Confira a opinião dos candidatos a presidente do Santos sobre a situação financeira do clube

O Blog Santos Em Off publica,  nesta terça-feira, dia 5 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Acompanhamos com muita atenção os números desde 2015, quando a atual gestão teve as contas reprovadas. Ao contrário das alegações, a dívida cresceu e precisa ser estancada e a partir daí ter o seu pagamento melhor equacionado.Vamos encarar isso de frente.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

Sim. Com os pés no chão e atenção ao mercado. Não é preciso rios de dinheiro para que se tenha um time forte. O ano de 2017 mostrou isso com clareza. Contratações mais midiáticas normalmente mais caras devem estar atreladas aos ganhos de imagem. Um departamento de marketing mais ativo auxiliará nesse processo.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Sim, será. O Santos necessita estar sempre na disputa pelos títulos. Isso é fundamental ao incremento de receitas

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Temos a informação de que a situação é muito delicada. Nossa dívida é de cerca de meio bilhão de reais. Ao contrário do que insiste dizer o atual mandatário, o rombo aumentou nos últimos anos. Minha maior preocupação é o passivo bancário de curto prazo. O Santos paga cerca de R$ 10 milhões de juros por ano para os bancos. Isso é quase o valor do patrocínio da Caixa, sem o bônus por conquistas. Temos também uma folha de pagamento com mais de 700 funcionários. Um verdadeiro absurdo. O Bayern de Munique não tem nem metade disso. Que clube aguenta isso?

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor  necessário para isso?

Antes de pensar em investimentos será preciso abrir a caixa preta do clube. Sabemos que a situação é grave. Mas só chegando lá vamos ter a real dimensão do que nos espera. Mas apesar das dificuldades posso garantir ao sócio que teremos um time forte e competitivo para a disputa da Libertadores e dos outros campeonatos que teremos pela frente.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não posso garantir que seremos campeões. Mas possa afirmar que vamos brigar por títulos. O Santos não pode mais entrar em um campeonato para ser coadjuvante. Nascemos para ser protagonistas. E voltaremos a ser.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

É uma situação onde precisamos primeiro saber o tamanho real da dívida do clube para poder equacioná-la. Precisamos dos números verdadeiros, e esses números somente com os balanços e parecer da comissão fiscal.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor necessário para isso?

O Santos terá uma equipe competitiva. Isso posso garantir. Porém, tudo será feito com os pés no chão. Não adianta não honrar salários, iludir o torcedor. Temos que ter compromisso com o Santos FC, muito equilíbrio e de forma transparente para o torcedor mostrando sempre a verdade.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

O que posso dizer a você novamente é que o Santos terá uma equipe competitiva. Gestores e profissionais serão contratados e engajados no único propósito de sanar dívidas e ter um time que honra a tradição do Santos em campo.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual seu conhecimento sobre a atual situação financeira do Santos?

Meu conhecimento é total! Sei exatamente como está a saúde financeira do Santos. Hoje, após reerguermos o clube da maior crise da sua história, posso dizer que tenho know-how em administração de crise financeira no futebol. Afinal, com responsabilidade e muito trabalho, nós conseguimos tirar o Santos do vermelho. Conseguimos superávit nos dois últimos anos da nossa gestão e, mais ainda: atingimos no ano passado o maior faturamento da história do Santos, com R$ 295,8 milhões. Isso representou um aumento de 74% na nossa receita em 2016. Então, além de conhecer a situação financeira, sei muito bem gerir com austeridade o caixa do clube.

O ano de 2018 será de investimentos no time? Tem em mente um valor
necessário para isso?

Depois de colocar a casa em ordem é hora de buscarmos títulos. Vamos formar um grande time, com jogadores de altíssima qualidade. Não é apenas uma promessa. Temos números para comprovar. A previsão para 2018 é de aumento de 60% no orçamento do futebol. Se lutando contra uma crise financeira, nós já conseguimos o bicampeonato paulista em 2015 e 2016, chegamos à final da Copa do Brasil em 2015, voltamos a brigar pelo título brasileiro em 2016 e 2017 e vamos à Libertadores pelo segundo ano seguido, imagine o que podemos fazer com um orçamento 60% maior para o futebol. Hoje temos o melhor custo benefício do futebol brasileiro. Com mais recursos vamos buscar resultados ainda mais expressivos.

