Os servidores municipais  que atuam nos cemitérios de Santos ganharam mais uma tarefa: precisam lavar suas roupas de trabalho em casa, contaminadas por bactérias e muito sujas, quando isso deveria ser providenciado pela Prefeitura da Cidade.

Este é somente um dos problemas diários enfrentados pelos servidores, que também sofrem com a falta de segurança e assédio de chefias.
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Os problemas foram apontados ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), pelo secretário municipal de gestão, Carlos Teixeira Filho ‘Cacá’, que recebeu um relatório  do Sindicato dos Servidores Estatutários (Sindest).
O presidente Fábio Marcelo Pimentel, do Sindest, aguarda resposta da prefeitura para convocar reunião exclusiva desses trabalhadores. Segundo ele, “essa solução é esperada há anos”.
“Será que precisamos de um incidente como o de Antares para que se resolva um problema que se arrasta há décadas?”, ironiza o sindicalista, referindo ao livro ‘Incidente em Antares’, de Érico Veríssimo.
A obra de ficção começa em 11 de dezembro de 1963, quando os trabalhadores de cemitérios aderem à greve geral decretada na cidade de Antares. Os mortos saem dos caixões e atemorizam a população.
A conferir.