Candidatos a presidente opinam se existem vantagens de ser sócio do Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta sexta-feira, dia 8 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Primeiro fazendo o que fazem os “gigantes mundiais “, ou seja, não embarcando em aventuras de fabricação própria e estando associado a grandes marcas. Depois é preciso melhorar as parcerias no que se refere à distribuição e à comercialização. O torcedor em todo Brasil deve ter o prazer de ver nosso manto exibido nas vitrinas das principais lojas de esportes, isso não ocorre hoje. As vendas por Internet são importantes, mas não bastam.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A relação do verdadeiro associado é de amor ao clube. Isso está em primeiro lugar e, neste sentido, tudo vale a pena. O direito ao voto é outro ponto importante e a implantação do voto a distância o levará a mais pessoas. Mas vantagem econômica praticamente inexiste. Inclusive porque o clube fiscaliza muito mal a venda de meia-entrada.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Claro. Além do que já citamos nas respostas anteriores é preciso rever as faixas de desconto. Há diferentes perfis de sócio. O que vai a todos os jogos, o que vai esporadicamente e o que não vai. Qual o sentido de dar o mesmo benefício a todos? Os modelos de mais sucesso em outros clubes atrelar diferentes preços a diferentes benefícios. É o que faremos. Além disso, a primeira providência é o imediato recadastramento dos sócios e avaliação que nos auxilie a compreender o perfil dos nossos associados.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro de gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

A atual diretoria mostrou como não fazer isso com esse projeto de fabricação e distribuição próprias. Esse modelo fez com o que o Santos se tornasse o clube que menos recebeu com venda de camisa entre os times da Série A. Sou empresário do ramo têxtil. Sempre soube que os valores anunciados eram irreais. Nenhuma camisa oficial dá mais de R$ 50 de lucro para um clube. Venderam uma ilusão e colheram prejuízo. Agora assinaram com a Umbro. Esse é outro absurdo, pois uma decisão dessa importância não pode ser tomada às vésperas de uma eleição. Antes de qualquer opinião precisamos analisar o contrato. Mas se os valores veiculados na imprensa forem reais (cerca de R$ 7 milhões/ano) ainda assim continuaremos a ganhar muito menos que os nossos maiores rivais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Não. De forma alguma. Prova disso é a nossa altíssima inadimplência. O programa quase não tem atrativos e benefícios. Hoje, a única vantagem na prática que o sócio do Santos tem é o desconto no ingresso. E mesmo com
a nossa base muito reduzida ainda jogamos a grande maioria das nossas partidas num estádio que não comporta todos os nossos sócios. Precisamos mudar isso imediatamente.

 

Andres Rueda- Chapa 3

As vendas de camisas representam uma parte significante do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

De novo: estruturando projetos com seriedade. Tivemos duas gerações recentemente: Diego e Robinho e na sequência Neymar. Temos a obrigação de entender que o torcedor do Santos, que é um apaixonado, só vai colocar dinheiro em uma situação que em que tenha certeza que será bem aplicado. Temos que ter ídolos jogando. Quando nosso maior ídolo atual é o goleiro, representa um sinal que alguma coisa não está correta.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

A gente tem que fazer valer a pena. Com seriedade, bons projetos e respeitando o sócio. Assim, rapidamente a mudança irá acontecer. Vendo esse resultado, o torcedor vai pra arquibancada, será sócio e estará engajado num único propósito que é a paixão pelo clube sentindo-se como dono do clube.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

O projeto é simples. Colocar o sócio em primeiro lugar e dar a ele as garantias de ser tratado com respeito. Mostrando que o dinheiro está indo para o lugar certo com responsabilidade. Implementar de fato o que é prometido em várias gestões e nunca é realizado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

As vendas de camisas representam uma parte significativa do lucro dos gigantes mundiais. Como fazer isso no Santos?

