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Troy Aossey (Getty Images)

O final de ano é sempre de dinheiro curto e de temor sobre o que vai acontecer a partir de janeiro dentro das redações de jornais, revistas, sites etc.

O começo do ano sempre chega com possibilidade de demissões ou ajustes na estrutura como os gênios do RH gostam de chamar.

Na mídia da Baixada Santista não é diferente. As perspectivas profissionais são raras e as mudanças pouco acontecem.

A última eleição municipal trouxe um ingrediente interessante. Os prefeitos recém-eleitos, com exceção de Santos que tem toda sua Comunicação terceirizada, resolveram investir pesado sobre os profissionais de, pelo menos, dois importantes veículos da região.

Em uma TV local, três jornalistas receberam propostas e duas, com certeza, devem entregar suas cartas de demissão. Uma trabalhará na assessoria de imprensa de uma prefeitura e a outra com uma vereadora eleita. A terceira, balançada pela proposta, está pensando.

Num conhecido jornal da Baixada, dois repórteres já se desligaram e vão integrar equipes de Guarujá e São Vicente, respectivamente. Outras investidas não estão descartadas.

Qual é a vantagem em fazer uma troca dessas? Um salário que pode chegar ao dobro que a empresa privada paga e uma jornada, em tese, de segunda a sexta, com finais de semana de folga e feriados prolongados. Situações raras na vida de quem atua dentro de uma redação.

Mesmo diante da situação caótica das prefeituras e dos problemas existentes ainda vale muito a pena.

Quem sabe até a posse, em janeiro, o sol brilhe para mais gente. Mesmo sabendo que dificilmente essas vagas serão repostas, é um alento para toda a categoria.