Dá para arriscar que 2018 será um ano vitorioso?

Não aposto só em 2018. Aposto nos próximos três anos. Depois de arrumarmos a casa está na hora de pagarmos uma dívida de anos com nosso torcedor: Ter um time de novo no topo do mundo. Queremos o Brasileiro, queremos a Libertadores e queremos o Mundial. Essa é uma meta que vamos buscar a partir do ano que vem. Já demos o primeiro passo que foi garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores. Agora, nós vamos para cima deles, como pede nossa torcida. E, a partir do ano que vem, vamos derramar até a última gota de suor para alcançarmos nossos objetivos. Vai ser uma batalha prazerosa, pois não faltará empenho para o trimundial.

 

Candidatos a presidente do Santos falam sobre os planos para o Marketing do clube

O Blog Santos Em Off continua, nesta segunda-feira, dia 4 de dezembro, com as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Muito aquém do que o Santos precisa.

A imagem do clube é ou não bem trabalhado?

Não. E isso, é bom que se diga, não se restringe a ao departamento. Cada notícia ruim, e elas foram e são muitas nesta gestão, atrapalha o desempenho da marca. Recuperar a reputação e a credibilidade são fatores fundamentais.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Profissionalizar o departamento. Instituir também um departamento comercial. Estar mais aberto a parcerias, entregar mais do que simples exposição. Uma política de licenciamento mais agressiva com a criação de um portal que faça a venda desses produtos no atacado. Um comerciante que queira vender produtos licenciados hoje tem dificuldade em encontrar. São algumas das ações necessárias.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Essa é uma das áreas mais maltratadas por essa gestão. E a dificuldade de encontrar patrocínio é apenas a ponta do iceberg da falta de visão, grandeza e planejamento da atual direção. Essa diretoria apequenou o clube, o tirou da vitrine e diminui sua visibilidade com essa insistência, entre outros erros, de jogar a maioria dos jogos para públicos de cinco, seis mil pessoas. Que grande empresa vai querer se associar a uma instituição que se vende assim? Que canal de televisão irá transmitir uma partida em TV aberta com um estádios às moscas? Como podemos jogar uma partida de quartas de final de Libertadores para 12 mil torcedores? Essas são perguntas têm uma única resposta: incompetência.

A imagem do clube é ou não bem trabalhada?

Pessimamente trabalhada. O Santos se apequenou, perdeu visibilidade e exposição. A falta de transparência é outro fator complicador. Nenhuma grande empresa se associa a um clube dirigido por pessoas que sonegam informações e maquiam dados. Recentemente uma reportagem da ESPN revelou que a atual gestão se valeu de pedaladas fiscais para apresentar um superávit fiscal nas contas. Isso é coisa séria. Não podemos nos esquecer que uma presidenta da República foi derrubada por praticar os mesmos desvios. O clube não pode mais ser administrado dessa forma.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Primeiro vamos recuperar a imagem do clube no mercado. Para isso vamos abrir a caixa preta. A transparência será um dos princípios fundamentais da minha gestão. Outra medida importante será a transferência dos departamentos de marketing e comercial para a Sub-Sede de São Paulo. Lá estão o mercado publicitário e as grandes empresas. Vamos aproximá-las do clube. A área será comandada pelo Amir Somoggi, um dos maiores especialistas em marketing e negócios do esporte do País. Quero também sentar com a Globo e entender quais as razões que nos tiraram da TV aberta. Um time com a grandeza do Santos não pode perder a visibilidade e ficar escondido da sua torcida.