Nós já conseguimos aumentar nossa receita com a venda de camisas nestes primeiros três anos e nossa expectativa é melhor ainda para as próximas duas temporadas. Afinal, nós assinamos com a Umbro o melhor contrato da história do Santos para fornecimento de material esportivo. Vamos receber, a partir do ano que vem, valores dignos da grandeza do clube. Já demos um salto de rentabilidade quando acertamos com a Kappa a cogestão de nossos uniformes, o que tornou a distribuição muito melhor em comparação ao contrato assinado pela gestão passada, com um varejista. Agora, com a Umbro, avançamos mais ainda porque serão 5 mil pontos de venda, dez vezes mais do que antes. Vamos lucrar muito mais.

Hoje, vale a pena ser sócio do Santos?

Com certeza, vale. Talvez não valesse antes, quando a operadora do programa Sócio-Rei tinha pouco ou quase nada a perder mesmo oferecendo um serviço de baixa qualidade. Agora, é diferente. Com a nossa nova parceria, o clube gerencia cadastro e receitas e o associado ganhou mais facilidades. Ele pode, por exemplo, comprar seus ingressos de forma ininterrupta até a hora do jogo, pode pagar nos cartões de débito e crédito, pode acessar o estádio usando apenas seu celular, pelo QR Code, além de contar um programa de experiências que vão desde encontro com atletas até shows e viagens. Tudo isso, sem contar que, com a troca de empresa, nós conseguimos economizar 40% nas despesas.

Tem algum projeto para melhorar o Sócio-Rei?

Na verdade, esse projeto já está em andamento. Nós queremos manter a ampliação gradativa do nosso quadro associativo. Já temos mais de 30 empresas parceiras oferecendo benefícios aos sócios, mas vamos buscar cada vez mais, sempre com olhar atento aos interesses do associado. Mais de 3 mil sócios já foram contemplados em nosso programa de experiências. Hoje o sócio pode pagar com cartão de débito e crédito que não podia com a operadora anterior. Vamos também aumentar o número de embaixadas oficiais do clube no Brasil e no mundo promovendo ações aos sócios regionalmente. Também vamos desenvolver um canal de comunicação via mobile e outras vantagens.

“Somente a moda já acordou, o restante ignora totalmente a população gorda”, diz Flávia Durante, criadora da Feira Pop Plus

A jornalista Flávia Durante é a criadora do Pop Plus, uma das maiores feiras de moda plus size do Brasil, que acontece neste fim de semana (9 e 10 de dezembro) na Capital, no Club Homs (Av. Paulista, 735 – a 200m do Metrô Brigadeiro), das 12h às 20h, com entrada gratuita. Ela conversou com o Santos Em Off sobre o mercado plus size, tendências e futuro e os cinco anos do evento.

Flávia, fale um pouco sobre o crescimento do mercado Plus Size no Brasil?

Roupa para pessoas gordas até já existia. O que não existia era a moda. Aquela com estilo e tendências atuais, que vemos para pessoas magras nos shoppings e lojas. A internet facilitou que consumidoras insatisfeitas se mobilizassem e começassem a pressionar as marcas para que aumentassem a grade de suas coleções. E algumas mulheres gordas, cansadas de não encontrarem moda de acordo com a sua personalidade, começaram a tomar frente disso, e abrirem suas próprias marcas e criarem os seus próprios eventos. O que foi o meu caso. Eu sou jornalista, formada pela UniSantos, trabalhei a vida toda em redação e assessoria de imprensa, e cansada de não encontrar uma moda plus size com a qual eu me identificasse criei o Pop Plus em dezembro de 2012. Na ocasião revendia biquínis GG nas horas extras e reuni meia dúzia de marcas de amigas em um pequeno galpão no Bixiga. E hoje, 5 anos depois, reunimos em média 50 marcas por edição atraindo um público de cerca de 10 mil pessoas a cada feira.

Nos cinco anos da feira, você deve ter conhecido muita gente que se assumiu gordinho e é muito feliz hoje?

