A emoção era transparente e digna da estreia de um iniciante. Apesar dos 61 anos, a voz ficou embargada ou mesmo sumiu algumas vezes. O choro fazia questão de se apresentar quando a trajetória politica do pai e do irmão, já falecidos, aparecia no discurso de posse. Novato na Câmara Municipal de Santos, Rui de 

Rosis chegou e na primeira disputa de bola no jogo politico, não tirou o pé na dividida.
Sempre que um ex-jogador de futebol é alçado a um cargo politico qualquer, muita gente torce o nariz. Rui, além disso, carrega o sobrenome da família de políticos.

Fez um discurso no final da sessão de posse na Câmara e, mesmo sem a presença do prefeito santista que já havia ido para outra solenidade, mandou um recado que, pelo menos, os outros vereadores e as pessoas que estavam nas galerias ouviram e entenderam.

Lembrou Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. O ex-meia-direita da Briosa, Palmeiras, Santos, Ponte Preta, que chutava com os dois pés, deixou claro que pretende exercer o cargo com o objetivo de fiscalizar o Executivo ou incomodar os zagueiros como fazia nos tempos do futebol profissional.
Falou de compromisso ético , interesse público, independência e ressaltou que vivia um dos dias mais felizes da sua vida. Pra finalizar, mandou um recado para seu quase quatro mil eleitores: “Não vou decepcioná-los”. A conferir.