Confira o que os candidatos a presidente do Santos falam sobre os sócios, arena e Pacaembu

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Tornar o programa mais atraente. Com diferentes faixas de benefícios. E com benefícios reais. Instituir de uma vez o voto a distância e ter uma política clara de revezamento dos mandos de campo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Com recursos próprios é inviável.  Estaremos abertos a eventuais parcerias. Entendemos que hoje já se entende de forma mais clara os modelos que funcionaram e os que não. Se surgir oportunidade boa para o Santos não deixaremos escapar.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

50% dos mandos serão no Pacaembu (exceto eventual fato novo que inviabilize o uso). Isso será feito através da antecipação à elaboração das tabelas das competições.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

A primeira medida é buscar aquele sócio que se afastou do Santos nos últimos anos. Em 2012 contávamos com mais de 60 mil associados. Hoje estamos com um base com pouco mais de 23 mil. Destes, apenas 12 mil estão adimplentes. Vamos oferecer benefícios para trazê-lo de volta. Para captar novos sócios iremos implantar um novo modelo de fidelização, com novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que premie aqueles que vão mais aos jogos. Outra ação será aumentar nosso número de embaixadas espalhadas pelo País. Hoje temos cerca de 10. Nossa ideia é triplicar esse número até 2020. E com mais jogos no Pacaembu teremos a possibilidade de aumentar o número de sócios na Grande São Paulo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Completamente inviável. O cenário econômico do País e a experiência com as arenas construídas para a Copa, a maior delas deficitárias e com problema de gestão, desaconselha completamente um investimento desse porte. Nosso projeto é repaginar a Vila Belmiro, deixando-a mais confortável e acessível para o torcedor, e atuar mais vezes no Pacaembu.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Com certeza. Essa é uma das nossas principais propostas. No começo de mês me reuni com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, para tratar do aluguel apenas da área do estádio. O complexo esportivo continua com a prefeitura. Ele recebeu a ideia muito bem. Ficamos de nos reunir após a minha eleição para tratar do valor e do tempo de locação. Nosso objetivo é aluga-lo por três anos. É importante lembrar que a locação não interfere em nada no processo de licitação que a Prefeitura pretende fazer. O Santos tem que jogar para grandes públicos. Vamos mandar clássicos e jogos decisivos no Pacaembu. Com isso vamos aumentar nossa visibilidade, nossas receitas e o número de sócios na Grande São Paulo.

 

Andres Rueda- Chapa 3

O que fazer para aumentar o numero de sócios do Santos?

Tratá-lo bem, com respeito. O torcedor do Santos é o grande ativo do clube. Temos que trazer benefícios para o torcedor. E sobretudo criar a cultura que o sócio é o dono do clube e como tal assim deve ser tratado.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

O Santos deixou passar a Copa do Mundo, período que era o mais propício para fazer algo. Não adianta mentir para o torcedor, dizer que vai fazer uma arena sem comprometer ainda mais as finanças do clube. É enganar o torcedor. Estádios para jogos do Santos existem. O que o clube precisa é tratar seu torcedor bem.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Nós vamos jogar aonde for melhor para o Santos nos quesitos financeiros e técnicos. Temos que fazer uma administração profissional, onde a razão sobreponha os rompantes que fizeram com que ao torcedor do Santos se distanciasse do clube.

 

Modesto Roma – Chapa 4

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Nossa receita é simples: tratá-lo com respeito. O associado foi muito maltratado por conta de um contrato mal elaborado com a antiga operadora do programa Sócio Rei na gestão passada. A preocupação não era com o associado. Era com a empresa. Tanto que a parceria dava autonomia sobre as receitas e imunidade contra qualquer prejuízo. Mas, ao final do compromisso, nós fizemos uma licitação e fechamos acordo de cogestão com a Redegol. Assim, o clube recuperou o gerenciamento do cadastro e das receitas e o sócio hoje tem um atendimento melhor. Foi criado um programa de benefícios que já promoveu experiências com mais de 3 mil sócios. Aumentamos o número de sócios em 7 mil e vamos buscar mais.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Sim, é muito viável. Aliás, a nossa administração foi a única que apresentou um projeto factível de construção de uma arena multiuso. É tão viável que nós até já temos um parceiro interessado que arcará com todas os recursos para a construção, já temos acordo com a Associação Atlética dos Portuários pela área onde hoje fica sua sede e já temos conversas adiantadas com o Governo Federal para adquirir áreas no entorno do Portuários. Inclusive, oferecemos em troca um terreno similar em Guarujá para a construção de casas populares. E, com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni, a conversa com o Ministério das Cidades está avançando bastante.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