Com certeza! O que incentivamos com esse movimento é o bem-estar, a autonomia, o amor próprio e, acima de tudo, o respeito às diferenças. Muitas mulheres e homens por serem ou estarem gordos acreditam que não são dignos de se vestirem bem, de serem amados, se não se sentirem belos, de conseguirem um bom emprego, de serem bem tratados no médico. Pois a mídia e a sociedade mostram o tempo todo o gordo como doente, preguiçoso, feio e incapaz. Mostram a obesidade como o “mal do século” mas a pressão estética acaba sendo extremamente prejudicial à saúde física e mental. Recentemente o mundo ficou chocado com o caso da menina irlandesa de 11 anos que tirou a própria vida por não estar feliz com o próprio corpo. E infelizmente em minhas palestras e debates recebo relatos similares de meninas cada vez mais novas. É alarmante! A autoestima deve ser estimulada desde cedo pelas famílias. Não estamos incentivando o sedentarismo ou as pessoas a comerem até morrer mas sim o respeito pelas diferentes formas de corpos existentes. Ninguém precisa se esconder, ser xingado ou maltratado por ninguém por não estar em um padrão considerado ideal.

Dá para estimar quanto esse mercado movimento no Brasil ou em São Paulo hoje?

Dados

As pessoas “acima do peso” no Brasil já são maioria sim. Segundo dados de 2015 do IBGE, quase 60% da população brasileira. No entanto, apenas 17,5% do varejo no Brasil vende roupas grandes, sendo que somente 3,5% das lojas são especializadas em moda plus size (Fonte: Sebrae)

Mercado

* Segundo dados de 2015 do IBGE, quase 60% da população brasileira está acima do peso. Dados exatos = 56,9 %

* Segundo dados de 2015 da Abravest (Associação Brasileira do Vestuário), o mercado da moda plus size movimenta anualmente cerca de R$ 4,5 bilhões no país, representando 5% do faturamento total do setor de vestuário, que ultrapassa R$ 90 bilhões.

* Mercado de moda plus size aumentou 6% em 2016 no Brasil. As estimativas de crescimento de 2017 são de 8,2%.
Fonte: IEMI – Inteligência de Mercado

* Apenas 17,5% do varejo no Brasil vende roupas grandes, sendo que somente 3,5% das lojas são especializadas em moda plus size
Fonte: Sebrae

* Google Adwords diz que busca pelo termo “plus size” cresceu quase 20 vezes nos últimos 5 anos no Brasil

Pop Plus

* 6 expositores na primeira edição, em dezembro de 2012
* 50 expositores de moda e acessórios na 19ª edição, em dezembro de 2017
* mais de 200 expositores cadastrados no mailing, em lista de espera
* cerca de 44 mil pessoas já passaram pelas 18 edições (até setembro de 2017)

 

As estampas e modelos de roupas hoje só se diferenciam mesmo pelo tamanho? A moda está mais democrática?

Ao contrário do que se pensa, para se fazer moda plus size não basta apenas aumentar o tamanho das roupas. O corpo gordo tem suas especificidades como a questão do cós, parte interna das coxas e dos braços, que precisa ser mais reforçada. Mas em termos de estampas, cores e modelos queremos exatamente a mesma coisa que a moda regular: roupas justas, blusas curtas, brilhos, cores, estampas, transparências. Quem decide o que fica bom ou não é a própria pessoa. O “certo” ou “errado” é um conceito ultrapassado na moda de hoje.

Qual é o seu sonho como empreendedora Plus Size?

Que daqui a alguns anos não seja mais necessário o termo moda plus size e que em todas as lojas quem vista do 34 ao 60 seja atendido da mesma forma com o mesmo tipo de roupa.

Fora a moda, quais setores você acha que já acordaram para esse grande público e quais ainda acha que não se tocaram da importância disso?

Somente a moda já acordou, o restante ignora totalmente a população gorda, embora ela já seja uma boa parte da população mundial. Ainda não existem calçados específicos para pés gordos. Móveis, roupas de cama e banho, indústria automobilística, transporte coletivo, equipamento médico. Quem pesa acima de 120kg não raramente tem dificuldade de encontrar equipamentos de ressonância magnética. Ou é obrigado a se pesar em hípicas e veterinárias. Isso é altamente desumanizador. As pessoas costumam dizer “ué, é só emagrecer!”, como se fosse um passe de mágica e sem levar em consideração as características ou desejos de cada pessoa.

