Nesta primeira parte da coluna, você vai saber detalhes da sessão ordinária do Conselho Deliberativo do Santos. A segunda parte será publicada às 15 horas.

Reprovação à vista

Nesta segunda-feira (15), acontece a Sessão Ordinária do Conselho Deliberativo que deve aprovar o parecer da Comissão Fiscal que pede a reprovação das contas de 2018. É o primeiro ano de mandato de Peres e pelo visto ele deixará uma herança não muito das boas. A dívida do clube aumentou demais. Segundo a Comissão Fiscal, Peres gastou R$ 77 milhões a mais do que arrecadou durante o ano. Os conselheiros estão indignados e devem referendar o que pede o Conselho Fiscal.

Tendência

Desde a formação do Conselho Fiscal, a partir do ano de 2012, todos os relatórios do órgão foram aprovados pelo Plenário do Conselho Deliberativo. Explica-se: até 2011, o Conselho Fiscal era uma Comissão do Conselho, hoje é um conselho independente.

Referendado

O relatório da empresa de auditoria independente contratada para dar parecer sobre as contas, Macso Legate Auditores Independentes, referenda à decisão do Conselho Fiscal. E vai além, aponta ressalva por não ter recebido documentos do clube e de empresas que com ele se relacionam como devedores ou credores.

Sexta guilhotina

Se aprovado o parecer do Conselho Fiscal, será a sexta vez em menos de um ano e meio de mandato que atos de gestão de Peres serão analisados pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS). Foram três pedidos de impeachment de Peres já finalizados (dois propostos por Alexandre Santos e Silva e um por Esmeraldo Tarquínio Neto, ex-presidente do Conselho) e dois atos de gestão (venda ilegal de cadeiras sociais do clube pelo ex-funcionário e conselheiro Silvio Novelli, investigação iniciada e proposta pelo próprio Peres e seu Comitê de Gestão, e erros na contratação e condução de auditoria, apontados pelo conselheiro José Macedo Reis). Estes dois últimos ainda tramitam na CIS.

Desrespeito

Peres nem esperou a decisão do Conselho Deliberativo e já publicou em um jornal da Cidade e no Estadão as contas do exercício sem o parecer do Conselho Fiscal, mostrando total desprezo pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo. A atitude revoltou conselheiros e deve ser cobrada da diretoria no encontro dessa segunda à noite. Por lei, Peres não é obrigado a publicar o parecer do Conselho Fiscal, mas tradicionalmente no clube sempre foi publicado.

estatuto

Seriedade

O relatório comprovou a seriedade e compromisso do presidente do Conselho Fiscal, Norberto Moreira da Silva (vice de Marcelo Teixeira no clube de 2000 a 2009). Mesmo contando com o filho e o neto trabalhando no clube (Norberto Domato – funcionário do setor de Esportes, e Patrick Moreira – Preparador Físico da Base), Moreira assina o documento de sua comissão que reprova a gestão de Peres sem temer pelo emprego dos seus descendentes. Compromisso que só quem já defendeu o Peixe dentro e fora de campo tem.

Não gostaram

O grupo Somos Todos Santos, que elegeu José Carlos Peres, foi pra cima de um de seus integrantes. Membro do Conselho Fiscal, André Ferreira de Abreu assinou o relatório reprovando a gestão de Peres. Abreu foi acusado de traidor, mesmo após ponderar que é controller de grandes empresas e que não pode discordar de números. Perdeu o posto de referência quando o assunto é contas no grupo de Peres.

Tamanho do buraco

O balanço patrimonial aponta um déficit do exercício de R$ 77, 3 milhões. Isso significa que Peres gastou esse valor além de tudo o que arrecadou no ano de 2018. Vale lembrar que dívidas de gestão passadas não entram nessa conta. O total do passivo descoberto do clube aumentou de R$ 224. 457.000,00 para R$ 301.843.000,00. O capital de giro negativo aumentou de R$ 154 milhões para R$ 224,8 milhões.

Esqueceu?

A reunião desta segunda (15) tem assuntos gerais. Diante de rombo financeiro no clube, conselheiros vão perguntar por que Peres não orientou o escritório de Advocacia que sugeriu para fazer as alterações no Estatuto do Santos a emenda que responsabiliza o presidente pelo aumento da dívida que ocorrer em sua gestão. Peres fez a promessa quando era candidato ao Blog do Perrone. Leia no link https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2017/10/no-santos-candidato-propoe-que-cartola-pague-do-bolso-aumento-de-divida/ . O tal mecanismo que ele cita na entrevista não foi inserido pelos advogados que ele indicou para fazer a mudança estatutária. Deve ter se esquecido!