 

 

 Andres Rueda- Chapa 3

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

Esse é um departamento que precisa de mudanças imediatas também. O Santos precisa ser mais agressivo na busca por parceiros, ir ao mercado e mostrar suas estratégias. Não podemos mais ficar atrás de uma mesa. Os profissionais que ocuparem as cadeiras têm que ir a campo. Precisamos entender primeiro o que é marketing e o que é área comercial. Temos que entender o que nosso público deseja e criar produtos para esse público, aumentar a exposição da nossa marca nacional e internacionalmente, só com isso a área comercial conseguirá reverter essas ações em mais receita para o clube.

A imagem do clube é ou não bem trabalhado?

Não, falta muita coisa. O Santos precisa ter diversos setores funcionando dentro do Departamento de Marketing. Aquele que vai atrás de recursos, parceiros, o outro viés que é criar melhor relação com torcedor, o e-commerce que funcione definitivamente. Tudo isso faz com que a receita seja maior e também fortalece a relação com o torcedor. Precisamos dessa relação mais próxima com o clube, pois hoje é distante. Nossa marca vem sendo afetada já ha algum tempo com notícias negativas. Faz pouco menos de 3 anos perdemos vários jogadores por falta de pagamento, denúncias de corrupção na nossa base, derrota vergonhosa em amistoso internacional que nunca deveria ter acontecido, briga com Neymar e por aí vai…. Temos que reerguer nossa marca.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Contratar pessoas sérias, honestas e capazes. Engajadas em apresentar soluções para os problemas e dispostas a buscar sempre os melhores negócios para o Santos.

 

 

Modesto Roma – Chapa 4

Faça uma análise sobre o atual Marketing do clube?

O Marketing é um setor que consideramos muito importante e que vinha sendo maltratado pela gestão anterior à nossa. A grave crise financeira do clube foi uma herança que tornou mais complicado o nosso desafio de gerar receitas de marketing. Mesmo assim, não nos escondemos. Com um trabalho responsável de recuperação financeira, quitação de dívidas, melhoramos a maneira como o Santos era visto no mercado e conseguimos atrair grandes empresas de volta ao clube. Hoje, temos nossa marca avaliada em R$ 403 milhões, temos ótimos contratos de patrocínios e aumentamos o número de empresas e produtos licenciados em 65%. Agora, com a casa em ordem, vamos gerar mais receitas ainda no próximo triênio.

A imagem do clube é ou não bem trabalhada?

Com certeza é. Nós encontramos o Santos em 2015 com a imagem muito arranhada no mercado por conta da grave crise financeira. Quem iria querer associar sua marca a um clube que não cumpria suas obrigações comerciais, fiscais, judiciais e trabalhistas? Depois que conseguimos equacionar a crise financeira, a situação começou a mudar. O primeiro passo foi recuperar a Certidão Negativa de Débitos, uma exigência, por exemplo, para conseguir o ótimo patrocínio que temos hoje com a CAIXA. Só conseguimos isso porque renegociamos as dívidas fiscais e estamos em dia com elas. O Santos, hoje, não é mais malvisto no mercado. O Santos hoje é um clube que as grandes empresas querem como parceiro.

O que pretende fazer para melhorar esse setor fundamental nos dias de hoje?

Nós temos de continuar crescendo no Marketing. E, com a imagem do Santos em alta, teremos sucesso. Nossa meta é expandir ainda mais a marca do Santos. Com a casa em ordem, vamos setorizar o Marketing com especialistas em cada área para atingirmos mais rápido nossas metas. Vamos criar o setor Comercial, que vai cuidar da venda de propriedades do clube e do relacionamento com nossos parceiros. Teremos o setor de Marca, com o objetivo exclusivo de valorizar ainda mais o nome Santos. Fora o setor de Projetos de Leis de Incentivo, voltado para ações relacionadas a benefícios fiscais. E vamos fazer um sério combate à Pirataria, pensando na valorização dos produtos licenciados.