 

Feira Pop Plus

O evento promete apresentar as tendências do segmento para o verão, além de oferecer aos visitantes a possibilidade de saírem de lá com um look maravilhoso para as festas de final de ano e muitos presentes de Natal para seus amigos e familiares queridos.

A feira, que dessa vez estará assoprando velinhas, tem muito para comemorar. Se em dezembro de 2012, quando começou, eram oito marcas, e cerca de 120 visitantes, em dezembro, ao completar 5 anos de muito sucesso, conta com 50 marcas expositoras de moda feminina e masculina, incluindo praia, íntima e fitness, calçados e acessórios (bolsas, cintos, bijuterias) e espera receber 12 mil pessoas (20% a mais que a última edição, em setembro/17). Vale ressaltar que na Pop Plus é possível encontrar moda plus size de fato: do 46 ao 66 no feminino e até o 78 no masculino.

Nessa edição de aniversário, a organização privilegiou as marcas que já estão no evento há bastante tempo, e abriu espaço só para uma estreante: Taty Tá Lokaa, fabricante de leggings descoladas.

Para completar, atrações diversas serão oferecidas ao público, como aulas de yoga e shows. As atrações serão divulgadas no site www.popplus.com.br. Além disso, o Pop Plus contará com praça de alimentação para que ninguém precise sair do local e aproveite o evento ao máximo.

MODA FEMININA: Ackon Wear, Asobi Mode Japan, Assens, Atelier Cretismo, Attribute Jeans, Belle Rose Plus Size, Carol Zacarias PlusSize, Clamarroca Plus, Chica Bolacha, Creare, FALA, Flaminga, Gracia Alonso, LAB, Lambuzada, Lólla Rio, Lu Carmell, Madee Moda Plus, Madeleines, Maria Abacaxita, Melinde, NaBeca Tamanhos Reais, Nina Vazquez Moda e Estilo, Psil Plus Size, Rainha Nagô, Rouge Marie Plus Size, Scarlets, Taty Tá Lokaa, Titha Plus Size, True E-motion, Vestgrande, Vintage&Cats, We Love Atelier, Zuya.

MODA MASCULINA: Ackon Men’s Wear, Afro Style, Chico, LAB, Lambuzada, Vestgrande.

CALÇADOS E ACESSÓRIOS: Clube da Meia Calça, Fofura Plus, Mary Help, Paula Ribeiro Bolsas, Sandalú Sapatilhas.

MODA PRAIA/FITNESS: Bambina Beachwear, Cor de Jambo Moda Praia, Wonder Size.

LINGERIE/DORMIR: Basic 4 Curves, Cuecas Santo Homem, For All Types, GG.rie, JM Pijamas, Morisco Lingerie

GASTRONOMIA: Cupcake Ito, Mapuche Empanadas, Le Velmont Crepes

Serviço – entrada grátis
19º Pop Plus – www.popplus.com.br
Data: 09 e 10 de dezembro (sábado e domingo)
Horário: das 12h às 20h
Local: Club Homs
Endereço: Avenida Paulista, 735 – Jardim Paulista – São Paulo/SP (próximo ao Metrô Brigadeiro)

A conferir.

 

Candidatos a presidente dizem o que farão para aumentar a internacionalização da marca Santos FC

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

 

José Carlos Peres- Chapa 1

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

É preciso estar no exterior e há diversas formas de fazer isso. Se temos poucas datas para o time principal, é possível estar lá com categorias de base e com um time de Master que iremos formar para este fim. O Santos inexplicavelmente não participa de eventos corporativos do futebol como o SOCCEREX por exemplo. Participará já em 2018. Temos uma legião de fãs no exterior que nos seguem nas redes sociais e, inacreditavelmente, não produzimos conteúdo em outros idiomas. Isso será rapidamente corrigido.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho tão importante que durante minha passagem pelo clube viabilizei uma nos EUA. o clube acabou desistindo, falava-se em desgaste do elenco. Faremos pré-temporadas no exterior em 2019 e em 2020 e não haverá desgaste algum, estejam certos.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Claro que sim. É inexplicável que o clube inevitavelmente associado com a maior marca entre os atletas de todos os tempos não explore esse fator. Pelé será tratado como presidente de honra em nossa gestão. Para 2020 projetamos um ano inteiro de atividades no Brasil e no mundo em comemoração aos 80 anos do Rei.

