O risco de contratar Robinho e levar uma pedalada da Justiça

O presidente do Santos, José Carlos Peres, recém-eleito, praticamente descartou mais uma volta do atacante Robinho ao time do Santos. Depois de não renovar com o Atlético Mineiro, pois não aceitou uma redução salarial, o jogador voltou a ser especulado na Vila Belmiro para 2018.

O desinteresse pelo jogador revelado pelo Peixe deve-se ao fato que o Rei das Pedaladas foi condenado por estupro na Itália. Peres garantiu que antes de qualquer negociação, o atleta tem de resolver todas as pendências com a Justiça da Itália. O presidente ressaltou também que o perfil de Robinho não é o que a atual direção do Alvinegro pretende contar no elenco. O mandatário santista garantiu que pretende favorecer a presença feminina nos jogos do clube e trazer um atleta envolvido num caso de estupro é um tanto contraditório. Continuar lendo “O risco de contratar Robinho e levar uma pedalada da Justiça”

José Carlos Peres é o novo presidente do Santos Futebol Clube

José Carlos Peres é o novo presidente do Santos Futeol Clube. Ele venceu a eleição com 1851 e vai dirigir o clube, ao lado do vice Orlando Rollo, no triênio 2018-2020. Andres Rueda garantiu o segundo lugar, com 1661, empatado com Modesto Roma com 1.661. Nabil Khaznadar acabou em último com 495 votos.

Nascido em Monte Azul Paulista, São Paulo, em 17 de julho de 1948, foi por 36 anos um bem-sucedido executivo atuando no mercado financeiro. Ao se aposentar, resolveu unir duas paixões: sua capacidade administrativa e a eterna paixão pelo Santos Futebol Clube.

Em 2001, criou a ONG Santos Vivo, a fim de reerguer o clube nos cenários nacional e internacional, aglutinando empresários do mercado brasileiro. Foi eleito conselheiro do Santos FC nos biênios 2000/2001, 2004/2005, 2006/2007 e 2008/2009.

Em 2000, como conselheiro do Santos FC, ergueu corajosamente uma bandeira, criando e liderando um projeto pela unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959. Lutou por cerca de dez anos consecutivos, sem nenhuma ajuda financeira, conseguindo adesão formal de Santos, Palmeiras, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Bahia, todos campeões nacionais com títulos conquistados de 1959 a 1970. Ao final de 2008, trouxe para o projeto o brilhante jornalista Odir Cunha para compor o importante trabalho de pesquisa, mesmo ano em que recebeu apoio de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Em seguida, o Dr. João Havelange também cerrou fileiras em torno do projeto. Finalmente, em 10 de novembro de 2010, conseguiu entregar o dossiê e um vídeo contendo preciosos depoimentos a favor da causa ao presidente da CBF. Em 15 de dezembro de 2010, recebeu a comunicação do Dr. Ricardo Terra Teixeira afirmando que o projeto estava aprovado pelos vários departamentos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), portanto estava decidido a atender ao pleito.

A cerimônia de oficialização ocorreu no Itanhangá Golf Club em 22 de dezembro de 2010, com a presença da imprensa e das autoridades convidadas, em especial Pelé, representando todos os atletas da época. Finalmente, o sonho transformou-se em realidade e os 6 títulos brasileiros do Santos FC no período, por cerca de 30 anos injustamente desprezados pela CBD / CBF, foram oficializados.

Criou a subsede do Santos FC na capital, exercendo a função de superintendente do clube de 2004 a 2010.

Foi também diretor da Federação Paulista de Futebol de 2005 a 2010.

Em 2006, trouxe para o Santos uma jóia rara ainda com 9 anos de idade, o craque Gabriel (Gabigol), hoje com multa estimada em 50 milhões de euros, sem nenhum custo ao clube.

De uma iniciativa sua surgiu a empresa G4 Aliança Paulista, que reúne os quatro maiores times do Estado: Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians, que trouxe muitas vantagens aos clubes, como, por exemplo, os contratos de patrocínio com Coca-Cola e Brahma, entre outros.

Candidatos explicam seus votos na eleição deste sábado

O Blog Santos Em Off encerra, neste sábado, 9 de dezembro, dia das eleições no Peixe, as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. Durante oito dias foram publicadas perguntas e as respostas de cada um deles. Os temas abordados foram: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios. A última questão é sobre o próprio candidato. O Blog espera ter contribuído de alguma forma e ajudado aos leitores a definir seus votos. Acompanhe durante todo este sábado, a cobertura da votação e o anúncio do vencedor.

Chapa 1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

Chapa 2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

Chapa 3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

Chapa 4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior para presidente e César Conforti, vice.

José Carlos Peres- Chapa 1

Por que o senhor vota em José Carlos Peres para presidente?

