Confira o que os candidatos a presidente do Santos FC falam sobre as categorias de base do Peixe

O Blog Santos Em Off dá sequência neste domingo, dia 3 de dezembro, com as entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas de 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.
2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.
3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.
4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Ruim. Se faz necessário a moralização e a competência dos profissionais envolvidos na base.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Essa área sofrerá mudanças intensas. Queremos uma base totalmente integrada com o estilo de jogo de nosso clube. Mudaremos a estrutura de captação de atletas, organizando peneiras por todo Brasil. É preciso também investir na infraestrutura de treinamento que está muito aquém do necessário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

A base é nosso maior patrimônio. A joia da coroa que nos últimos anos vem formando menos jogadores do que necessita. Lembrando também que a formação não é apenas do atleta, mas do ser humano, do cidadão e de um profissional que almeje vencer no Santos.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Muito ruim. O Santos parou de produzir aquilo que tem de melhor: seus moleques. Depois dessa garotada do Sub-17 que vai subir agora o resto é terra arrasada. Essa gestão sucateou a base. Hoje ela é dirigida por gente despreparada e está entregue a empresários e agentes de jogadores. O maior reflexo disso é que não conquistamos nenhum título importante na base nos últimos anos. Vamos acabar com isso. Precisamos cuidar bem da nossa galinha dos ovos de ouro.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Vamos promover uma completa reformulação no departamento. Nossa proposta é de levar a molecada para o CT Rei Pelé. Ali eles terão as melhores condições e estrutura para treinar. Além disso, continuarão próximos das suas famílias, da escola e do lazer. Os profissionais irão para o novo CT que iremos construir na área continental de Santos. Iremos utilizar a área onde hoje está localizado o CT Meninos da Vila como moeda de troca para a aquisição do local. Vamos acabar também com as viciadas peneiras e implantar um sistema de captação de talentos em que os jogadores passarão por rigorosos testes de aptidão física e técnica.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Hoje não, pelos motivos que já citei. A atual diretoria está matando nossa galinha dos ovos de ouro. É preciso uma completa reformulação na base. Outra medida que adotaremos será a criação de uma escola de técnicos. Os profissionais formados lá irão trabalhar com os nossos garotos desde pequenos. Nossa ideia é que desde cedo eles incorporem nosso estilo alegre e ousado de jogar. Garoto criado no Santos tem que saber jogar para frente. Nosso DNA será implantado desde o Sub-11 até o time profissional.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

Precisamos melhorar muito. O Santos sempre teve a base como um repositor de peças, e isso deixou de funcionar já faz um tempo. Precisamos imediatamente fazer com que a base volte a suas origens e revelar os grandes nomes da história do Santos. Precisamos acertar os processos e procedimentos de tudo que norteia a base, desde a captação dos jovens para testes, qualificação técnica, avaliação e relacionamento com empresários. Recentemente tivemos uma denúncia na imprensa sobre corrupção na nossa base e até hoje não tivemos respostas da sindicância interna que foi instaurada.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

Temos a obrigação de melhorar todos os departamentos, inclusive esse que é de fundamental importância para a vida financeira e do futebol do Santos. Temos que considerar nossa base como uma indústria que tem o papel fundamental de gerar craques, que devem gerar frutos no futebol profissional ajudando a ganhar títulos e na hora certa serem vendidos por um valor real de mercado. Somos um time grande com receitas de time intermediário.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

No atual momento não, pois foge as características do Santos. Por isso, precisamos voltar às origens e fazer com que a base reponha as peças, faça ídolos, como tem sido ao longo da história do Santos.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Qual sua avaliação sobre a atual administração das categorias de base do clube?

