Candidatos explicam seus votos na eleição deste sábado

O Blog Santos Em Off encerra, neste sábado, 9 de dezembro, dia das eleições no Peixe, as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. Durante oito dias foram publicadas perguntas e as respostas de cada um deles. Os temas abordados foram: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios. A última questão é sobre o próprio candidato. O Blog espera ter contribuído de alguma forma e ajudado aos leitores a definir seus votos. Acompanhe durante todo este sábado, a cobertura da votação e o anúncio do vencedor.

Chapa 1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

Chapa 2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

Chapa 3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

Chapa 4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior para presidente e César Conforti, vice.

José Carlos Peres- Chapa 1

Por que o senhor vota em José Carlos Peres para presidente?

Porque estou preparado para liderar a mudança que este clube precisa. Venho me preparando há praticamente 20 anos desde a fundação da ONG Santos Vivo com uma extensa folha de serviços prestados. Minha experiência, tanto no Santos, quanto na vida profissional, me convence de que podemos construir um clube menos dividido, um clube com menos ódio e mais união. Somos todos Santos.

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Por que o senhor vota em Nabil Khaznadar para presidente?

Tenho uma carreira bem-sucedida no segmento têxtil. Sou empresário há 40 anos. Trouxe para o Brasil grandes marcas como Hugo Boss, Ralph Lauren, Adidas Original, Lacoste e Original Penguin. Tenho preparo para gerir um clube do tamanho e grandeza do Santos. Conto também com um time de notáveis para me auxiliar na missão. Além do Amir Somoggi, já citado, terei também o apoio do Celso Loducca, grande e premiado publicitário; do empresário Walter Schalka, que será um dos nomes do Comitê Gestor e do ex-secretário municipal de esportes de São Paulo e vereador, Celso Jatene. Por último quero ressaltar que somos a única e verdadeira oposição na eleição do clube. Nunca tive cargo remunerado e os conselheiros eleitos na minha chapa não trabalharão na minha gestão.

Andres Rueda- Chapa 3

Por que o senhor vota em  Andres Rueda para presidente?

As propostas podem ser parecidas, mas o importante é quem vai executá-las. É ter seriedade nesse momento, saber que tem um propósito acima de nós: o Santos. Quem votar em mim estará votando em uma pessoa comprometida no que faz com muita responsabilidade. Isso eu já demonstrei na minha vida profissional. Se queremos realmente profissionalizar o clube, devemos começar pelo maior cargo no clube. Escolher o presidente que tenha maior qualificação para tanto e juntar isso os três grandes pilares que qualquer postulante ao cargo deve ter: honestidade, competência e credibilidade.

Modesto Roma Júnior- Chapa 4

Por que o senhor vota em Modesto Roma Júnior para presidente?

Para ser um bom presidente não adianta apenas nascer e morrer Santos. É preciso viver o clube. E eu acho que isso é o que falta nos outros candidatos. Eu conheço o clube, conheço o mercado do futebol e isso é essencial. Já tivemos um mau exemplo do que pode acontecer quando pessoas despreparadas assumem essa responsabilidade. Nossa administração reergueu o Santos. Agora, temos de avançar e não recuar. Vamos buscar o trimundial e o estádio multiuso essenciais para o Santos seguir gigante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira números e dados das eleições no Santos – “Nos Bastidores do Santos FC”

 

A coluna “Nos Bastidores do Santos FC” publica alguns números e dados da eleição do Santos que acontece neste sábado e vai escolher a nova diretoria do Peixe. Confira!

Data: 09-12-2017

Horário: 10 às 18 horas

Mandato: 2018 a 2020

Urnas em Santos (Vila Belmiro): 10

Urnas em São Paulo (sede da FPF- Rua Rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Barra Funda) : 5

Número de sócios aptos a votar em Santos: 13.800

Número de sócios aptos a votar em São Paulo, Capital: 2.009

Tipo de cédula: Papel

Documentos para votar: A carteira de sócio e um documento original com foto recente

Número de chapas: 4

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

Número de candidatos ao Conselho Deliberativo: 240 por chapa.

