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Perninha, Pescoço, Bin Laden e Obama. Esses são alguns nomes de clientes que um dos milhares de motoristas de Uber da região já transportou. Nada contra os apelidos, mas isso aponta como o aplicativo pode ser frágil quando o assunto é segurança.

Para tentar melhorar as condições de trabalho da categoria, está marcado para esta quarta-feira, às 11 horas, em frente ao Hotel Íbis, no Valongo, em Santos, onde vai funcionar a nova sede do Uber na região, um protesto. São esperados 250 motoristas.

Em contato com o Blog Santos em Off, um dos motoristas lembrou que espera a participação de trabalhadores de Santos, Praia Grande, Guarujá e outras cidades da Baixada. “Precisamos de segurança, um reajuste de preço, melhores condições de trabalho, pois estamos perto da regulamentação do serviço”,disse.

De acordo com ele, algumas alterações precisam ser feitas. Hoje, o Uber cobra R$ 1,20 por km rodado; o aplicativo não tem uma foto do passageiro que será transportado; não possui um cadastro mais apurado dos clientes e o motorista só sabe o destino final quando o passageiro entra no carro. “No grupo do Whatsapp, temos quatro motoristas que já foram sequestrados e colocados no porta-malas. Somos ameaçados constantemente. O Uber já nos deu um respaldo quando éramos assaltados, batíamos o carro. Hoje, não nos dá apoio nenhum”.

Ele lembrou também que a empresa eleva os preços do km rodado conforme a disponibilidade de carros na rua. “O preço de uma corrida pode aumentar em cinco vezes. Isso é ruim para os clientes e pra nós também. Só queremos um preço justo”,afirmou.