para o clube, seria uma homenagem mais do que merecida para aquele fez essa camisa ser uma antes e outra depois dele. Podemos retomar essa ideia. De qualquer forma, na minha gestão o Pelé será tratado com respeito e reverência que um ídolo do seu tamanho merece. Em todos os jogos do Santos será recebido com tapete vermelho e terá seu nome sempre anunciado no estádio. No que depender de mim, o Rei voltará a ser nosso maior embaixador e representante.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

Trabalhar e muito. Ter boas ideias, apresentar soluções para os problemas e não desistir jamais de fazer o que for melhor para o Santos. Além disso, ter resultados com o time.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Se o Santos tiver um ganho em sua imagem e financeiramente for interessante para o clube, será ótimo. Agora, se for para os outros ganharem dinheiro em cima do Santos, esqueça. Isso não é a internacionalizar a marca. Internacionalizar a marcar é projeto muito maior. Não adianta o Santos pegar o nome que tem e simplesmente permitir que outros o utilizem.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Todo ativo do Santos é importante. Pelé e todos os outros grandes jogadores da história do clube podem ser usados, mas para isso é necessário que se tenha um projeto com base sólida, com objetivos claros para que se possa chegar ao resultado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos já tem a marca mais forte do Brasil no exterior. Em seus 105 anos, o clube acumulou muitas glórias, especialmente na Era Pelé, e hoje é reconhecido em qualquer lugar do mundo. Com o planejamento que temos, de formar um esquadrão para lutar pelo tetra da Libertadores e pelo tri do Mundial, nossa meta também é retomar nosso protagonismo no planeta bola. Além disso, nós temos um trabalho bom no departamento de comunicação com as nossas mídias sociais e canais na web, que colocam o Santos entre os maiores do mundo. A Santos TV, por exemplo, dobrou o número de acessos nos últimos três anos.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho que isso é possível desde que haja uma adequação no calendário e que seja benéfico para o time. E principalmente se o local tiver condições de proporcionar uma pré-temporada de qualidade. Sair do país para fazer alguns poucos jogos nem sempre pode ser útil como pré-temporada. Nós já recebemos convites e chegamos à conclusão de que não teríamos uma preparação adequada pelo que nos ofereceram. Precisamos ter condições de realmente prepararmos o time para a temporada, aproveitando a exposição do clube no exterior, com bons jogos, com um acordo rentável. Vejo com bons olhos, mas desde que nosso time tenha condições de voltar mais preparado para encarar a temporada do que quando saiu.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Eu acredito que o Pelé está caminhando sempre ao lado do Santos. É bem verdade que ele não foi tratado pela gestão anterior como realmente merecia. Um bom exemplo disso é que também caiu no nosso colo um problema judicial envolvendo Pelé e o Santos. Mais um que herdamos da administração passada. Mas nós também solucionamos essa questão. Então, tenho a convicção de que a relação entre Santos e Pelé voltou a ser harmônica e nunca vai acabar. Sempre que for possível vamos contar com o Rei do Futebol para caminhar conosco sempre elevando o nome do Santos. Sabemos que um nasceu para o outro e nada vai separá-los.