Fiscais por chapa: 3

Coordenadores por chapa: 2

Seguranças particulares e policiais militares: 140

Gasto com a eleição: Aproximadamente R$ 200 mil

Confira a lista dos sócios aptos ao voto:

http://www.santosfc.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Listagem-para-Elei%C3%A7%C3%A3o_n%C3%BAmero-e-nome_situa%C3%A7%C3%A3oFIN-e-Domic%C3%ADlio-Eleitoral-12052017.pdf

 

 

Candidatos a presidente opinam se existem vantagens de ser sócio do Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta sexta-feira, dia 8 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Primeiro fazendo o que fazem os “gigantes mundiais “, ou seja, não embarcando em aventuras de fabricação própria e estando associado a grandes marcas. Depois é preciso melhorar as parcerias no que se refere à distribuição e à comercialização. O torcedor em todo Brasil deve ter o prazer de ver nosso manto exibido nas vitrinas das principais lojas de esportes, isso não ocorre hoje. As vendas por Internet são importantes, mas não bastam.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A relação do verdadeiro associado é de amor ao clube. Isso está em primeiro lugar e, neste sentido, tudo vale a pena. O direito ao voto é outro ponto importante e a implantação do voto a distância o levará a mais pessoas. Mas vantagem econômica praticamente inexiste. Inclusive porque o clube fiscaliza muito mal a venda de meia-entrada.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Claro. Além do que já citamos nas respostas anteriores é preciso rever as faixas de desconto. Há diferentes perfis de sócio. O que vai a todos os jogos, o que vai esporadicamente e o que não vai. Qual o sentido de dar o mesmo benefício a todos? Os modelos de mais sucesso em outros clubes atrelar diferentes preços a diferentes benefícios. É o que faremos. Além disso, a primeira providência é o imediato recadastramento dos sócios e avaliação que nos auxilie a compreender o perfil dos nossos associados.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro de gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

A atual diretoria mostrou como não fazer isso com esse projeto de fabricação e distribuição próprias. Esse modelo fez com o que o Santos se tornasse o clube que menos recebeu com venda de camisa entre os times da Série A. Sou empresário do ramo têxtil. Sempre soube que os valores anunciados eram irreais. Nenhuma camisa oficial dá mais de R$ 50 de lucro para um clube. Venderam uma ilusão e colheram prejuízo. Agora assinaram com a Umbro. Esse é outro absurdo, pois uma decisão dessa importância não pode ser tomada às vésperas de uma eleição. Antes de qualquer opinião precisamos analisar o contrato. Mas se os valores veiculados na imprensa forem reais (cerca de R$ 7 milhões/ano) ainda assim continuaremos a ganhar muito menos que os nossos maiores rivais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Não. De forma alguma. Prova disso é a nossa altíssima inadimplência. O programa quase não tem atrativos e benefícios. Hoje, a única vantagem na prática que o sócio do Santos tem é o desconto no ingresso. E mesmo com
a nossa base muito reduzida ainda jogamos a grande maioria das nossas partidas num estádio que não comporta todos os nossos sócios. Precisamos mudar isso imediatamente.

 

Andres Rueda- Chapa 3

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

De novo: estruturando projetos com seriedade. Tivemos duas gerações recentemente: Diego e Robinho e na sequência Neymar. Temos a obrigação de entender que o torcedor do Santos, que é um apaixonado, só vai colocar dinheiro em uma situação que em que tenha certeza que será bem aplicado. Temos que ter ídolos jogando. Quando nosso maior ídolo atual é o goleiro, representa um sinal que alguma coisa não está correta.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A gente tem que fazer valer a pena. Com seriedade, bons projetos e respeitando o sócio. Assim, rapidamente a mudança irá acontecer. Vendo esse resultado, o torcedor vai pra arquibancada, será sócio e estará engajado num único propósito que é a paixão pelo clube sentindo-se como dono do clube.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

O projeto é simples. Colocar o sócio em primeiro lugar e dar a ele as garantias de ser tratado com respeito. Mostrando que o dinheiro está indo para o lugar certo com responsabilidade. Implementar de fato o que é prometido em várias gestões e nunca é realizado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

