Vem aí ” Nos Bastidores do Santos FC”, no Blog Santos Em Off

Quem me conhece um pouco sabe que, desde 1993, acompanho o Santos Futebol Clube. Muito tempo, estive na função de setorista e, nos últimos anos, atuando num site local, na função de editor, estive ligado aos assuntos do Peixe.
Em 2014, nos meses anteriores aos da eleição para presidente, lancei a coluna “Nos Bastidores do Santos”. Diariamente, publiquei detalhes sobre a corrida presidencial que terminou com a vitória de Modesto Roma.
Bem, agora, vou voltar com a coluna e, em breve, começo a publicar no meu Blog. Até o dia da eleição e a escolha do presidente para o triênio 2018 a 2020, pretendo publicar informações que possam ajudar a definir o futuro do Alvinegro.
Faltando um pouco mais de cinco meses para a eleição, alguns grupos já começam a se articular. O Santos FC está envolvido em três competições (Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão) e os resultados do time já andam servindo como motivo para criticar a atual diretoria.
Foto: Reprodução
Algumas ideias já começam a estourar nas telas do computadores. Umas lembram a administração Luis Alvaro Ribeiro,  o Laor, que começou com ares de modernidade e terminou num absoluto caos, com reflexos sentidos até hoje pela administração Modesto Roma.
A famosa transformação do clube em empresa ainda não tem um exemplo que justifique tal atitude, pelo menos, no Brasil. A questão primordial é que mesmo celebrando contratos milionários e envolvendo quantias astronômicas de dinheiro, os clubes brasileiros têm um formato jurídico que não permite acesso a lucro. Ou seja, não há possibilidade de distribuição de dividendos aos associados, pois esse dinheiro tem de ser reinvestido na estrutura do clube. Isso inviabiliza que grandes investidores coloquem dinheiro visando um ganho a médio e longo prazos.
Bom, isso é só o começo. A conferir.
 

A diferença entre uma empresa e um clube de futebol

santos
O presidente do Santos Modesto Roma Júnior esteve na noite de quinta-feira, dia 25, na reunião do Conselho Deliberativo do Clube para explicar as contas do Alvinegro no primeiro trimestre deste ano. O Blog Santos Em Off conversou com conselheiros para saber como Roma justificou os apontamentos do relatório, que mostrou descumprimento a outras peças como o orçamento do clube.
Na reunião, Roma destacou a diferença entre uma empresa e um clube de futebol, principalmente na questão financeira. O presidente reiterou que se trata de uma gestão dinâmica dependente de oportunidades e do desempenho do clube, como aconteceu em 2016, ou seja, projeções para o futuro são muito difíceis. Como o orçamento para o ano seguinte é finalizado em outubro, fica impossível projetar, por exemplo, uma vaga na Libertadores  ou mesmo o título brasileiro. Com isso garantido, o planejamento e os gastos são diferentes, maiores.
Aí, apesar da euforia, algumas dúvidas tornam-se recorrentes: vender um atleta do elenco ou administrar um futuro problema financeiro, mas continuar com um elenco forte e entrosado para os compromissos do ano seguinte. Apesar do risco, a atitude tomada agradou sócios, torcedores e trouxe novos patrocinadores. Roma justificou lembrando que o Santos é o único dos quase 50 clubes que disputam a Libertadores que ainda está invicto. Ou seja, a opção pela bola ao invés do equilíbrio financeiro tem se mostrado, por hora, acertada. Afinal há um aumento de divida, mas existe uma clara opção por reforço de elenco com o advento de atletas como Bruno Henrique, Vladimir Hernandez, Leandro Donizete e Cleber.
Segundo um especialista em contabilidade esportiva consultado pelo blog, a venda de um atleta de nome, que já está dentro do orçamento de 2017, que pode ocorrer na janela internacional aberta agora, as finanças do clube passarão a ser superavitárias, mostrando assim que mesmo que o Santos apresente um resultado negativo no primeiro trimestre isso não é garantia que o restante do ano será ruim. Assim, não dá pra sacramentar o equilíbrio financeiro de um exercício apenas em seu primeiro trimestre.

Infelizmente, uma história rotineira

​Reprodução

Esta é mais uma história que acontece todos os dias, mas que fica restrita a poucas pessoas. A morte de uma pessoa humilde que não suportou ser tratado como um número.

Perto dos 50 anos, JR, como vamos chamá-lo, era funcionário de uma empresa no Interior de São Paulo, onde dava expediente há 20 anos. Autodidata, tinha uma função importante e era fundamental no andamento do negócio. Sem ter feito curso algum, aprendeu a lidar com os computador e alguns programas.

A notícia começava a circular e dava conta que haveria cortes de funcionários na empresa. JR e mais quatro colegas estavam na lista. Com muitos problemas financeiros e com a saúde fragilizada pelo alcoolismo,  a demissão iminente abalou JR.

A matemática não explicava aquele clima de suspense. A empresa havia  recebido somente da prefeitura, nos últimos anos, mais de  R$ 7 milhões. Apesar de outros valores recebidos, a empresa fez um empréstimo para pagar o 13° salário.

O produto comercializado foi reduzido. A ordem de cima era demitir os trabalhadores mais velhos. JR não aguentou a pressão e tirou a própria vida. Deixou mulher e duas filhas.

Num País que passou a ter idosos felizes e saudáveis de uma hora para outra e que trabalham tranquilamente até os 80 anos, a história de JR é, no mínimo, intrigante.