A obra, como tantas outras, foi anunciada com pompa e barulho pela Prefeitura de Santos, mas tudo que envolve o Poder Público e dinheiro, ou a falta dele, como neste caso, fica só na vontade.
A Administração Pública anunciou em maio do ano passado que faria um monumento no bairro da Vila Belmiro, na esquina das Ruas Princesa Isabel e Antônio Malheiro, perto dos portões 7 e 8 do Estádio Urbano Caldeira, para homenagear José Ely de Miranda, o Zito, capitão do eterno esquadrão do Santos nos anos 60.
O objetivo era deixar a marca do ídolo do Peixe num dos principais pontos de encontro da torcida alvinegra nos dia que o Peixe joga em casa.
Mas como a política vive de promessas não cumpridas, a obra, que tinha previsão de três meses para ficar pronta, não saiu do papel.
Passado mais de um ano, uma ação capitaneada pelo empresário de futebol  Luiz Taveira ajudou a resolver o problema. Ele encontrou  um grupo de torcedores santistas que se propôs a fazer uma “vaquinha” e depositou o dinheiro na conta do escultor, deixando claro que essa era uma obrigação da Prefeitura de Santos.  Assim não existe mais desculpa para deixar o ídolo santista sem sua merecida homenagem.  A obra vai ser feita.
Agora finalmente deve sair a  escultura em bronze do craque em tamanho natural em uma base de concreto armado, que terá em seu entorno um banco, rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais e piso de pedra.
Eterno capitão
José Ely de Miranda nasceu em Roseira, Interior de São Paulo, em agosto de 1932. Aos 20 anos, o volante chegou ao PEIXE, única camisa que defendeu com exceção do Taubaté, onde foi revelado. Conhecido pelos companheiros de time como “gerente”, era o líder do time da Vila dentro de campo.
Zito atuou no clube por 15 anos, jogando 733 partidas e marcando 57 gols. Entre as suas principais conquistas estão os títulos mundiais e da Libertadores de 1962 e 1963 e, com a Seleção Brasileira, o bimundial, em 1958 e 1962. O eterno capitão faleceu aos 82 anos, no dia 14 de junho de 2015. A conferir.