Tomou um couro

O presidente do Santos FC, José Carlos Peres, tomou uma lavada na votação do relatório do Conselho Fiscal sobre o balanço financeiro do seu primeiro ano de gestão no último dia 15. A reprovação das contas quase foi unânime, mas contou com 6 abstenções e 1 voto contra. Isso mostra que mesmo os conselheiros eleitos com ele (mais de 70 conselheiros) votaram contra o presidente do Santos.

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Tucanaram

Se abstiveram de votar as contas os conselheiros Andres Rueda, José Carlos de Oliveira, Toninho Gonçalves, Marcelo Muioio, Carlos Cunha e André Curvo. Os dois primeiros fizeram parte do Conselho Gestor de Peres durante o exercício e se abstiveram por causa disso, afinal eles também têm responsabilidade sobre o rombo de R$ 77 milhões no ano. Gonçalves se absteve porque tem uma filha trabalhando no clube. Os outros não explicaram sua posição.

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Até o Odílio

Novo aliado de Peres, o ex-presidente Odílio Rodrigues, que emplacou o jornalista Paulo Schiff no Comitê Gestor, também votou a favor da reprovação das contas de Peres. De que lado ele está?

Fiel

Único voto contra o relatório do Conselho Fiscal foi da conselheira Neli de Faria, a única leal ao presidente, ficando com ele até com o barco afundando.

Curiosidade

Peres aumentou em R$ 77 milhões a dívida do clube segundo os balanços financeiros, apenas com débitos de 2018 não cumpridos. A título de curiosidade, R$ 77 milhões era o total da dívida do clube que o saudoso presidente Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro dizia ter “herdado” de Marcelo Teixeira, após 10 anos da gestão do segundo à frente do Santos, em 2009. Ou seja, Peres fez em um ano o que Teixeira fez em dez em dívidas no clube.

Briga

Os conselheiros Andres Rueda e Adilson Durante Filho quase se pegaram de tapa ao fim da reunião que reprovou as contas. Curiosamente, no dia seguinte, áudio com falas racistas de Durante circularam pela internet, causando revolta e levando à imagem do Santos à lama internacionalmente, pois foi assunto até em jornais de fora. A fala custou a Durante o emprego na Prefeitura, seu cargo de conselheiro e sua associação ao Santos. Durante era sócio remido.

Pardos sem fim

A polêmica declaração do já ex-conselheiro e ex-secretário adjunto de Turismo, Adilson Durante Filho, não se encerrou com o pedido de desligamento dele no clube. O conselheiro Vagner Lombardi pretende levar o caso à a sindicância da CIS para que Durante Filho não retorne ao clube no futuro.

Notas oficiais

Causou espanto o número de notas oficiais de quem nada teve a ver com o caso do racismo de Durante. Do ex-candidato a presidente do Santos, Nabil Khaznadar, a diretórios de partidos políticos. Todo mundo quis “surfar na onda” do erro do ex-conselheiro. Isso é tão lamentável que o feito de Durante.

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Coração novo

Ex-presidente do Santos e do Conselho, Otávio Alves Adegas, se recupera bem de um recente infarto, que o levou a colocar dois stents. Mas está de coração novo e na ativa, ajudando em assinaturas de emendas ao Estatuto. Adegas, que perdeu para Marcelo Teixeira a última eleição para Presidente do Conselho por três votos, está “p… da vida” com o presidente Peres, que se elegeu com seu apoio e está inconformado em não poder ter comparecido ao Conselho, para falar na reunião da reprovação das contas de 2018. Adegas promete tomar providências contra a gestão temerária de Peres, apontada no relatório do Conselho Fiscal.

Saudade

A coluna lamenta o falecimento do conselheiro honorário do Santos e membro do Conselho Gestor da gestão Modesto Roma júnior, Gastone Righi Cuoghi, que foi deputado federal e sempre defendeu a Baixada Santista e o Santos FC em Brasília. No Conselho, sua voz sempre foi muito ouvida. Fica a saudade!

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Também lamentamos o falecimento de Reinaldo Nogueira Moreira, o Chacrinha da Padaria Santista e fundador da Torcida Jovem do Santos. Uma figura alegre e sempre receptiva.

Saiu

Indicado por Renato Duprat e vindo a peso de ouro pro Departamento Jurídico do Santos, Rodrigo Gama Monteiro, pediu demissão e retornou ao Atlético-PR, deixando o Jurídico do clube sem comando.

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Passagem marcante

O sempre polêmico conselheiro Marcio Rosas lembra que a passagem de Monteiro é marcante e vai além do apadrinhamento de Renato Duprat. Foi na sua gestão no Jurídico que Carlos Sanchez jogou suspenso na Libertadores e o Santos foi eliminado da competição. Rosas lembra também que Monteiro é o pai da vinda do supervisor financeiro, o engenheiro elétrico Fernando Volpato, ao clube. “Deveria levar na bagagem”, comentou.

Volta?

A quem diga que o próximo gerente jurídico do Santos será Daniel Bykoff, antecessor de Monteiro e conselheiro eleito do clube, como coordenador da Chapa de Peres. Bykoff foi afastado em virtude da contratação do zagueiro Porozo, pois desenvolveu contrato em que cedia parte do jogador à empresa Saga Talent, que já teve Lica (então gerente de base do Santos de Peres) como sócio.

CAFE

Volta 2

Porém, tomadores de café da Cidade garante que o Departamento Jurídico do Peixe terá outro retorno. Trata-se de José Ricardo Tremura, ex-juiz e gerente jurídico em toda gestão Modesto Roma e no início da de Peres.  Ele foi visto tomando café com o gestor intocável Pedro Dória Mesquita em badalada padaria da Cidade.

Certeza

A única certeza é que o novo gerente jurídico terá a benção do empresário Renato Duprat, ex-conselheiro do clube e articulador da compra de Leandro Damião pelo Santos na gestão Odílio Rodrigues, aclamada como pior contratação da história, não pelo aspecto técnico, mas pelo dinheiro investido.

A conferir.

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