Sindicato aponta que Prefeitura de Santos deve R$ 6 milhões à Capep e esclarece suspensão de atendimento na Santa Casa

A Prefeitura de Santos deve R$ 6 milhões à Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal (Capep), que deixou de pagar o convênio com o hospital Santa Casa, prejudicando cerca de 26 mil trabalhadores. A informação é do presidente do Sindicato do Funcionalismo Estatutário de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, que estuda a possibilidade e cobrar judicialmente esse valor.

O Sindest soube da dívida por parte do conselho administrativo da Capep, que cobrou informações de seu presidente, Eustázio Alves Pereira Filho, por meio de documentação interna. O diretor do Sindest e conselheiro da Capep José Antônio Ferreira diz que “o conselho forçou um parecer transparente da presidência porque havia desconfiança de que algo estava errado”.

A documentação, segundo Fábio e Ferreira, foi entregue por Eustázio aos conselheiros em reunião extraordinária na manhã desta quinta-feira (17). Até então, a Capep alegava não poder repassar a mensalidade variada e aproximada de R$ 700 mil porque a Santa Casa não tem certidão negativa de débitos (cnd).

Fábio e Ferreira acham que Eustázio deveria ter denunciado a dívida da Prefeitura antes de ser cobrado pelo conselho, alertando inclusive ao prefeito sobre a possibilidade de cobrança judicial. Segundo eles, a Capep é mantida com contribuições de 4% e 3% da folha de pagamento, respectivamente pela Prefeitura e pelo funcionalismo. “O não repasse desse dinheiro para a Capep consiste numa ilegalidade digna de punições judiciais diversas”, adverte Fábio. E Ferreira completa: “Isso vai além de pedaladas fiscais”.

Empresário do futebol e grupo de torcedores do Santos se juntam e obra em homenagem a Zito vai sair do papel

A obra, como tantas outras, foi anunciada com pompa e barulho pela Prefeitura de Santos, mas tudo que envolve o Poder Público e dinheiro, ou a falta dele, como neste caso, fica só na vontade.
A Administração Pública anunciou em maio do ano passado que faria um monumento no bairro da Vila Belmiro, na esquina das Ruas Princesa Isabel e Antônio Malheiro, perto dos portões 7 e 8 do Estádio Urbano Caldeira, para homenagear José Ely de Miranda, o Zito, capitão do eterno esquadrão do Santos nos anos 60.
O objetivo era deixar a marca do ídolo do Peixe num dos principais pontos de encontro da torcida alvinegra nos dia que o Peixe joga em casa.
Mas como a política vive de promessas não cumpridas, a obra, que tinha previsão de três meses para ficar pronta, não saiu do papel.
Passado mais de um ano, uma ação capitaneada pelo empresário de futebol  Luiz Taveira ajudou a resolver o problema. Ele encontrou  um grupo de torcedores santistas que se propôs a fazer uma “vaquinha” e depositou o dinheiro na conta do escultor, deixando claro que essa era uma obrigação da Prefeitura de Santos.  Assim não existe mais desculpa para deixar o ídolo santista sem sua merecida homenagem.  A obra vai ser feita.
Agora finalmente deve sair a  escultura em bronze do craque em tamanho natural em uma base de concreto armado, que terá em seu entorno um banco, rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais e piso de pedra.
Eterno capitão
José Ely de Miranda nasceu em Roseira, Interior de São Paulo, em agosto de 1932. Aos 20 anos, o volante chegou ao PEIXE, única camisa que defendeu com exceção do Taubaté, onde foi revelado. Conhecido pelos companheiros de time como “gerente”, era o líder do time da Vila dentro de campo.
Zito atuou no clube por 15 anos, jogando 733 partidas e marcando 57 gols. Entre as suas principais conquistas estão os títulos mundiais e da Libertadores de 1962 e 1963 e, com a Seleção Brasileira, o bimundial, em 1958 e 1962. O eterno capitão faleceu aos 82 anos, no dia 14 de junho de 2015. A conferir.