Orçamento para quê?

Peres e seu grupo reprovaram a proposta estatutária apresentada pela gestão de Modesto Roma em reunião do Conselho no fim de 2017, ficando para 2018 o mesmo orçamento aprovado para 2017. Agora paga a conta desse voto equivocado. O Conselho Fiscal apontou também a realização de custos no exercício da ordem de R$ 189,267 milhões, superando o orçamento que previa R$ 146, 553 milhões de custos e que o mesmo não contou com nenhuma proposta de suplementação orçamentária da gestão ao Conselho do clube, descumprindo os Artigos 64 (em sua letra J Item IV) e 82 do Estatuto do Santos, que obriga que a gestão peça ao Conselho essa suplementação. O Santos gastou 59,20% a mais do que se propôs em orçamento para 2018. Se aprovado fosse a proposta orçamentária da gestão de Roma, Peres poderia ter passado sem essa.

Profut pro saco

O Santos pode perder o refinanciamento obtido no Profut. Foram apontados descumprimentos à Lei 13.155 que instituiu este programa de benefícios fiscais do Governo Federal, que o Santos aderiu. Esse descumprimento, independentemente das contas forem ou não aprovadas pelo Conselho, pode levar à saída do Santos do Profut o que elevaria a dívida de curto prazo, uma vez que o Governo Federal poderá pedir o pagamento integral dos valores devidos sem parcelamento. A gestão de Peres descumpriu o Artigo 4 da referida lei que diz em seu Parágrafo Quinto que o déficit dos clubes deveria ser até 10% da Receita Bruta apurada no ano anterior. Já no Parágrafo Sexto do Artigo 25, onde elenca os atos de gestão temerária e responsabilização dos dirigentes, proíbe que o déficit do clube seja 20% superior a Receita Bruta. O Santos atingiu 26,96% com o déficit de R$ 77, 3 milhões.

Consequências

O descumprimento a Lei do Profut pode acarretar ações por parte do governo em relação ao clube (retirada do Santos da APfut e cobrança do total do crédito devido) e ações penais contra os membros do Comitê Gestor. Peres é membro da Agência que controla o Profut em vaga que herdou de Modesto Roma.

Apropriação indébita

A gestão de Peres fechou 2018 devendo R$ 14,066 milhões de impostos retidos na fonte. A propalada apropriação indébita de acordo com o Conselho Fiscal. Vale destacar que Peres usou de desculpas para assinar o contrato para TV Aberta e Pay-Per-View com a Globo a existência de R$ 12,93 milhões de impostos retidos em fonte da gestão anterior, de Modesto Roma. “Quase fui preso por causa disso”, disse o presidente em reunião do Conselho ano passado e repetidas vezes na mídia. O parecer destaca que, já ao longo de 2019, a gestão já abateu boa parte desses valores, mas restam ainda R$ 4,05 milhões descobertos.

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Pagou com Felipe Anderson

Em setembro de 2017, ainda na gestão Modesto Roma, o Santos fechou um acordo com a Doyen, encerrando a disputa jurídica envolvendo valores de direitos de Leandro Damião, Gabigol, Daniel Guedes, Geuvânio e Felipe Anderson negociados na gestão de Odílio Rodrigues. O pagamento da segunda parcela deste acordo venceu em 30 de setembro de 2018. Para quitar parte do débito de 5 milhões de Euros, o Santos FC repassou à Doyen o direito que o Santos tem a receber da Lazio de 20% da negociação do atleta com o West Ham, o que é proibido pelo regulamento geral da FIFA. Empresas não podem mais ter direitos sobre atletas, apenas clubes.

Poderia liquidar, mas não fez

O Conselho Fiscal ainda lembrou que no período de quitação da parcela da Doyen o Santos recebeu parte da venda de Rodrygo para o Real Madrid, mas mesmo assim preferiu seguir com a dívida parcela ao invés de liquidar essa pendência antecipadamente com desconto.