Porque estou preparado para liderar a mudança que este clube precisa. Venho me preparando há praticamente 20 anos desde a fundação da ONG Santos Vivo com uma extensa folha de serviços prestados. Minha experiência, tanto no Santos, quanto na vida profissional, me convence de que podemos construir um clube menos dividido, um clube com menos ódio e mais união. Somos todos Santos.

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Por que o senhor vota em Nabil Khaznadar para presidente?

Tenho uma carreira bem-sucedida no segmento têxtil. Sou empresário há 40 anos. Trouxe para o Brasil grandes marcas como Hugo Boss, Ralph Lauren, Adidas Original, Lacoste e Original Penguin. Tenho preparo para gerir um clube do tamanho e grandeza do Santos. Conto também com um time de notáveis para me auxiliar na missão. Além do Amir Somoggi, já citado, terei também o apoio do Celso Loducca, grande e premiado publicitário; do empresário Walter Schalka, que será um dos nomes do Comitê Gestor e do ex-secretário municipal de esportes de São Paulo e vereador, Celso Jatene. Por último quero ressaltar que somos a única e verdadeira oposição na eleição do clube. Nunca tive cargo remunerado e os conselheiros eleitos na minha chapa não trabalharão na minha gestão.

Andres Rueda- Chapa 3

Por que o senhor vota em  Andres Rueda para presidente?

As propostas podem ser parecidas, mas o importante é quem vai executá-las. É ter seriedade nesse momento, saber que tem um propósito acima de nós: o Santos. Quem votar em mim estará votando em uma pessoa comprometida no que faz com muita responsabilidade. Isso eu já demonstrei na minha vida profissional. Se queremos realmente profissionalizar o clube, devemos começar pelo maior cargo no clube. Escolher o presidente que tenha maior qualificação para tanto e juntar isso os três grandes pilares que qualquer postulante ao cargo deve ter: honestidade, competência e credibilidade.

Modesto Roma Júnior- Chapa 4

Por que o senhor vota em Modesto Roma Júnior para presidente?

Para ser um bom presidente não adianta apenas nascer e morrer Santos. É preciso viver o clube. E eu acho que isso é o que falta nos outros candidatos. Eu conheço o clube, conheço o mercado do futebol e isso é essencial. Já tivemos um mau exemplo do que pode acontecer quando pessoas despreparadas assumem essa responsabilidade. Nossa administração reergueu o Santos. Agora, temos de avançar e não recuar. Vamos buscar o trimundial e o estádio multiuso essenciais para o Santos seguir gigante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira números e dados das eleições no Santos – “Nos Bastidores do Santos FC”

 

A coluna “Nos Bastidores do Santos FC” publica alguns números e dados da eleição do Santos que acontece neste sábado e vai escolher a nova diretoria do Peixe. Confira!

Data: 09-12-2017

Horário: 10 às 18 horas

Mandato: 2018 a 2020

Urnas em Santos (Vila Belmiro): 10

Urnas em São Paulo (sede da FPF- Rua Rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Barra Funda) : 5

Número de sócios aptos a votar em Santos: 13.800

Número de sócios aptos a votar em São Paulo, Capital: 2.009

Tipo de cédula: Papel

Documentos para votar: A carteira de sócio e um documento original com foto recente

Número de chapas: 4

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

Número de candidatos ao Conselho Deliberativo: 240 por chapa.

Fiscais por chapa: 3

Coordenadores por chapa: 2

Seguranças particulares e policiais militares: 140

Gasto com a eleição: Aproximadamente R$ 200 mil

Confira a lista dos sócios aptos ao voto:

http://www.santosfc.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Listagem-para-Elei%C3%A7%C3%A3o_n%C3%BAmero-e-nome_situa%C3%A7%C3%A3oFIN-e-Domic%C3%ADlio-Eleitoral-12052017.pdf

 

 

Candidatos a presidente opinam se existem vantagens de ser sócio do Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta sexta-feira, dia 8 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Primeiro fazendo o que fazem os “gigantes mundiais “, ou seja, não embarcando em aventuras de fabricação própria e estando associado a grandes marcas. Depois é preciso melhorar as parcerias no que se refere à distribuição e à comercialização. O torcedor em todo Brasil deve ter o prazer de ver nosso manto exibido nas vitrinas das principais lojas de esportes, isso não ocorre hoje. As vendas por Internet são importantes, mas não bastam.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A relação do verdadeiro associado é de amor ao clube. Isso está em primeiro lugar e, neste sentido, tudo vale a pena. O direito ao voto é outro ponto importante e a implantação do voto a distância o levará a mais pessoas. Mas vantagem econômica praticamente inexiste. Inclusive porque o clube fiscaliza muito mal a venda de meia-entrada.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Claro. Além do que já citamos nas respostas anteriores é preciso rever as faixas de desconto. Há diferentes perfis de sócio. O que vai a todos os jogos, o que vai esporadicamente e o que não vai. Qual o sentido de dar o mesmo benefício a todos? Os modelos de mais sucesso em outros clubes atrelar diferentes preços a diferentes benefícios. É o que faremos. Além disso, a primeira providência é o imediato recadastramento dos sócios e avaliação que nos auxilie a compreender o perfil dos nossos associados.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro de gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