 

 

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos FC falam sobre as categorias de base do Peixe

O Blog Santos Em Off dá sequência neste domingo, dia 3 de dezembro, com as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Ruim. Se faz necessário a moralização e a competência dos profissionais envolvidos na base.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Essa área sofrerá mudanças intensas. Queremos uma base totalmente integrada com o estilo de jogo de nosso clube. Mudaremos a estrutura de captação de atletas, organizando peneiras por todo Brasil. É preciso também investir na infraestrutura de treinamento que está muito aquém do necessário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

A base é nosso maior patrimônio. A joia da coroa que nos últimos anos vem formando menos jogadores do que necessita. Lembrando também que a formação não é apenas do atleta, mas do ser humano, do cidadão e de um profissional que almeje vencer no Santos.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Muito ruim. O Santos parou de produzir aquilo que tem de melhor: seus moleques. Depois dessa garotada do Sub-17 que vai subir agora o resto é terra arrasada. Essa gestão sucateou a base. Hoje ela é dirigida por gente despreparada e está entregue a empresários e agentes de jogadores. O maior reflexo disso é que não conquistamos nenhum título importante na base nos últimos anos. Vamos acabar com isso. Precisamos cuidar bem da nossa galinha dos ovos de ouro.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Vamos promover uma completa reformulação no departamento. Nossa proposta é de levar a molecada para o CT Rei Pelé. Ali eles terão as melhores condições e estrutura para treinar. Além disso, continuarão próximos das suas famílias, da escola e do lazer. Os profissionais irão para o novo CT que iremos construir na área continental de Santos. Iremos utilizar a área onde hoje está localizado o CT Meninos da Vila como moeda de troca para a aquisição do local. Vamos acabar também com as viciadas peneiras e implantar um sistema de captação de talentos em que os jogadores passarão por rigorosos testes de aptidão física e técnica.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Hoje não, pelos motivos que já citei. A atual diretoria está matando nossa galinha dos ovos de ouro. É preciso uma completa reformulação na base. Outra medida que adotaremos será a criação de uma escola de técnicos. Os profissionais formados lá irão trabalhar com os nossos garotos desde pequenos. Nossa ideia é que desde cedo eles incorporem nosso estilo alegre e ousado de jogar. Garoto criado no Santos tem que saber jogar para frente. Nosso DNA será implantado desde o Sub-11 até o time profissional.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Precisamos melhorar muito. O Santos sempre teve a base como um repositor de peças, e isso deixou de funcionar já faz um tempo. Precisamos imediatamente fazer com que a base volte a suas origens e revelar os grandes nomes da história do Santos. Precisamos acertar os processos e procedimentos de tudo que norteia a base, desde a captação dos jovens para testes, qualificação técnica, avaliação e relacionamento com empresários. Recentemente tivemos uma denúncia na imprensa sobre corrupção na nossa base e até hoje não tivemos respostas da sindicância interna que foi instaurada.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Temos a obrigação de melhorar todos os departamentos, inclusive esse que é de fundamental importância para a vida financeira e do futebol do Santos. Temos que considerar nossa base como uma indústria que tem o papel fundamental de gerar craques, que devem gerar frutos no futebol profissional ajudando a ganhar títulos e na hora certa serem vendidos por um valor real de mercado. Somos um time grande com receitas de time intermediário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

No atual momento não, pois foge as características do Santos. Por isso, precisamos voltar às origens e fazer com que a base reponha as peças, faça ídolos, como tem sido ao longo da história do Santos.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

É muito positiva. Nossa base estava abandonada quando assumimos o clube. Salários atrasados, funcionários desmotivados e praticamente nenhum investimento. Nós retomamos a tradição de buscar revelações. Hoje, nós temos um departamento entrosado com nossas franquias dos Meninos da Vila e muitos atletas foram avaliados em nossa gestão. Acreditamos que a formação dos atletas é algo valioso e, para isso, trouxemos um time de ídolos históricos como Juary, João Paulo, Abel para nos ajudar nesse garimpo de talentos. Com esses olheiros avaliamos 30 mil garotos e conseguimos fazer nossa usina de talentos funcionar bem. Hoje, temos metade do elenco profissional do Santos formado por pratas da casa.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

