Fabião se afasta da Secult e coloca em risco seu futuro político

Eu recebi a foto umas 10 horas da manhã de domingo. A pessoa me dizia que era uma postagem do secretário de Cultura. Demorei um pouco para ligar o cargo ao nome de Fábio Nunes, o professor Fabião. Fui dar uma olhada na postagem e percebi que era de mau gosto e machista. Não, não sou careta ou extremista religioso, mas tenho esposa, filhas, mãe, sobrinhas, primas, amigas etc e não me sentiria nem um pouco confortável se visse uma publicação daquela e daquele ângulo.

Não fiz post no meu blog, ao contrário do que muita gente disse, porque eu estava atrás de “cliques fáceis”. Publiquei a foto e os dizeres de Fabião no Facebook e escrevi que era uma atitude lamentável e ele poderia ter um pouco de respeito com as mulheres, principalmente por ser um homem público e suplente de deputado estadual pelo PSB. Ele excluiu a publicação no Instagram, pensando que a onda de críticas e defesas ia diminuir.

Não foi o que aconteceu. Fabião resolveu então escrever no Facebook que estava arrependido e que pedia desculpas. Eu argumentei no post, que o secretário de Cultura “trabalha” diariamente com milhares de crianças, adolescentes e mulheres no equipamento público e que, o mínimo, que um governo decente teria de fazer era demiti-lo. Esqueci de citar, que Fabião dá aula em escolas particulares pra outras centenas de mulheres, adolescentes e crianças.

A Prefeitura de Santos soltou uma nota lamentando a atitude de Fabião e garantindo que ele foi repreendido pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa. Difícil é acreditar nisso.

Parece que Fabião sentiu o golpe da besteira que fez. Aspirante a uma vaga na Assembleia Legislativa, onde já é o primeiro suplente, sabe que a postagem infeliz pode sepultar o seu sonho de subir a serra vestindo um paletó. Outra coisa, se Barbosa queria motivo pra trocar o comando da Cutura, já achou. Duvido que entre um punhado de votos e Fabião, o prefeito vai ficar ao lado do professor.

Pra sair do foco, Fabião pediu afastamento da Secult pelo período de férias que tem direito. Soube que pediu afastamento de um colégio onde dá aulas. Vai sumir por um tempo, apostando que a memória das pessoas é curta e que logo mais ninguém vai lembrar do episódio.

Outra situação é que em 2018, Fabião pode assumir uma vaga na Assembleia, com o afastamento do governador Geraldo Alckmin para disputa da presidência da República. Com Marcio França assumindo o Palácio dos Bandeirantes, o político vicentino deve colocar alguns deputados nas secretaria estaduais, abrindo a vaga para Fabião.

Isso é futuro e o problema de Fabião é o agora. A conferir.

Vem aí ” Nos Bastidores do Santos FC”, no Blog Santos Em Off

Quem me conhece um pouco sabe que, desde 1993, acompanho o Santos Futebol Clube. Muito tempo, estive na função de setorista e, nos últimos anos, atuando num site local, na função de editor, estive ligado aos assuntos do Peixe.
Em 2014, nos meses anteriores aos da eleição para presidente, lancei a coluna “Nos Bastidores do Santos”. Diariamente, publiquei detalhes sobre a corrida presidencial que terminou com a vitória de Modesto Roma.
Bem, agora, vou voltar com a coluna e, em breve, começo a publicar no meu Blog. Até o dia da eleição e a escolha do presidente para o triênio 2018 a 2020, pretendo publicar informações que possam ajudar a definir o futuro do Alvinegro.
Faltando um pouco mais de cinco meses para a eleição, alguns grupos já começam a se articular. O Santos FC está envolvido em três competições (Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão) e os resultados do time já andam servindo como motivo para criticar a atual diretoria.
Foto: Reprodução
Algumas ideias já começam a estourar nas telas do computadores. Umas lembram a administração Luis Alvaro Ribeiro,  o Laor, que começou com ares de modernidade e terminou num absoluto caos, com reflexos sentidos até hoje pela administração Modesto Roma.
A famosa transformação do clube em empresa ainda não tem um exemplo que justifique tal atitude, pelo menos, no Brasil. A questão primordial é que mesmo celebrando contratos milionários e envolvendo quantias astronômicas de dinheiro, os clubes brasileiros têm um formato jurídico que não permite acesso a lucro. Ou seja, não há possibilidade de distribuição de dividendos aos associados, pois esse dinheiro tem de ser reinvestido na estrutura do clube. Isso inviabiliza que grandes investidores coloquem dinheiro visando um ganho a médio e longo prazos.
Bom, isso é só o começo. A conferir.