A atual diretoria mostrou como não fazer isso com esse projeto de fabricação e distribuição próprias. Esse modelo fez com o que o Santos se tornasse o clube que menos recebeu com venda de camisa entre os times da Série A. Sou empresário do ramo têxtil. Sempre soube que os valores anunciados eram irreais. Nenhuma camisa oficial dá mais de R$ 50 de lucro para um clube. Venderam uma ilusão e colheram prejuízo. Agora assinaram com a Umbro. Esse é outro absurdo, pois uma decisão dessa importância não pode ser tomada às vésperas de uma eleição. Antes de qualquer opinião precisamos analisar o contrato. Mas se os valores veiculados na imprensa forem reais (cerca de R$ 7 milhões/ano) ainda assim continuaremos a ganhar muito menos que os nossos maiores rivais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Não. De forma alguma. Prova disso é a nossa altíssima inadimplência. O programa quase não tem atrativos e benefícios. Hoje, a única vantagem na prática que o sócio do Santos tem é o desconto no ingresso. E mesmo com
a nossa base muito reduzida ainda jogamos a grande maioria das nossas partidas num estádio que não comporta todos os nossos sócios. Precisamos mudar isso imediatamente.

 

Andres Rueda- Chapa 3

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

De novo: estruturando projetos com seriedade. Tivemos duas gerações recentemente: Diego e Robinho e na sequência Neymar. Temos a obrigação de entender que o torcedor do Santos, que é um apaixonado, só vai colocar dinheiro em uma situação que em que tenha certeza que será bem aplicado. Temos que ter ídolos jogando. Quando nosso maior ídolo atual é o goleiro, representa um sinal que alguma coisa não está correta.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A gente tem que fazer valer a pena. Com seriedade, bons projetos e respeitando o sócio. Assim, rapidamente a mudança irá acontecer. Vendo esse resultado, o torcedor vai pra arquibancada, será sócio e estará engajado num único propósito que é a paixão pelo clube sentindo-se como dono do clube.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

O projeto é simples. Colocar o sócio em primeiro lugar e dar a ele as garantias de ser tratado com respeito. Mostrando que o dinheiro está indo para o lugar certo com responsabilidade. Implementar de fato o que é prometido em várias gestões e nunca é realizado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

As vendas de camisas representam uma parte significativa do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Nós já conseguimos aumentar nossa receita com a venda de camisas nestes primeiros três anos e nossa expectativa é melhor ainda para as próximas duas temporadas. Afinal, nós assinamos com a Umbro o melhor contrato da história do Santos para fornecimento de material esportivo. Vamos receber, a partir do ano que vem, valores dignos da grandeza do clube. Já demos um salto de rentabilidade quando acertamos com a Kappa a cogestão de nossos uniformes, o que tornou a distribuição muito melhor em comparação ao contrato assinado pela gestão passada, com um varejista. Agora, com a Umbro, avançamos mais ainda porque serão 5 mil pontos de venda, dez vezes mais do que antes. Vamos lucrar muito mais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Com certeza, vale. Talvez não valesse antes, quando a operadora do programa Sócio-Rei tinha pouco ou quase nada a perder mesmo oferecendo um serviço de baixa qualidade. Agora, é diferente. Com a nossa nova parceria, o clube gerencia cadastro e receitas e o associado ganhou mais facilidades. Ele pode, por exemplo, comprar seus ingressos de forma ininterrupta até a hora do jogo, pode pagar nos cartões de débito e crédito, pode acessar o estádio usando apenas seu celular, pelo QR Code, além de contar um programa de experiências que vão desde encontro com atletas até shows e viagens. Tudo isso, sem contar que, com a troca de empresa, nós conseguimos economizar 40% nas despesas.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Na verdade, esse projeto já está em andamento. Nós queremos manter a ampliação gradativa do nosso quadro associativo. Já temos mais de 30 empresas parceiras oferecendo benefícios aos sócios, mas vamos buscar cada vez mais, sempre com olhar atento aos interesses do associado. Mais de 3 mil sócios já foram contemplados em nosso programa de experiências. Hoje o sócio pode pagar com cartão de débito e crédito que não podia com a operadora anterior. Vamos também aumentar o número de embaixadas oficiais do clube no Brasil e no mundo promovendo ações aos sócios regionalmente. Também vamos desenvolver um canal de comunicação via mobile e outras vantagens.