É muito positiva. Nossa base estava abandonada quando assumimos o clube. Salários atrasados, funcionários desmotivados e praticamente nenhum investimento. Nós retomamos a tradição de buscar revelações. Hoje, nós temos um departamento entrosado com nossas franquias dos Meninos da Vila e muitos atletas foram avaliados em nossa gestão. Acreditamos que a formação dos atletas é algo valioso e, para isso, trouxemos um time de ídolos históricos como Juary, João Paulo, Abel para nos ajudar nesse garimpo de talentos. Com esses olheiros avaliamos 30 mil garotos e conseguimos fazer nossa usina de talentos funcionar bem. Hoje, temos metade do elenco profissional do Santos formado por pratas da casa.

Pretende mudar algo neste setor se vencer as eleições?

O Santos tem uma tradição nas categorias de base desde a década de 50 que nós queremos manter viva: formar e revelar atletas. Nós temos a obrigação de manter esse lema. Só que isso independe de pessoas. A nossa filosofia é manter a fábrica em atividade. Temos uma ideia de gestão nas categorias de base e ela não é baseada em uma ou outra pessoa. É baseada na tradição do Santos como clube formador reconhecido em todo o planeta. Veja o quanto o Santos já contribuiu para o mundo do futebol produzindo atletas de alto nível. De Pelé e Coutinho às mais recentes promessas, como Yuri Alberto e Rodrygo, nossa fábrica não para. Em nossa gestão, sempre haverá mãos firmes para fazê-la funcionar.

O senhor acha que o clube cumpre bem a função de formador de jogadores ou não?

Sim, cumpre muito bem. É bem verdade que nem sempre foi assim. Durante a gestão anterior, as coisas funcionavam de maneira diferente. Ou não funcionavam.  Encontramos a base abandonada quando assumimos. Não tinha nem comida no refeitório. Hoje, tudo funciona perfeitamente, o que contribui para o desenvolvimento adequado dos nossos meninos. Tenho o orgulho de vê-los abrigados em um confortável e exclusivo alojamento, a Casa do Atleta, que foi inaugurada pela nossa gestão. Oferecemos todas as condições para garantir a formação dos nossos meninos e colhemos frutos. O Santos é, por exemplo, o único clube a classificar todas as categorias para as finais do Campeonato Paulista, em 2015.

 

 

 

O que existe por trás da tentativa de greve dos trabalhadores da Prodesan

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Fotos : Reprodução

Os 1,2 mil funcionários da Prodesan (Progresso e Desenvolvimento de Santos) iriam entrar em greve nesta segunda-feira. O motivo principal era a demissão de 88 trabalhadores que atuam na limpeza em seis escolas da Cidade. A Prodesan garante que os dispensados serão recontratados pela empresa Base. Em tempos de cofres vazios, o Blog Santos Em Off apurou que a Prefeitura levará quatro anos para recuperar o que vai gastar com as indenizações.

A Base já faz a limpeza em mais de 70 unidades de ensino de Santos. Ela está no município desde 2014, em substituição emergencial à empresa Facility – que quebrou. A Administração Municipal teria que ter aberto uma concorrência pública, em três meses, e não fez. Isso quer dizer que a Base vem trabalhando e os contratos vem sendo aditados, ou seja, prorrogados. A Prodesan, então, está saindo do restante do contrato porque não pode participar de licitação.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa que sonha em vender tudo que a Prodesan possui, não abre o edital de licitação. Alguns detalhes são intrigantes nesta história. Na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), a Base consta como uma empresa de venda de produtos de limpeza domiciliar, o que a tornaria inapta numa licitação.

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Outra situação inusitada é que a Base não recebe da Prefeitura de Santos há mais de um ano. A dívida de R$ 8 milhões corrigida chegaria a 13 milhões.  Como uma empresa que tem valores desses para receber assume mais serviços?

Outra explicação para os aditamentos dos contratos é que a empresa teria restrições na Justiça do Trabalho, então,  não poderia participar de uma licitação. Existiriam impedimentos também na Receita Federal.

Outro serviço oferecido pela Prodesan que também desperta o interesse é a limpeza nos serviços de saúde da Cidade. O contrato termina em setembro deste ano.  Pelo jeito, a empresa vai ficar apenas com seus 70 comissionados e a diretoria, é claro.  A conferir.