O Santos tem uma tradição nas categorias de base desde a década de 50 que nós queremos manter viva: formar e revelar atletas. Nós temos a obrigação de manter esse lema. Só que isso independe de pessoas. A nossa filosofia é manter a fábrica em atividade. Temos uma ideia de gestão nas categorias de base e ela não é baseada em uma ou outra pessoa. É baseada na tradição do Santos como clube formador reconhecido em todo o planeta. Veja o quanto o Santos já contribuiu para o mundo do futebol produzindo atletas de alto nível. De Pelé e Coutinho às mais recentes promessas, como Yuri Alberto e Rodrygo, nossa fábrica não para. Em nossa gestão, sempre haverá mãos firmes para fazê-la funcionar.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Sim, cumpre muito bem. É bem verdade que nem sempre foi assim. Durante a gestão anterior, as coisas funcionavam de maneira diferente. Ou não funcionavam.  Encontramos a base abandonada quando assumimos. Não tinha nem comida no refeitório. Hoje, tudo funciona perfeitamente, o que contribui para o desenvolvimento adequado dos nossos meninos. Tenho o orgulho de vê-los abrigados em um confortável e exclusivo alojamento, a Casa do Atleta, que foi inaugurada pela nossa gestão. Oferecemos todas as condições para garantir a formação dos nossos meninos e colhemos frutos. O Santos é, por exemplo, o único clube a classificar todas as categorias para as finais do Campeonato Paulista, em 2015.

 

 

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos FC falam sobre o futebol profissional

O Blog Santos Em Off começa neste sábado, dia 2 de dezembro, as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

 Quais são seus planos para o futebol profissional, caso vença as eleições?

Mudança na gestão. Uma superintendência com perfil mais técnico, mais próxima ao elenco. Temos bons valores no grupo de atletas que, evidentemente, deverá ser reforçado, tendo as carências supridas inclusive as ocasionadas pela saída de alguns atletas.

 Tem a intenção de manter o técnico Elano e a comissão técnica ou vai trazer novos profissionais?

Elano é uma referência. Um profissional que muito se identifica com o Clube podendo, no futuro, ser um grande treinador. Entendemos, entretanto, que não é o momento. Vamos investir na sua formação, possivelmente, em ações de intercâmbio com o exterior, desde que haja interesse dele, claro. Somos a favor de uma comissão técnica fixa e o treinador para 2018 será um profissional mais experiente.

 Em quais posições acha que o time está carente e quantas contratações são necessárias para ter um time competitivo em 2018?

Não vamos entrar em detalhes em respeito ao elenco, ainda em competição, mas já estamos analisando o mercado e com nomes fortes para informar em breve.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

 Quais são seus planos para o futebol profissional, caso vença as eleições?

Podem ter certeza que teremos um time forte, competitivo e com jogadores comprometidos. Chega de atletas  desinteressados, que estão mais preocupados com a conta bancária ou com propostas de outros times. E se for para trazer reforços quero jogador que chegue para resolver. Não dá mais para pagar R$ 300 mil de salário para atleta que nem no banco fica, caso de Leandro Donizete e Thiago Ribeiro. E, claro, vamos continuar apostando na base. O Santos sempre foi campeão com nossos moleques em campo. Na minha gestão os garotos, nossas Joias, serão ainda mais valorizados e terão espaço no time. Cabe ao treinador saber como aproveitá-los melhor.

Tem a intenção de manter o técnico Elano e a comissão técnica ou vai trazer novos profissionais?

Não. O próprio Elano já disse que pretende fazer cursos e se especializar. E como estaremos na fase de grupo da Libertadores precisaremos de um profissional mais experiente e preparado para enfrentar os desafios da competição. Mas antes da escolha do técnico preciso definir quem será o executivo do futebol. Já tenho alguns nomes na cabeça. Gosto muito do estilo do Leonardo, um cara moderno, preparado e com mentalidade europeia. Vamos trazer alguém com um perfil semelhante.

Em quais posições acha que o time está carente e quantas contratações são necessárias para ter um time competitivo em 2018?