As vendas de camisas representam uma parte significativa do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Nós já conseguimos aumentar nossa receita com a venda de camisas nestes primeiros três anos e nossa expectativa é melhor ainda para as próximas duas temporadas. Afinal, nós assinamos com a Umbro o melhor contrato da história do Santos para fornecimento de material esportivo. Vamos receber, a partir do ano que vem, valores dignos da grandeza do clube. Já demos um salto de rentabilidade quando acertamos com a Kappa a cogestão de nossos uniformes, o que tornou a distribuição muito melhor em comparação ao contrato assinado pela gestão passada, com um varejista. Agora, com a Umbro, avançamos mais ainda porque serão 5 mil pontos de venda, dez vezes mais do que antes. Vamos lucrar muito mais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Com certeza, vale. Talvez não valesse antes, quando a operadora do programa Sócio-Rei tinha pouco ou quase nada a perder mesmo oferecendo um serviço de baixa qualidade. Agora, é diferente. Com a nossa nova parceria, o clube gerencia cadastro e receitas e o associado ganhou mais facilidades. Ele pode, por exemplo, comprar seus ingressos de forma ininterrupta até a hora do jogo, pode pagar nos cartões de débito e crédito, pode acessar o estádio usando apenas seu celular, pelo QR Code, além de contar um programa de experiências que vão desde encontro com atletas até shows e viagens. Tudo isso, sem contar que, com a troca de empresa, nós conseguimos economizar 40% nas despesas.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Na verdade, esse projeto já está em andamento. Nós queremos manter a ampliação gradativa do nosso quadro associativo. Já temos mais de 30 empresas parceiras oferecendo benefícios aos sócios, mas vamos buscar cada vez mais, sempre com olhar atento aos interesses do associado. Mais de 3 mil sócios já foram contemplados em nosso programa de experiências. Hoje o sócio pode pagar com cartão de débito e crédito que não podia com a operadora anterior. Vamos também aumentar o número de embaixadas oficiais do clube no Brasil e no mundo promovendo ações aos sócios regionalmente. Também vamos desenvolver um canal de comunicação via mobile e outras vantagens.

Candidatos a presidente dizem o que farão para aumentar a internacionalização da marca Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

É preciso estar no exterior e há diversas formas de fazer isso. Se temos poucas datas para o time principal, é possível estar lá com categorias de base e com um time de Master que iremos formar para este fim. O Santos inexplicavelmente não participa de eventos corporativos do futebol como o SOCCEREX por exemplo. Participará já em 2018. Temos uma legião de fãs no exterior que nos seguem nas redes sociais e, inacreditavelmente, não produzimos conteúdo em outros idiomas. Isso será rapidamente corrigido.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho tão importante que durante minha passagem pelo clube viabilizei uma nos EUA. o clube acabou desistindo, falava-se em desgaste do elenco. Faremos pré-temporadas no exterior em 2019 e em 2020 e não haverá desgaste algum, estejam certos.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Claro que sim. É inexplicável que o clube inevitavelmente associado com a maior marca entre os atletas de todos os tempos não explore esse fator. Pelé será tratado como presidente de honra em nossa gestão. Para 2020 projetamos um ano inteiro de atividades no Brasil e no mundo em comemoração aos 80 anos do Rei.

 

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos é uma das maiores marcas do futebol mundial. Só se esqueceu disso nos últimos anos. Tivemos um Rei e formamos o jogador mais caro do mundo na atualidade. Ainda somos o time brasileiros mais falado e conhecido no exterior. Precisamos recuperar nossa visibilidade e relevância. Mas antes de pensar no mercado externo teremos que recuperar nossa imagem no Brasil. Aí consequentemente iremos aumentar nossa exposição lá fora. Vamos pensar e tratar o Santos como uma marca mundial. O que sempre foi o que nunca poderia ter deixado de ser.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho uma ótima ideia. Precisamos nos exibir lá fora. Gostaria, por exemplo, de jogar uma Flórida Cup em janeiro. Será uma ótima oportunidade para nos apresentarmos no maior mercado esportivo do mundo. Outra proposta que temos é promover intercâmbios técnicos e de gestão com clubes europeus com perfil semelhante ao nosso, como Liverpool, Porto, Borussia Dortmund e Barcelona. São times com tradição de revelar talentos, têm sedes fora de grandes capitais e a maioria deles já abriram seu capital para investidores, o que também pretendemos fazer no Santos. Isso se tornará inevitável no futebol mundial. Mas antes de abrir precisamos preparar o clube.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Não podemos, em hipótese alguma, se afastar daquele que é nosso maior símbolo. Para mim, Santos e Pelé são duas marcas indissociáveis. Na última eleição, em 2014, conversei com o pessoal do Cosmos para fazermos um jogo de despedida da camisa 10. Além de ser uma ótima exposição para o clube, seria uma homenagem mais do que merecida para aquele fez essa camisa ser uma antes e outra depois dele. Podemos retomar essa ideia. De qualquer forma, na minha gestão o Pelé será tratado com respeito e reverência que um ídolo do seu tamanho merece. Em todos os jogos do Santos será recebido com tapete vermelho e terá seu nome sempre anunciado no estádio. No que depender de mim, o Rei voltará a ser nosso maior embaixador e representante.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