O Pacaembu é a nossa casa em São Paulo e levamos isso a sério. Eu costumo dizer que o Santos tem de ir onde está sua torcida. Por isso, nenhuma gestão valorizou mais o torcedor da capital do que a nossa. Nos últimos três anos, o Santos fez 17,5% dos jogos como mandante em São Paulo. Proporcionalmente, ninguém levou mais jogos para o Pacaembu do que a nossa gestão. Eu entendo que o Pacaembu é uma excelente alternativa para alugarmos em jogos estratégicos e vamos manter nossa frequência para valorizar o torcedor da capital. Mas também queremos mandar jogos no ABC, em São José do Rio Preto, São José dos Campos, Paraná, desde que esses locais ofereçam boas condições de receber o nosso time.

 

Acusado de pedofilia trabalhava com milhares de crianças em projeto da Prefeitura de Santos

A notícia foi publicada, mas pareceu, infelizmente, um corriqueiro caso de pedofilia. Em alguns lugares, o acusado apareceu como motorista ou instrutor de escola em local desconhecido, mas na verdade, Leonardo Ribeiro Fernandes, de 33 anos, é educador-auxiliar voluntário, no Cais Professor Milton Teixeira, dentro do Programa Escola Total, da Prefeitura Municipal de Santos. É isso mesmo. Um acusado de pedofilia trabalhava dentro do projeto da Prefeitura que atende mais de 3 mil crianças por semana.

Ele atuava lá desde fevereiro deste ano, após ter se habilitado em processo seletivo da Secretaria de Educação. A Prefeitura garante que não havia qualquer ocorrência envolvendo sua atuação.

Leonardo foi preso na quinta-feira passada, na Ponta da Praia, depois que o pai de um adolescente de 13 descobriu um encontro entre o rapaz e o monitor.

O que causa estranheza é que a Prefeitura de Santos, simplesmente, comprou a versão da imprensa e não se deu ao trabalho de informar publicamente que o acusado convivia diariamente mais 12 mil crianças por mês e que possam existir outros casos semelhantes ao que acarretou a prisão do monitor. Como estarão os pais das crianças que frequentam o Cais Milton Teixeira?

Ao Blog Santos em Off, a Secretaria de Educação informou que Leonardo Fernandes será afastado imediatamente da função que exerce como forma preventiva, a fim de proteger e preservar os alunos.

Escola Total

O Programa Escola Total surgiu em 2006, com o desafio de implementar a Educação Integral no município de Santos. A Educação Integral tem sido um ideal presente na legislação educacional brasileira e nas propostas voltadas à educação em nosso município. A ampliação do tempo na escola não garante por si só a integralidade do desenvolvimento do aluno. Faz-se necessário promover a sua essência e construir uma educação que emancipe e forme o indivíduo em uma perspectiva humana global que considere suas necessidades educativas e sociais.

A educação integral prevê uma nova organização curricular que compreenda as necessidades da comunidade escolar, propicie a participação comunitária, valorize as características do entorno em uma gestão democrática e emancipatória.

A qualidade do atendimento às crianças e aos jovens no Programa Escola Total é garantida pela diversidade de vivências que tornam a experiência inovadora e sustentável, por meio de atividades e oficinas lúdico-pedagógicas nas áreas de esportes, arte e cultura, minimizando sua exposição a riscos sociais e, consequentemente, melhorando seu rendimento escolar.

Cais

O Cais Milton Teixeira, localizado na Avenida Rangel Pestana, 150, ao lado do Arena Santos, no bairro Vila Mathias, é um polo de formação que tem se destacado na qualificação de pessoas da cidade e revelado a vocação para a arte em muita gente. O complexo abriga os cursos do Núcleo de Formação do projeto Fábrica Cultural, com alunos das escolas de Música, Artes Visuais e Artes Cênicas (teatro e dança).

Com área de 4.230 m² e mais 5 mil m² de espaços externos, o equipamento, que recebe mais de 3 mil alunos por semana, é composto por três edificações. O bloco A tem 12 salas de multiuso, refeitório, cozinha, despensa, área de convivência e banheiros. O B abriga o setor administrativo, no térreo, e um auditório, no piso superior. O bloco C é formado por três salas de música e duas de dança, tablado para atividades diversas, galeria e sala de desenhos, setores administrativos, copa e banheiros.

O espaço, integrado ao ginásio Arena Santos e a salas de aula, em prédio anexo, do Programa Escola Total/Jornada Ampliada, possibilita o intercâmbio entre as secretarias de Cultura, Educação e Esportes. A conferir