 

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos é uma das maiores marcas do futebol mundial. Só se esqueceu disso nos últimos anos. Tivemos um Rei e formamos o jogador mais caro do mundo na atualidade. Ainda somos o time brasileiros mais falado e conhecido no exterior. Precisamos recuperar nossa visibilidade e relevância. Mas antes de pensar no mercado externo teremos que recuperar nossa imagem no Brasil. Aí consequentemente iremos aumentar nossa exposição lá fora. Vamos pensar e tratar o Santos como uma marca mundial. O que sempre foi o que nunca poderia ter deixado de ser.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho uma ótima ideia. Precisamos nos exibir lá fora. Gostaria, por exemplo, de jogar uma Flórida Cup em janeiro. Será uma ótima oportunidade para nos apresentarmos no maior mercado esportivo do mundo. Outra proposta que temos é promover intercâmbios técnicos e de gestão com clubes europeus com perfil semelhante ao nosso, como Liverpool, Porto, Borussia Dortmund e Barcelona. São times com tradição de revelar talentos, têm sedes fora de grandes capitais e a maioria deles já abriram seu capital para investidores, o que também pretendemos fazer no Santos. Isso se tornará inevitável no futebol mundial. Mas antes de abrir precisamos preparar o clube.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Não podemos, em hipótese alguma, se afastar daquele que é nosso maior símbolo. Para mim, Santos e Pelé são duas marcas indissociáveis. Na última eleição, em 2014, conversei com o pessoal do Cosmos para fazermos um jogo de despedida da camisa 10. Além de ser uma ótima exposição para o clube, seria uma homenagem mais do que merecida para aquele fez essa camisa ser uma antes e outra depois dele. Podemos retomar essa ideia. De qualquer forma, na minha gestão o Pelé será tratado com respeito e reverência que um ídolo do seu tamanho merece. Em todos os jogos do Santos será recebido com tapete vermelho e terá seu nome sempre anunciado no estádio. No que depender de mim, o Rei voltará a ser nosso maior embaixador e representante.

 

Andres Rueda- Chapa 3

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

Trabalhar e muito. Ter boas ideias, apresentar soluções para os problemas e não desistir jamais de fazer o que for melhor para o Santos. Além disso, ter resultados com o time.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Se o Santos tiver um ganho em sua imagem e financeiramente for interessante para o clube, será ótimo. Agora, se for para os outros ganharem dinheiro em cima do Santos, esqueça. Isso não é a internacionalizar a marca. Internacionalizar a marcar é projeto muito maior. Não adianta o Santos pegar o nome que tem e simplesmente permitir que outros o utilizem.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Todo ativo do Santos é importante. Pelé e todos os outros grandes jogadores da história do clube podem ser usados, mas para isso é necessário que se tenha um projeto com base sólida, com objetivos claros para que se possa chegar ao resultado.

 

Modesto Roma – Chapa 4

Comparando com os maiores clubes do mundo, o que fazer para aumentar a internacionalização da marca Santos?

O Santos já tem a marca mais forte do Brasil no exterior. Em seus 105 anos, o clube acumulou muitas glórias, especialmente na Era Pelé, e hoje é reconhecido em qualquer lugar do mundo. Com o planejamento que temos, de formar um esquadrão para lutar pelo tetra da Libertadores e pelo tri do Mundial, nossa meta também é retomar nosso protagonismo no planeta bola. Além disso, nós temos um trabalho bom no departamento de comunicação com as nossas mídias sociais e canais na web, que colocam o Santos entre os maiores do mundo. A Santos TV, por exemplo, dobrou o número de acessos nos últimos três anos.