Trabalhar e muito. Ter boas ideias, apresentar soluções para os problemas e não desistir jamais de fazer o que for melhor para o Santos. Além disso, ter resultados com o time.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Se o Santos tiver um ganho em sua imagem e financeiramente for interessante para o clube, será ótimo. Agora, se for para os outros ganharem dinheiro em cima do Santos, esqueça. Isso não é a internacionalizar a marca. Internacionalizar a marcar é projeto muito maior. Não adianta o Santos pegar o nome que tem e simplesmente permitir que outros o utilizem.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Todo ativo do Santos é importante. Pelé e todos os outros grandes jogadores da história do clube podem ser usados, mas para isso é necessário que se tenha um projeto com base sólida, com objetivos claros para que se possa chegar ao resultado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos já tem a marca mais forte do Brasil no exterior. Em seus 105 anos, o clube acumulou muitas glórias, especialmente na Era Pelé, e hoje é reconhecido em qualquer lugar do mundo. Com o planejamento que temos, de formar um esquadrão para lutar pelo tetra da Libertadores e pelo tri do Mundial, nossa meta também é retomar nosso protagonismo no planeta bola. Além disso, nós temos um trabalho bom no departamento de comunicação com as nossas mídias sociais e canais na web, que colocam o Santos entre os maiores do mundo. A Santos TV, por exemplo, dobrou o número de acessos nos últimos três anos.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho que isso é possível desde que haja uma adequação no calendário e que seja benéfico para o time. E principalmente se o local tiver condições de proporcionar uma pré-temporada de qualidade. Sair do país para fazer alguns poucos jogos nem sempre pode ser útil como pré-temporada. Nós já recebemos convites e chegamos à conclusão de que não teríamos uma preparação adequada pelo que nos ofereceram. Precisamos ter condições de realmente prepararmos o time para a temporada, aproveitando a exposição do clube no exterior, com bons jogos, com um acordo rentável. Vejo com bons olhos, mas desde que nosso time tenha condições de voltar mais preparado para encarar a temporada do que quando saiu.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Eu acredito que o Pelé está caminhando sempre ao lado do Santos. É bem verdade que ele não foi tratado pela gestão anterior como realmente merecia. Um bom exemplo disso é que também caiu no nosso colo um problema judicial envolvendo Pelé e o Santos. Mais um que herdamos da administração passada. Mas nós também solucionamos essa questão. Então, tenho a convicção de que a relação entre Santos e Pelé voltou a ser harmônica e nunca vai acabar. Sempre que for possível vamos contar com o Rei do Futebol para caminhar conosco sempre elevando o nome do Santos. Sabemos que um nasceu para o outro e nada vai separá-los.

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos falam sobre os sócios, arena e Pacaembu

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Tornar o programa mais atraente. Com diferentes faixas de benefícios. E com benefícios reais. Instituir de uma vez o voto a distância e ter uma política clara de revezamento dos mandos de campo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Com recursos próprios é inviável.  Estaremos abertos a eventuais parcerias. Entendemos que hoje já se entende de forma mais clara os modelos que funcionaram e os que não. Se surgir oportunidade boa para o Santos não deixaremos escapar.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

50% dos mandos serão no Pacaembu (exceto eventual fato novo que inviabilize o uso). Isso será feito através da antecipação à elaboração das tabelas das competições.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

