Patrões vão pagar exorbitantes 2,5% aos jornalistas do Litoral e Interior de SP

Parece capítulo repetido, mas não é. Os jornalistas do Interior e Litoral de São Paulo vão receber novamente um percentual de reposição salarial abaixo da inflação do período de junho/2016 a maio/2017. Os patrões que investem num cenário de crise sem precedentes para apenas pagar cada vez menos vão depositar a exorbitante quantia de 2,5% nos salários, que já são os mais baixos do Estado. A inflação do período foi de 3,35%.

A decisão saiu de um plebiscito realizado pelo Sindicato dos Jornalistas e a maioria dos jornalistas decidiu aceitar os 2,5%. Somente os profissionais de Santos e do ABCD rejeitaram a proposta indecente e votaram “não”, mas acabaram vencidos. A explicação é a proximidade com a Capital, onde os salários são maiores, e o custo de vida nessas regiões muito próximo da realidade paulistana. Um repórter daqui chega a ganhar R$ 1 mil a menos que um de SP, isso no piso salarial.

A situação para quem trabalha no dia a dia das redações está cada vez mais caótica. Hoje, dentro delas, existe uma minoria que recebe altos salários e benefícios, quase sempre a chefia e os encostados nela.

Alguns editores-chefes se escondem atrás das mesas e só conseguem dizer que não existem perspectivas de melhora e que o fim pode estar próximo. Não oferecem nada de substancial e se agarram no cargo apoiados numa redação que luta para salvar a empresa e seus empregos. Muitos profissionais rezam para não perder o Plano de Saúde ou mesmo vale-refeição. É ou não muito pouco para quem estuda quatro anos numa faculdade? Triste realidade.

A mentira e a enganação seguem imperando, mas o fim logo vai pintar. Alguém que saiu de dentro de uma redação e que chega ao cargo de chefia e se acha acima de tudo e vira as costas para quem o apoiou, vai enfrentar a Lei do Retorno. Mentiu, traiu, conspirou e, agora, faz uma das piores administrações. Não oferece nada a quem faz jornalismo, só aos amiguinhos de ocasião que construiu em décadas. Tudo digno de um-uma “Rei ou Rainha do Mal”.

A proposta aprovada em plebiscito é a seguinte:
1 – Reajuste de 2,5% para o conjunto dos salários, e para o piso salarial de 5 horas diárias, que passa de R$ 2.420 para R$ 2.480,50. No caso do piso de 7 horas, o valor passa de R$ 3.872 para R$ 3.968,80;
2 – Reajuste de 2,5% no vale-refeição, com valor mínimo que passa de R$ 11 a R$ 11,27, e no vale alimentação, que aumenta de R$ 233 para R$ 238,82;
3 – Manutenção do mesmo valor para os outros itens da pauta econômica, como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), no valor de R$ 955;
4 – Renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com mudanças apenas na cláusula 6ª, mantendo a multa de 1/90 pelo atraso no pagamento de salários, mas passando o início da multa do 1º para o 11º dia de atraso.

Diário Oficial

No dia 9 de junho, publiquei aqui que a Prefeitura de Santos ia acabar com o Diário Oficial, na versão de papel, e que haveria apenas a versão digital, como aconteceu na Capital, na Prefeitura do tucano João Dória. Bingo!!!! Paulo Alexandre acaba com o DO no próximo dia 14 de agosto. Quem leu aqui, sabia que isso ia acontecer há quase dois meses.  Agora, vamos ficar atentos aos desdobramentos e compensações pela perda de quase R$ 70 mil mensais para uma gráfica da Cidade. A conferir.

 

 

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