O que acha, por exemplo, de fazer uma pré-temporada em outro país?

Acho que isso é possível desde que haja uma adequação no calendário e que seja benéfico para o time. E principalmente se o local tiver condições de proporcionar uma pré-temporada de qualidade. Sair do país para fazer alguns poucos jogos nem sempre pode ser útil como pré-temporada. Nós já recebemos convites e chegamos à conclusão de que não teríamos uma preparação adequada pelo que nos ofereceram. Precisamos ter condições de realmente prepararmos o time para a temporada, aproveitando a exposição do clube no exterior, com bons jogos, com um acordo rentável. Vejo com bons olhos, mas desde que nosso time tenha condições de voltar mais preparado para encarar a temporada do que quando saiu.

Pensa em utilizar o Rei Pelé neste projeto de fortalecimento da marca no exterior ou não?

Eu acredito que o Pelé está caminhando sempre ao lado do Santos. É bem verdade que ele não foi tratado pela gestão anterior como realmente merecia. Um bom exemplo disso é que também caiu no nosso colo um problema judicial envolvendo Pelé e o Santos. Mais um que herdamos da administração passada. Mas nós também solucionamos essa questão. Então, tenho a convicção de que a relação entre Santos e Pelé voltou a ser harmônica e nunca vai acabar. Sempre que for possível vamos contar com o Rei do Futebol para caminhar conosco sempre elevando o nome do Santos. Sabemos que um nasceu para o outro e nada vai separá-los.

 

O salário e as suas finanças: como não ficar no vermelho, por Edson Moraes*

Em geral, a chegada do final do ano traz angústia e preocupação aos empresários e alívio aos assalariados. De um lado, as despesas com o pagamento de décimo terceiro, férias – pior se forem coletivas –, e a perspectiva de redução nas vendas nos primeiros meses do ano seguinte preocupam os primeiros assim como a receita extra agrada aos segundos.

Em ambos os casos, a solução está no planejamento financeiro. No caso das empresas, a criação de uma provisão efetiva ao longo do ano, além daquela efetuada na contabilidade, garante que o fluxo de caixa não seja afetado com as despesas adicionais do final do exercício fiscal, resolvendo qualquer desequilíbrio. Uma consultoria especializada pode ajudar a equalizar esta questão e resolver o problema da gestão financeira, principalmente em empresas com produtos ou serviços que sofrem com a sazonalidade, em que as despesas certamente seguirão implacáveis e ocorrerão todos os meses, mas as receitas, nem sempre.

No caso dos assalariados, receber o décimo terceiro salário e as férias pode se tornar um evento com sentimentos ambivalentes no tempo. Inicialmente, um alívio, tanto para aqueles que têm dívidas acumuladas e podem usar a receita extra para quitá-las, quanto para os que não as têm, casos raros atualmente. Num segundo momento, pode ser uma angústia.

Explico: o risco está em utilizar inadequadamente a renda adicional e perceber, durante o período de festas ou de férias, que há mais dias que dinheiro até o próximo crédito. Ao receber salário, décimo terceiro e férias em dezembro, o pagamento do mês seguinte só virá em meados de fevereiro, quase 60 dias após ter recebido o líquido de férias. Aquela sensação boa de ter recebido “muito dinheiro de uma vez” será substituída pela angústia de perceber que o tempo é mais longo que as necessidades. Muitas vezes, é nesse momento que novas dívidas se iniciam, com a resolução ocorrendo somente no final do ano, repetindo-se o ciclo aparentemente infindável de angústia e juros.

O segredo, qualquer que seja a situação, é pensar em um prazo mais longo. Comece identificando todas as despesas que terá até que o próximo crédito de salário ocorra e reserve o valor necessário para quitá-las. A partir daí, pense em como gastar o que sobrar, caso sobre. Se ainda faltar, procure divertir-se em casa, com amigos próximos e em programas alternativos ou gratuitos. Use a criatividade. Geralmente é mais barato.

