Não volta

Aos amigos mais próximos, Renato diz que não volta. Tem considerado difícil fazer o elo entre diretoria e time, uma vez que Peres promete tudo, e entrega muito pouco. Também tem evitado os jornalistas.

Para, para, para 

O primeiro jogo da Copa do Brasil com o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, ficou marcado por uma foto do “Menino de Ouro” do Comitê de Gestão, Pedro Doria Mesquita, e o apresentador João Kléber, conhecido pelos famosos Testes de Fidelidade na TV. Há quem diga que Doria procurou Kléber para ver a “fidelidade” de Peres com ele e teria ficado decepcionado.

Dana, dinho

Causou espanto a fala do especialista da Rede Globo, Samy Dana, aprovando as contas de 2018 do Santos FC. Um influente conselheiro do grupo de Peres, em anonimato, disse à coluna que o parecer de Dana foi um pedido especial de Peres à Globo, como boa vontade, após ele assinar com a empresa no ano passado, com um valor inferior ao pago a outros clubes, e após Modesto Roma, seu antecessor, tem entrado em rota de atrito com a empresa do Plim-Plim e assinado com a Turner, na TV Fechada.

Reprovação

No último dia 14, os conselheiros do Santos reprovaram mais uma vez as contas de 2018 da Gestão Peres. Ele apresentou sua defesa e o Conselho Fiscal delineou ainda mais seu relatório e explicou que a reprovação se deu por três motivos: Gestão Temerária qualificada pela Lei do Profut, apropriação indébita de impostos e descumprimento do orçamento. Os outros eram apenas ressalvas (entre elas o uso indevido do cartão de crédito corporativo do clube).

Din-din do Rodrygo

Para a gestão temerária, a defesa de Peres foi que ele não pode contabilizar a primeira parcela da venda de Rodrygo (em função de leis que definem a apresentação contábeis dos clubes de futebol) e por isso deu prejuízo superior a 20% da receita do exercício anterior. Mas se há leis que regem tudo isso, Peres, que só no Santos trabalha há 12 anos e possui ou possuía empresas no ramo do futebol não sabia?

E a suplementação?

Quanto ao orçamento, a defesa apontou que o mesmo era o de 2017, uma vez que o orçamento para 2018 não foi aprovado no Conselho. Mas, o estatuto do Santos permite que a gestão peça suplementação orçamentária, o que não foi feito.

Modesto também fez

Quanto a apropriação indébita, a defesa foi que Modesto Roma também fez. Cubro o Santos desde os anos 90 e não lembro de nenhum presidente que não tenha feito apropriação indébita. E, se é crime previsto no Código Penal, que todos vão pra cadeia. O crime de um não justifica o do outro.

Reprovação mantida

Com esses argumentos frágeis era óbvio que não iam convencer ninguém. Foram 7 conselheiros que votaram com Peres e 9 abstenções. O restante, quase 300 conselheiros, pediram a reprovação das contas.

Igrejinha aumentou

Se na primeira reunião que as contas de 2018 foram votadas, Peres teve apenas um voto, na segunda aumentou para sete fiéis: Luiz Louzada, Nilton Ramalho, André Curvo, Fernando Turiani Fernandes, Michel Mendes da Silva, Gerson Lima Duarte e Toninho Gonçalves (Este último eleito pela Chapa de Modesto Roma e presidente do Conselho Fiscal de 2015 a 2017). Se abstiveram nove conselheiros, entre eles dois ex-membros do Comitê de Gestão (José Carlos de Oliveira e Andres Rueda) e um ex-funcionário que responde a inquérito na CIS (Silvio Novelli).

Ausência sentida

Única conselheira a votar a favor de Peres na reunião de 15 de abril, na primeira votação das contas do exercício de 2018, Neli de Faria, faltou na reunião de 14 de maio e não pode referendar mais uma vez sua lealdade quase canina ao presidente do Santos. Vale lembrar que em 2014, Neli foi o primeiro nome na lista de conselheiros da chapa encabeçada por Peres. Antes mesmo do nome dele.

corporativo
Zé Corporativinho

Devido aos gastos indevidos no cartão de crédito do clube, com compras de sapatos e roupas femininas, além de jantar no Empório Diniz, loja de laticínios que não serve refeições em um shopping paulistano, foi criado um mascote para José Carlos Peres chamado de Zé Corporativinho que faz muito sucesso no whatsapp.
Fúria de Rueda

O conselheiro Murilo Amado Barletta, presidente da Comissão Temporária do Conselho para o Futebol de Base e Futebol Feminino, tomou uma invertida de Andres Rueda na reunião do dia 14. Ao falar no púlpito sobre o trabalho da Comissão e defender o trabalho da Base de Peres, Rueda perguntou se o filho de Barletta, Rafael, teria sido contratado para trabalhar na Base do Santos dias depois de formada a comissão no Conselho. Barletta disse que sim e tentou justificar, mas se perdeu. Teve que ser ajudado pelo presidente Marcelo Teixeira, e pelos conselheiros Esmeraldo Tarquínio e Décio Clemente, que enalteceram os serviços e a idoneidade da família Barletta no clube.

Segunda vítima?

Um atento observador político do Santos afirma que Barletta foi a segunda vítima da fúria de Rueda no Conselho esse ano. Perguntado pela coluna qual foi a primeira, esse observador disse que não poderia responder, mas soube pelo whatsapp. Eu não entendi e você, caro leitor?

A conferir.