Foto: Ivan Storti-Santos FC

Até o torcedor santista menos fanático achou, no mínimo, estranha a vitória de Marcelo Teixeira na eleição para a presidência do Conselho Deliberativo (CD).

Temos que destacar alguns pontos para tentar explicar o que aconteceu na Vila Belmiro, na noite desta segunda-feira. Por que Otávio Adegas, candidato de José Carlos Peres e Orlando Rollo, perdeu por 137 a 135?

Teixeira conseguiu algo difícil. Reuniu adversários políticos de três correntes na sua chapa: Teixeiristas, Romistas e Ruedistas, depois de um período eleitoral de muitos ataques e poucas propostas concretas.

O ex-presidente utilizou a mesma estratégia adotada na eleição do dia 9 de dezembro: utilizar a Santástica União para decidir outro pleito, e conseguiu.

O grupo de Peres sofreu com o fogo-amigo também. Dos 72 conselheiros eleitos pela “Somos Todos Santos”, seis deles faltaram, ou seja, os que não apareceram contribuíram para que o atual presidente do Santos tenha uma Mesa Diretora do CD toda de oposição.Quem conhece um pouco de política sabe que isso pode até inviabilizar um mandato.

Outra questão que foi determinante para o resultado teria sido a participação de funcionários do clube, que se elegeram conselheiros. O Estatuto proíbe que eles exerçam a função, ou seja, mesmo assim dois votaram. Os conselheiros Leandro Weissmann e Luciana Martins tentaram coibir isso e não conseguiram.

Weissmann entrou com um pedido de impugnação, mas a mesa diretora do CD não aceitou. No caso de Luciana, ela fez um requerimento questionando a participação dos funcionários no pleito, mas não conseguiu a palavra. Ela foi xingada e empurrada por duas mulheres, que estavam no plenário, e seriam esposas de conselheiros do clube.

Enquanto isso, Peres e Rollo garantem que não se envolverão nos problemas com o CD e garantem que o momento é de planejamento e união em prol do Santos Futebol Clube.

A conferir.