A diferença entre uma empresa e um clube de futebol

santos
O presidente do Santos Modesto Roma Júnior esteve na noite de quinta-feira, dia 25, na reunião do Conselho Deliberativo do Clube para explicar as contas do Alvinegro no primeiro trimestre deste ano. O Blog Santos Em Off conversou com conselheiros para saber como Roma justificou os apontamentos do relatório, que mostrou descumprimento a outras peças como o orçamento do clube.
Na reunião, Roma destacou a diferença entre uma empresa e um clube de futebol, principalmente na questão financeira. O presidente reiterou que se trata de uma gestão dinâmica dependente de oportunidades e do desempenho do clube, como aconteceu em 2016, ou seja, projeções para o futuro são muito difíceis. Como o orçamento para o ano seguinte é finalizado em outubro, fica impossível projetar, por exemplo, uma vaga na Libertadores  ou mesmo o título brasileiro. Com isso garantido, o planejamento e os gastos são diferentes, maiores.
Aí, apesar da euforia, algumas dúvidas tornam-se recorrentes: vender um atleta do elenco ou administrar um futuro problema financeiro, mas continuar com um elenco forte e entrosado para os compromissos do ano seguinte. Apesar do risco, a atitude tomada agradou sócios, torcedores e trouxe novos patrocinadores. Roma justificou lembrando que o Santos é o único dos quase 50 clubes que disputam a Libertadores que ainda está invicto. Ou seja, a opção pela bola ao invés do equilíbrio financeiro tem se mostrado, por hora, acertada. Afinal há um aumento de divida, mas existe uma clara opção por reforço de elenco com o advento de atletas como Bruno Henrique, Vladimir Hernandez, Leandro Donizete e Cleber.
Segundo um especialista em contabilidade esportiva consultado pelo blog, a venda de um atleta de nome, que já está dentro do orçamento de 2017, que pode ocorrer na janela internacional aberta agora, as finanças do clube passarão a ser superavitárias, mostrando assim que mesmo que o Santos apresente um resultado negativo no primeiro trimestre isso não é garantia que o restante do ano será ruim. Assim, não dá pra sacramentar o equilíbrio financeiro de um exercício apenas em seu primeiro trimestre.

Sem dinheiro, OAB/Santos não dará agendas para os advogados

Sabe aquela agenda jurídica bonita que é entregue gratuitamente todos os anos pela diretoria da OAB/Santos que , em 2016, ainda na administração Rodrigo Julião, tinha quatro opções diferentes de capa? Caro leitor, a fonte secou, ou seja, sem dinheiro, a diretoria atual resolveu não fazer a compra do produto este ano.

A OAB/Santos divulgou na noite desta quinta-feira um comunicado oficial sobre o tema , em função da grande procura pelas agendas.A Cidades possui mais de sete mil advogados e com as finanças em baixa e o custo de cada agenda, a atual diretoria considerou que não poderia assumir esta despesa.

A entidade alega que mesmo com as gestões da Comissão Interventora para cortar gastos, o presidente Luiz Fernando Rodrigues assumiu o cargo com o “caixa baixo”, em função disso não foram realizados a cerimônia de posse da diretoria, em março de 2016, e Baile do Advogado, em agosto. 

Para tentar alcançar o reequilíbrio financeiro, a direção garante que vem fazendo processos de cotação de preços; evitando novas despesas com publicidade e eventos com o objetivo de conseguir dinheiro para investir em novos serviços e para os advogados.

Quebrada, Prefeitura de Santos começa o ano sem receber o IPTU

​Divulgacao/PMS

Com as finanças em frangalhos, a Prefeitura de Santos ficou desde o dia 3 de janeiro sem receber um centavo sequer de 15 mil carnês do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU). Os problemas aconteceram no código de barras da cota única e também na quitação da primeira parcela que venceu no começo da semana passada. O contribuinte ia para a fila do banco, não conseguia pagar e era aconselhado a procurar o Poupatempo.  Isso provocou uma corrida ao local que recebeu mais de 2 mil pessoas reclamando do problema. Santos distribui 200 mil carnês por ano.

Os carnês também apresentam outros problemas. Em um caso, a moradora recebeu 11 prestações para pagar e a 12a veio para o vizinho quitar. O que ocorreu na maioria das vezes foi que o valor do pagamento era diferente do que constava no código de barras.

A Prefeitura alega que, no carnê de 2016, na primeira folha, que quase ninguém lê, constava que os contribuintes deveriam atualizar seus dados no site do Poder Público, mas mesmo quem fez isso não conseguiu imprimir o boleto para pagar.

Para ganhar tempo e tentar resolver a confusão, a Prefeitura prorrogou os vencimentos para 30 de janeiro.

Poupatempo

Caro leitor ou mesmo um jornalista que esteja à procura de uma pauta, evite o Poupatempo do Centro de Santos. O local já está sendo chamado de Poupafrio. A temperatura ambiente chega aos 29 graus e os funcionários e a população estão passando mal.

Para conferir, preste atenção nas funcionárias sempre tão bem vestidas e embelezadas com lenços ou echarpes. Isso não existe mais. Ou tiravam ou desmaiariam de calor.

A situação é tão crítica no imóvel antigo que possui duas entradas e não tem janelas, que quem possui ventiladores vira alvo de inveja de muita gente. A solução pode chegar somente no fim de janeiro com a promessa da chegada de 20 ventiladores. Já existem setores ameaçando tomar uma atitude radical se não forem tomadas providências.

O Blog Santos em Off apurou que o consórcio que administra o Poupa tempo estaria com problemas de caixa. Isso resultaria na falta de manutenção do ar-condicionado.

Parece que até o básico está em falta para os funcionários como fio dental ou mesmo sabonete. A conferir.

Atenção! O pau quebrou na manhã desta segunda-feira no Poupatempo do Centro de Santos. Muitos contribuintes tentaram pagar o IPTU e não conseguiram. Houve até uma tentativa de invasão da sala do secretário adjunto de Finanças da Cidade.