A demissão está no ar
Passada a Assembleia Geral que decidiu pela manutenção de José Carlos Peres na presidência do Santos, chegou a hora de acertar as contas com os desafetos e inimigos que lutaram pelo impeachment do dirigente. O clima de tensão domina todos os ambientes na Vila Belmiro.
Em breve
Em pouco tempo devem ocorrer por volta de 32 demissões em todos os setores do clube. Um questão é certa. Dificilmente, quem tem alguma ligação com o vice-presidente Orlando Rollo vai comer panetone na Vila Belmiro. A primeira lista terá 15 nomes e a segunda, 17. 

De novo?
Nem acabou a Assembleia Geral e já existe gente querendo apresentar outros pedidos de impeachment no Conselho Deliberativo do Santos. Um influente santista  garantiu que existem bases para isso, mas crê que essa ideia não prospere.

Segundo turno
Diante do elevado número de adeptos de Modesto Roma  na apuração da Assembleia Geral teve gente que pensou que se  tratava do segundo turno das eleições no Santos FC.

Vestido para guerra
O que destoou do clima de paz durante a Assembleia Geral foi o colete à prova de balas usado pelo presidente Peres durante todo o dia. Dizendo ter sido ameaçado, Peres estava há uma semana com a proteção e, inclusive, o mostrou para a imprensa.

Dedo na cara
Um dos momentos mais tensos do dia foi quando a filha do presidente, Daniela Rocco Peres, no meio da votação, foi em direção ao presidente da Assembleia e do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, e com o dedo em riste em direção ao rosto do dirigente e aos berros disse: “Você vai se arrepender do que está fazendo com meu pai”. Teixeira acalmou a filha de Peres e manteve a calma.
Treta na Secretaria Social

Tensão

Outro momento de tensão ocorreu na Secretaria Social do clube. O conselheiro efetivo, José Geraldo Gomes Barbosa, tio do prefeito de Santos  e organizador do Movimento Cidade X Peres, foi ao local comprovar que seu filho de nome quase idêntico, mas com Júnior no fim, estava em dia e apto a votar. Com duas camisas da campanha pró-impeachment na mão, o conselheiro foi atacado e ofendido por um atendente da secretaria. Após bate-boca, tudo foi resolvido e Júnior pôde votar.

Sem renúncia
Após o resultado, com a derrota dos dois pedidos de impedimento, o vice Orlando Rollo avisou que não vai renunciar ao cargo que ele foi eleito. Mas, não deve criar problemas para Peres seguir com a gestão, após a carta branca obtida pelo presidente na Assembleia Geral.

Meu “Empresário Favorito”
Chamou a atenção da coluna a presença do empresário Cidão do Sindicato, tido por muitos como “o empresário de estimação de Peres”, na contagem dos votos da assembleia. Fora os membros da mesa, funcionários do clube e o conselheiro Marcelo Teixeira Filho, filho do presidente do Conselho, Cidão foi a única figura a colocar as mãos sobre as cédulas para contagem, o que gerou a revolta de conselheiros que mantiveram contato com a coluna.

Vai insistir
O primeiro ato de Peres pós-assembleia foi encaminhar ao Conselho quatro novos membros do Comitê Gestor. De novo, vai insistir com Anilton Peirão, José Bruno Carbone e Matheus Rodrigues Del Corso, rejeitados na última reunião ordinária do Conselho. O acréscimo da lista é o conselheiro nato Paulo Schiff, ex-presidente do Conselho Deliberativo no triênio 2012-2014.

Não pode?
Nesse interim, surgiu ao debate o Artigo 107 do Regimento Interno do Santos FC, que proíbe uma propositura vetada pelo Conselho de ser reapreciada por seis meses. Começou a discussão da legalidade do ato de Peres. A conferir.

A conferir!