Pensando um pouco mais longe, para se ter muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender no ano que vai nascer, procure se organizar a partir de agora. Conheça, estime e acompanhe periodicamente suas receitas e despesas. Isto é essencial para qualquer planejamento, seja para a gestão financeira do dia a dia ou para atingir objetivos de médio ou longo prazo, como sair em viagem, permitir que algum filho ou filha, ou você mesmo, curse uma boa universidade, no Brasil ou no exterior, ou comprar um imóvel.

Deixar que receitas e, principalmente, despesas sigam sem acompanhamento e controle faz com que a perspectiva de um futuro financeiro fique à mercê da sorte. Conhecer e gerir sua vida financeira certamente permitirá ajustes ao longo do período e garantirá a geração de reserva para atingir seus planos.

Aliás, o planejamento financeiro só faz sentido se houver objetivos a se buscar. Trace metas que sejam significativas e as transforme em números para que os seus resultados sejam possíveis de mensuração e acompanhamento. Uma vez que dinheiro é um meio e não um fim, se não tivermos objetivos, para que teremos uma poupança? Será que a ausência de desejos realizáveis faz com que se poupe tão pouco neste país?

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – https://espacomeio.com.br, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

Confira o que os candidatos a presidente do Santos falam sobre os sócios, arena e Pacaembu

O Blog Santos Em Off publica,  nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, a continuação das entrevistas com os quatro candidatos a presidente do Santos Futebol Clube. A cada dia serão publicadas três perguntas e as respostas de cada um. A ordem de publicação será o das chapas: 1 a 4. Os temas abordados são: futebol profissional; categorias de base; marketing, administração e finanças, patrimônio, estádio e jogos; relacionamento e marca; sócios.

1- “Movimento Somos Todos Santos”, que traz José Carlos Peres, presidente e Orlando Rollo, vice.

2- “O Santos Que Queremos”, que tem Nabil Khaznadar, presidente e Fábio Pierry, vice.

3- “Santástica União”, com Andres Rueda, presidente, e José Renato Quaresma, vice.

4-“Santos Gigante”, com Modesto Roma Júnior candidato a presidente e César Conforti, vice.

 

José Carlos Peres- Chapa 1

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Tornar o programa mais atraente. Com diferentes faixas de benefícios. E com benefícios reais. Instituir de uma vez o voto a distância e ter uma política clara de revezamento dos mandos de campo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Com recursos próprios é inviável.  Estaremos abertos a eventuais parcerias. Entendemos que hoje já se entende de forma mais clara os modelos que funcionaram e os que não. Se surgir oportunidade boa para o Santos não deixaremos escapar.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

50% dos mandos serão no Pacaembu (exceto eventual fato novo que inviabilize o uso). Isso será feito através da antecipação à elaboração das tabelas das competições.

 

Nabil Khaznadar- Chapa 2

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

A primeira medida é buscar aquele sócio que se afastou do Santos nos últimos anos. Em 2012 contávamos com mais de 60 mil associados. Hoje estamos com um base com pouco mais de 23 mil. Destes, apenas 12 mil estão adimplentes. Vamos oferecer benefícios para trazê-lo de volta. Para captar novos sócios iremos implantar um novo modelo de fidelização, com novas empresas parceiras e a criação de um sistema de milhagem que premie aqueles que vão mais aos jogos. Outra ação será aumentar nosso número de embaixadas espalhadas pelo País. Hoje temos cerca de 10. Nossa ideia é triplicar esse número até 2020. E com mais jogos no Pacaembu teremos a possibilidade de aumentar o número de sócios na Grande São Paulo.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Completamente inviável. O cenário econômico do País e a experiência com as arenas construídas para a Copa, a maior delas deficitárias e com problema de gestão, desaconselha completamente um investimento desse porte. Nosso projeto é repaginar a Vila Belmiro, deixando-a mais confortável e acessível para o torcedor, e atuar mais vezes no Pacaembu.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Com certeza. Essa é uma das nossas principais propostas. No começo de mês me reuni com o secretário de esportes de São Paulo, Jorge Damião, para tratar do aluguel apenas da área do estádio. O complexo esportivo continua com a prefeitura. Ele recebeu a ideia muito bem. Ficamos de nos reunir após a minha eleição para tratar do valor e do tempo de locação. Nosso objetivo é aluga-lo por três anos. É importante lembrar que a locação não interfere em nada no processo de licitação que a Prefeitura pretende fazer. O Santos tem que jogar para grandes públicos. Vamos mandar clássicos e jogos decisivos no Pacaembu. Com isso vamos aumentar nossa visibilidade, nossas receitas e o número de sócios na Grande São Paulo.

