Os conselheiros Norberto Moreira da Silva, Sylvio Figo, Dagoberto Cipriano Oliva, José Eduardo de Abreu Lopes e André Ferreira de Abreu que formam o Conselho Fiscal entregaram, na noite desta terça-feira, ao Conselho Deliberativo, o parecer sobre as contas da administração do Santos FC referentes ao ano de 2018.

Reprovação

Como adiantado aqui na coluna os gastos da administração Peres ultrapassaram o que previa o orçamento e o Conselho Fiscal indica que as contas sejam reprovadas pelo Conselho.

Sem consequências

Apesar do impeachment de Peres, neste caso, estar previsto no Estatuto, dificilmente isso vai acontecer. Os conselheiros não querem mais um desgaste como aconteceu no ano passado quando aprovaram a destituição de Peres e os sócios o mantiveram no poder.

Recolheu e não pagou

Em 31/12/2018, o valor dos impostos com competência em 2018 e não recolhidos em sua data correta era de R$14.066.889,00, como  informação recorrente, até a emissão deste parecer, R$4.052.623,21 ainda permanecem em aberto, a maior parte deste valor é referente a imposto de renda retido na folha.

Desrespeito ao Estatuto

O relatório aponta que a diretoria mesmo sabendo que eram necessárias correções nas finanças do clube, não houve remanejamento de verbas ou suplementação e isso incapacitou os conselheiros e os sócios de saber, em tempo real, como estava a verdadeira situação financeira do Alvinegro e acompanhar os gastos efetuados. O documento aponta que dois artigos foram desrespeitados pela atual gestão.

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Mais PJs e colaboradores

Em 2018, foram realizados vários contratos de Pessoa Jurídica, intermediação e houve também acréscimo no número de colaboradores e os custos com eles.

Processos

Até o final do ano passado, o clube tinha 131 processos em andamento, sendo 71 cíveis e 60 trabalhistas, com perda prevista de R$ 30 milhões.

Fifa

O relatório apontou que o pagamento de 2,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 10 milhões) à Doyen, relatico à arbitragem iniciada pelo clube na Câmara de Comércio Brasil-Canadá, vencida em outubro de 2018, foi paga parcialmente. Foram quitados 50% do valor. Com a quitação houve repasse de direitos de jogadores do clube, que é proibido pela Fifa.

Um suspiro

Os valores obtidos com o licenciamento do clube foram de R$ 2,7 milhões. Ficou perto de 2017, que foi de R$ 2,6 milhões. Porém, muito longe de 2016, que foi R$ 6 milhões.

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Cartões corporativos

A gestão Peres utiliza os famosos cartões corporativos e o relatório constatou que houve compras em “possível desacordo com as atividades do clube”. Até o momento, o Conselho não teve respostas da diretoria santista.

Déficit

O déficit acumulado ou passivo a descoberto apurado passou de R$ 258 milhões para R$ 302 milhões, aumento de R$ 44 milhões. Já os empréstimos bancários caíram de R$ 17 milhões para R$ 12 milhões.

A conferir.