A Faculdade das Américas (FAM) está seguindo o exemplo das mais importantes instituições de ensino dos Estados Unidos e Europa e passa a utilizar animais sintéticos nas aulas de Veterinária e corpos humanos sintéticos no curso de Medicina tradicional, no próximo semestre. A FAM é a pioneira no Brasil a adotar esse tipo de tecnologia.

cachorro

O sistema vascular do cachorro possui uma bomba controlada eletronicamente que simula os batimentos cardíacos do animal. Tudo parece tão real no laboratório que o cachorro até sangra durante os procedimentos. O microprocessador que controlar a frequência dos batimentos pode ser acionado e modificado via Wi-Fi a partir de um aplicativo no tablet.

No curso de Veterinária, o contato com um animal vivo – que pode vir ou não a morrer durante um estudo – ainda é indispensável em algumas situações. Vale ressaltar que o cachorro sintético, em diversas ocasiões, é melhor para se estudar do que o cadáver real.

A FAM conta também com um humano sintético para o curso de Medicina, além de plataformas digitais para utilizar nas aulas. Os alunos podem estudar cada parte do corpo separadamente e analisar diversos tipos de doenças com essa tecnologia.

Humano Sintético

O Blog Santos Em Off conversou com o coordenador do curso de Medicina da FAM, Rodrigo Varotti, sobre a utilização dos corpos sintéticos.

professor

Professor, o que o dá para projetar no incremento dos estudos da medicina com a chegada do corpo humano e do cachorros sintéticos?

Acreditamos que na associação da tecnologia com a qualificação e capacitação docente conseguiremos obter melhores resultados acadêmicos. O estudo da medicina com o cadáver sintético propicia um entendimento mais aprofundado dos aspectos morfofuncionais do corpo humano, permitindo ao aluno muito mais do que a memorização das estruturas anatômicas, levando-o à compreensão de suas relações, funcionamento e processos relacionados à saúde e à doença.

Na sua opinião, até aonde a tecnologia pode chegar para auxiliar à medicina?

Não existe limite para o auxilio da tecnologia na saúde. Esse recurso jamais substituirá o papel do professor na formação da pessoa e do profissional, mas será uma ferramenta muito rica, permitindo ao aluno atingir uma nível muito mais complexo, visando à compreensão.

O que o sintético e o natural podem ajudar no aprendizado dos futuros médicos?

A grande deficiência para os modelos naturais relaciona-se à manutenção das estruturas como modelos que refletem a realidade. Especialmente nos modelos experimentais ainda cabe a crítica à necessidade de sacrifício do animal após a experimentação. Quando falamos da graduação e das competências a serem formadas nessa fase, acreditamos que o modelo natural pode ser substituído pelo sintético com excepcional qualidade.

Um substituíra o outro ou se complementarão?

A tendência acompanhada por grandes instituições de ensino pelo mundo é da substituição do cadáver natural e do animal pelos modelos sintéticos, que inclusive permite simular situações práticas que ocorrem na realidade.

Como surgiu a ideia de adquirir os corpos sintéticos?

Precisamos formar um profissional que tenha uma visão crítica, reflexiva e integral do cuidado, que associe as boas práticas tanto na formação de suas competências quanto no entendimento do papel social no qual ele será inserido. Nesse sentido, à medida que permite ao graduando formação técnica de excelência, com respeito à dignidade e à vida, o uso de modelos sintéticos de alta tecnologia figura-se como uma realidade nas instituições de ensino superior.

A conferir.