 

Andres Rueda- Chapa 3

O que fazer para aumentar o numero de sócios do Santos?

Tratá-lo bem, com respeito. O torcedor do Santos é o grande ativo do clube. Temos que trazer benefícios para o torcedor. E sobretudo criar a cultura que o sócio é o dono do clube e como tal assim deve ser tratado.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

O Santos deixou passar a Copa do Mundo, período que era o mais propício para fazer algo. Não adianta mentir para o torcedor, dizer que vai fazer uma arena sem comprometer ainda mais as finanças do clube. É enganar o torcedor. Estádios para jogos do Santos existem. O que o clube precisa é tratar seu torcedor bem.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

Nós vamos jogar aonde for melhor para o Santos nos quesitos financeiros e técnicos. Temos que fazer uma administração profissional, onde a razão sobreponha os rompantes que fizeram com que ao torcedor do Santos se distanciasse do clube.

 

Modesto Roma – Chapa 4

O que fazer para aumentar o número de sócios do Santos?

Nossa receita é simples: tratá-lo com respeito. O associado foi muito maltratado por conta de um contrato mal elaborado com a antiga operadora do programa Sócio Rei na gestão passada. A preocupação não era com o associado. Era com a empresa. Tanto que a parceria dava autonomia sobre as receitas e imunidade contra qualquer prejuízo. Mas, ao final do compromisso, nós fizemos uma licitação e fechamos acordo de cogestão com a Redegol. Assim, o clube recuperou o gerenciamento do cadastro e das receitas e o sócio hoje tem um atendimento melhor. Foi criado um programa de benefícios que já promoveu experiências com mais de 3 mil sócios. Aumentamos o número de sócios em 7 mil e vamos buscar mais.

A construção de uma arena é inviável hoje ou não?

Sim, é muito viável. Aliás, a nossa administração foi a única que apresentou um projeto factível de construção de uma arena multiuso. É tão viável que nós até já temos um parceiro interessado que arcará com todas os recursos para a construção, já temos acordo com a Associação Atlética dos Portuários pela área onde hoje fica sua sede e já temos conversas adiantadas com o Governo Federal para adquirir áreas no entorno do Portuários. Inclusive, oferecemos em troca um terreno similar em Guarujá para a construção de casas populares. E, com o apoio do deputado federal Marcelo Squassoni, a conversa com o Ministério das Cidades está avançando bastante.

Pretende utilizar mais o Pacaembu e fazer jogos na Capital em 2018?

O Pacaembu é a nossa casa em São Paulo e levamos isso a sério. Eu costumo dizer que o Santos tem de ir onde está sua torcida. Por isso, nenhuma gestão valorizou mais o torcedor da capital do que a nossa. Nos últimos três anos, o Santos fez 17,5% dos jogos como mandante em São Paulo. Proporcionalmente, ninguém levou mais jogos para o Pacaembu do que a nossa gestão. Eu entendo que o Pacaembu é uma excelente alternativa para alugarmos em jogos estratégicos e vamos manter nossa frequência para valorizar o torcedor da capital. Mas também queremos mandar jogos no ABC, em São José do Rio Preto, São José dos Campos, Paraná, desde que esses locais ofereçam boas condições de receber o nosso time.