Perto de completar um ano de exibição na TV Cultura de São Paulo,  depois de oito anos de TV Brasil, o Programa Papo de Mãe consolida-se na programação e comemora bons índices de audiência. Apresentado pelas jornalistas Mariana Kotscho e Roberta Manreza, a atração sai dos temas que se relacionam com a rotina doméstica do dia a dia e toca nos assuntos que envolvem a criação dos filhos do nascimento a fase adulta. O Blog Santos Em Off conversou com Mariana Kotscho. Confira:

Mariana, você e Roberta tornaram-se mães durante o período que o Papo de Mãe existe? 

Na verdade eu me tornei mãe quando era repórter da Rede Globo. Fui repórter lá por 12 anos, quando nasceram meus 3 filhos. Quando o caçula ainda era um bebê, a rotina de repórter de rua, sem horários, e de mãe, se tornou incompatível. Pedi demissão, mas não queria abandonar a carreira, apenas mudar o rumo dela. Daí surgiu a ideia de criar o papo de mãe junto com a Roberta Manreza, que também já era mãe, jornalista e minha amiga de infância. Unimos assim jornalismo e maternidade.

A maioria dos programas femininos da TV Aberta aborda principalmente a vida das donas de casa. Como é fazer um programa específico sobre mães, filhos e o dia a dia de uma família?

Nós falamos da vida real, da vida como ela é. E procuramos abordar todos os tipos de mãe: de todas as classes sociais, de diferentes partes do Brasil. Nossa ideia não é ditar regras, mas acreditamos que com a troca de experiências todos aprendem. E com uma realidade brasileira. Programas sobre maternidade feitos nos Estados Unidos ou outros países, mostram uma sociedade muito diferente da nossa.

Como fazem quando o assunto não se esgota nos 15 minutos do programa?

O assunto nunca se esgota. Se deixassem, passaríamos horas falando e gravando. Por isso as redes sociais ajudam. O assunto e o papo sempre continuam no nosso site, no nosso face, insta etc.

Você acha que um formato maior diário seria interessante ou não?

O programa quando ia ao ar pela TV Brasil tinha uma hora de duração e era semanal. Agora, na TV Cultura, o programa é diário e tem 15 minutos. É muito dinâmico e nos dá a oportunidade de tratar de um assunto a cada dia. Mas se um dia quiserem que a gente faça programa diário com 2 horas de gravação, a gente faz. Assunto nunca nos falta.

Vocês têm conseguido bons índices de audiência e a liderança nos horários dos programas. Como se manter nesse patamar?

A gente vai criando uma verdadeira rede de afeto com os telespectadores. Quer coisa mais importante do que falar da criação dos filhos? Nós falamos acima de tudo das relações, de amor. Isso aproxima as pessoas. O nosso público é fiel. Quem assiste uma vez passa assistir sempre e nos indica para outros. Acho que este é o segredo da nossa audiência crescente. Nós respeitamos nosso público e promovemos uma informação com credibilidade. É a nossa base.

Pais e mães, ou seja, famílias, de primeira viagem continuam sem saber como lidar com filhos?

Ninguém nunca está preparado e filho não vem com manual de instrução. Então todos nós sempre temos muito a aprender.

 

Você e a Roberta devem levar experiências do dia a dia para a pauta do programa. Cite algumas?

Sim, sempre. Ou experiências que chegam até nós de amigos e telespectadores ou as nossas, nossas vivências e angústias. Coisas que vivemos quando eles eram menores e agora, que estão maiores. Uma questão muito atual é a relação das crianças com o celular e dos desafios que nós pais enfrentamos para limitar o tempo e o conteúdo que eles acessam. Educar filhos dá trabalho. Mas quem disse que seria fácil?

 

 

A conferir.