A primeira medida é buscar aquele sócio que se afastou do Santos nos últimos anos. Em 2012 contávamos com mais de 60 mil associados. Hoje estamos com um base com pouco mais de 23 mil. Destes, apenas 12 mil estão adimplentes. Vamos oferecer benefícios para trazê-lo de volta. Para captar novos sócios iremos implantar um novo modelo de fidelização, com novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que premie aqueles que vão mais aos jogos. Outra ação será aumentar nosso número de embaixadas espalhadas pelo País. Hoje temos cerca de 10. Nossa ideia é triplicar esse número até 2020. E com mais jogos no Pacaembu teremos a possibilidade de aumentar o número de sócios na Grande São Paulo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Completamente inviável. O cenário econômico do País e a experiência com as arenas construídas para a Copa, a maior delas deficitárias e com problema de gestão, desaconselha completamente um investimento desse porte. Nosso projeto é repaginar a Vila Belmiro, deixando-a mais confortável e acessível para o torcedor, e atuar mais vezes no Pacaembu.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Com certeza. Essa é uma das nossas principais propostas. No começo de mês me reuni com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, para tratar do aluguel apenas da área do estádio. O complexo esportivo continua com a prefeitura. Ele recebeu a ideia muito bem. Ficamos de nos reunir após a minha eleição para tratar do valor e do tempo de locação. Nosso objetivo é aluga-lo por três anos. É importante lembrar que a locação não interfere em nada no processo de licitação que a Prefeitura pretende fazer. O Santos tem que jogar para grandes públicos. Vamos mandar clássicos e jogos decisivos no Pacaembu. Com isso vamos aumentar nossa visibilidade, nossas receitas e o número de sócios na Grande São Paulo.

 

Andres Rueda- Chapa 3

O que fazer para aumentar o numero de sócios do Santos?

Tratá-lo bem, com respeito. O torcedor do Santos é o grande ativo do clube. Temos que trazer benefícios para o torcedor. E sobretudo criar a cultura que o sócio é o dono do clube e como tal assim deve ser tratado.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

O Santos deixou passar a Copa do Mundo, período que era o mais propício para fazer algo. Não adianta mentir para o torcedor, dizer que vai fazer uma arena sem comprometer ainda mais as finanças do clube. É enganar o torcedor. Estádios para jogos do Santos existem. O que o clube precisa é tratar seu torcedor bem.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Nós vamos jogar aonde for melhor para o Santos nos quesitos financeiros e técnicos. Temos que fazer uma administração profissional, onde a razão sobreponha os rompantes que fizeram com que ao torcedor do Santos se distanciasse do clube.

 

Modesto Roma – Chapa 4

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Nossa receita é simples: tratá-lo com respeito. O associado foi muito maltratado por conta de um contrato mal elaborado com a antiga operadora do programa Sócio Rei na gestão passada. A preocupação não era com o associado. Era com a empresa. Tanto que a parceria dava autonomia sobre as receitas e imunidade contra qualquer prejuízo. Mas, ao final do compromisso, nós fizemos uma licitação e fechamos acordo de cogestão com a Redegol. Assim, o clube recuperou o gerenciamento do cadastro e das receitas e o sócio hoje tem um atendimento melhor. Foi criado um programa de benefícios que já promoveu experiências com mais de 3 mil sócios. Aumentamos o número de sócios em 7 mil e vamos buscar mais.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Sim, é muito viável. Aliás, a nossa administração foi a única que apresentou um projeto factível de construção de uma arena multiuso. É tão viável que nós até já temos um parceiro interessado que arcará com todas os recursos para a construção, já temos acordo com a Associação Atlética dos Portuários pela área onde hoje fica sua sede e já temos conversas adiantadas com o Governo Federal para adquirir áreas no entorno do Portuários. Inclusive, oferecemos em troca um terreno similar em Guarujá para a construção de casas populares. E, com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni, a conversa com o Ministério das Cidades está avançando bastante.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

O Pacaembu é a nossa casa em São Paulo e levamos isso a sério. Eu costumo dizer que o Santos tem de ir onde está sua torcida. Por isso, nenhuma gestão valorizou mais o torcedor da capital do que a nossa. Nos últimos três anos, o Santos fez 17,5% dos jogos como mandante em São Paulo. Proporcionalmente, ninguém levou mais jogos para o Pacaembu do que a nossa gestão. Eu entendo que o Pacaembu é uma excelente alternativa para alugarmos em jogos estratégicos e vamos manter nossa frequência para valorizar o torcedor da capital. Mas também queremos mandar jogos no ABC, em São José do Rio Preto, São José dos Campos, Paraná, desde que esses locais ofereçam boas condições de receber o nosso time.