Temos até um bom time. Mas o elenco apresenta grandes carências. Nossa campanha no Campeonato Brasileiro é prova disso. Se tivéssemos um banco melhor daria até para ter brigado pelo título, mesmo com a péssima gestão fora de campo. Com certeza vamos precisar de laterais para os dois lados, um meia, um atacante de ponta e um centroavante. Os nomes serão discutidos com a nova gerência de futebol e com o novo treinador que iremos contratar.

Andres Rueda- Chapa 3

 Quais são seus planos para o futebol profissional, caso vença as eleições?

Primeiro precisamos saber qual é o real orçamento que o Santos terá. Não vou enganar o torcedor, prometer coisas que não possam ser cumpridas. O que posso garantir é que o Santos terá um time competitivo, e que vamos fazer um trabalho também para arrumar as finanças do clube. Afim que possamos ter num futuro breve o dinheiro, de fato, indo para o futebol.

 Tem a intenção de manter o técnico Elano e a comissão técnica ou vai trazer novos profissionais?

Essa é uma situação que iremos definir com o comando do futebol. Primeiro temos uma eleição, temos que ganhar o apoio do associado nesta eleição e assim fazer tudo que pretendemos com o apoio dos donos do clube (associados). Tenho certeza que a torcida virá com a gente nesse objetivo.

Em quais posições acha que o time está carente e quantas contratações são necessárias para ter um time competitivo em 2018?

Assim que definir os profissionais que serão contratados para comandar o futebol, isso também terá uma definição. Iremos ouvir e avaliar os profissionais responsáveis por essa área para saber o que precisa ser melhorado. Não podemos cometer o erro e simplesmente contratar sem resultado, aumentando ainda mais a dívida do clube. Agora uma coisa é clara, o jogador é um ativo do clube, e sendo assim a palavra final será sempre da sua direção. Chega de atender demandas sem sentido dos técnicos que depois vão embora e deixam o problema para o clube.

Modesto Roma – Chapa 4

Quais são seus planos para o futebol profissional, caso vença as eleições?

Tenho planos de montar uma equipe para o Santos buscar o tetra da Libertadores e o tri do Mundial. Nós passamos os últimos três anos pavimentando a estrada que nos levará até a realização deste sonho, que não é só meu. É de todo santista. Quando eu assumi o Santos, o cenário era desolador, com incontáveis dívidas judiciais, bancárias e fiscais. Sem contar que os salários e direitos de imagem dos jogadores e funcionários que estavam atrasados havia quase um ano. Na minha gestão, acertamos os débitos com o elenco, renegociamos outras dívidas e estamos quitando tudo. A casa está em ordem. Agora, com uma previsão de aumento de 60% no orçamento do futebol, vamos formar um elenco para ganhar a América e o mundo.

Tem a intenção de manter o técnico Elano e a comissão técnica ou vai trazer novos profissionais?

O Elano é um menino da Vila que se tornou ídolo como jogador. Da mesma maneira, acredito que ainda vai se tornar ídolo também como técnico. Só que ele tem a consciência de que ainda tem etapas a superar. O Elano está em trabalho de qualificação, buscando os certificados de técnico da CBF e isso vai acontecer porque ele é competente. Até, lá não podemos parar. Queremos um técnico com o mesmo espírito vencedor, com trabalhos que comprovem sua capacidade de comandar o grande time que vamos montar. Claro que este técnico precisa saber usar a base do Santos, nossos Meninos da Vila. Já traçamos o perfil. Queremos um técnico com ambição de ser campeão de tudo. Esse é o nosso objetivo.

Em quais posições acha que o time está carente e quantas contratações são necessárias para ter um time competitivo em 2018?

Estamos avaliando isso com muito critério. Para os planos que temos, vamos estudar todos os setores e isso vai passar também pela avaliação do departamento de futebol e do técnico. O que posso garantir ao nosso torcedor é que estamos determinados a formar um time forte para buscar títulos grandiosos. Teremos o Paulista, a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileiro, e queremos também disputar o Mundial. Então, os reforços precisam ter qualidade técnica inquestionável. Estamos trabalhando para isso. Outra coisa importante a ressaltar é o perfil do jogador. Queremos atletas vencedores, com fome de títulos e de preferência com estilo de jogo similar ao do Santos FC.

 

Duas chapas já estão inscritas para as eleições do Peixe- “Nos Bastidores do Santos FC”

Nesta coluna, você vai saber que duas chapas já se inscreveram para a disputa das eleições do dia 9 de dezembro e conhecer os motivos da falta de acordo entre Somos Todos Santos e Santástica União.

Na trave

Na última coluna, publiquei a junção da chapas Santástica União, de Andres Rueda e José Renato Quaresma, com a Somos Todos Santos, de José Carlos Peres e Orlando Rollo. Tudo já estava acertado entre os cabeças do dois grupos, mas uma rebelião na base da Santástica União enterrou o acordo. Teve confusão e bate-boca.

Na trave 2

Mesmo a contragosto, Andres Rueda, o mais empolgado com a união com o grupo de Peres, deu o braço a torcer e desistiu de tudo, apesar de saber que as chances reais de vitória neste casamento cresceriam muito, inclusive até uma suposta candidatura de Marcelo Teixeira seria batida. Nem a participação efetiva de Fernando Silva, atuando pela união, serviu para selar a união.

Na trave 3

A alternativa Quaresma, presidente, e Vágner Lombardi, vice, foi colocada à mesa para a base insatisfeita, diante da saída de Rueda e parte influente da SU, mas os nomes foram rejeitados. Em contato com a coluna, Quaresma garantiu que nunca existiu essa possibilidade.

Na trave 4

O que a falta de acordo siginifica? Segundo um influente conselheiro, a SU sai chamuscada do episódio e continua na campanha claramente em frangalhos. Já a Somos Todos Santos assistiu de camarote e ficou como a “mais bonita e assediada da festa”. Agora, fica a expectativa de quando vai ser o registro da Santastica União.

Dois irmãos com Peres

Miltinho e Mohamed Teixeira declararam apoio a José Carlos Peres e Orlando Rollo, com direito a foto juntos.

Fofoca maldosa

Os boatos que circulavam pela Cidade davam conta que Nabil Khaznadar estaria bem longe de conseguir os 240 nomes para inscrever sua chapa e concorrer às eleições no Peixe. Hoje, estariam entre 50 a 90. Porém, não é isso que os coordenadores da campanha declararam e comprovaram. Para acabar com o falatório, o grupo registrou nesta quinta-feira sua chapa e vai disputar o com o número 2.

Decolou

O Blog apurou que a campanha e o interesse por Nabil Khaznadar e Fábio Pierry cresceram muito nos últimos dias, impulsionados pela proposta de arrendamento do Pacaembu, por três anos, caso vençam a eleição.

Vai divulgar

A Santos Que Queremos garante que tinha 400 fichas e que vai divulgar, em breve, todos os nomes. Com isso, pretende mostrar que não contará com ex-integrantes da administração Odílio Rodrigues Filho.

Três nomes

Nabil terá no seu grupo o empresário Walter Schalka, para o Comitê de Gestão; Vitor Aly, para o Conselho Deliberativo; e Amir Somoggi, ficará com o Marketing do clube, em caso de vitória do grupo.

Interior

O candidato Nabil Khaznadar esteve em Mogi-Guaçu e participou de um evento com a presença de 80 sócios do Peixe.

Chapa 1

Peres e Rollo registraram sua chapa na tarde desta terça-feira, na Vila Belmiro. Na cédula vão ficar com o número 1.

Roma no domingo?

Coordenadores da campanha de Modesto Roma Júnior garantem que o atual presidente vai registrar sua chapa somente no domingo, dia 19, data-limite para os candidatos.Vai ficar com o número 4.

Tudo em dia

Uma pessoa ligada à diretoria do Peixe garante que não existem salários atrasados no elenco do Santos Futebol Clube.