Empresários

Crítico de primeira hora das comissões pagas a agentes de atletas, principalmente nas renovações de vínculo, Peres deve ter mudado de opinião. Sua gestão pagou comissão de intermediação a atletas em renovação, descumprindo inclusive recomendação do Conselho Fiscal. No total, foram pagos R$ 4,829 milhões em intermediações de atletas e técnicos, a saber: Cuca (treinador) – R$ 595 mil; Derlis Gonzales- R$ 411,4 mil; Carlos Sánches- R$ 504,90 mil; Bryan Ruiz- R$ 1.021, 768 milhão; Eduardo Sasha – R$ 1.630 milhão e Dodô- R$ 120 mil. E ainda as comissões pagas em renovações de atletas: Yuri Lima – R$ 70 mil; Diogo Vitor- R$ 120 mil; Vitor Ferraz – R$ 202,824 mil e Guilherme Nunes – R$ 153,500 mil.

Demitiu?  Trocou e aumentou?

Peres promoveu várias demissões no Santos, alegando adequação do clube à realidade de seu caixa. Chegou, inclusive, a declarar que o Santos é o RH da Cidade: “Uma teta gostosa com fila para dar emprego”. Veja vídeo de Peres dizendo isso aqui https://www.facebook.com/provinciacontraperes/videos/1824496810939198/. Só que, ao contrário do que dizia o discurso de Peres, o relatório do Conselho Fiscal trouxe à tona que aumentaram os colaboradores do Santos FC de 2017 para 2018, ao invés de reduzir. Somando os contratados em regime CLT e por PJ, o total de funcionários aumenta em 16 pessoas. Em 2017, o clube funcionava com 448 funcionários a um custo mensal de R$ 7,204 milhões. No fim de 2018, o Santos tinha, entre contratados CLT e PJs, 464 colaboradores, gerando uma despesa mensal de R$ 7,85 milhões. Os números mostram que Peres aumentou o quadro de funcionários do Santos, ao invés do que prega em discurso. Fez o de sempre, demitiu os inimigos e contratou os aliados, e aumentou o quadro do clube.

Justiça

A gestão de Peres demitiu muita gente em 2018 e 2019 e não está pagando os direitos trabalhistas, mandando todos os funcionários irem buscar reparação na Justiça, encarecendo ainda mais as custas dessas operações no clube. Afinal, a derrota é certa, tendo o Santos que arcar as custas processuais e os honorários advocatícios.

Demitiu

A situação na Justiça do Trabalho preocupa, uma vez que Peres ainda demitiu, nessa semana, o conselheiro Marcelo Pagliuso, seu ex-aliado de primeira hora e advogado trabalhista que estava representando o Santos junto a este tribunal específico.

Desobedeceu Godoi

O Conselho Fiscal apontou ainda a contratação de diversas empresas para prestar serviços no Santos. À época da formalização desta contratação, o CF orientou à Gestão que as mesmas fossem embasadas em parecer apresentado por Peres, do ex-juiz do Trabalho, Luiz Carlos Gomes Godoi, professor da Universidade Santa Cecília (de propriedade do presidente do Conselho do clube, Marcelo Teixeira). Este documento indica cuidados nesse tipo de contratação como a relação comprovada do funcionário com a empresa prestadora do serviço, ter no objeto social do contrato da prestadora o escopo do serviço ao qual ela presta no Santos, constituição da empresa antes da mesma prestar serviços ao Santos e detalhamento das funções exercidas em contrato. Essas orientações do parecer não estão sendo seguidas.

Gerente de si mesmo

O Conselho Fiscal ainda aponta claro conflito de interesses no contrato da Blini Sports Ltda, empresa de Allan Wagner Siqueira da Silva, relativo à Gerência de Franquias das Escolas Meninos da Vila, firmado em fevereiro. A mesma empresa era franqueada do clube no setor. Ou seja, Peres contratou um franqueado para fiscalizar para o clube todas as franquias, inclusive a franquia dele próprio. A empresa deixou de ser franqueada apenas no fim de março, ou seja, o conflito de interesses durou um mês.

Farra

O mau uso do cartão corporativo por parte do clube foi apontado no relatório. Somente Peres e dois funcionários administrativos têm acesso aos cartões de crédito do Santos. O Conselho Fiscal apontou compra de celulares, itens da Lacoste em lojas de aeroportos, compras de artigos de vestuários femininos, supermercados e farmácias com valores altos. Foi pedido explicações ao Comitê de Gestão que não encaminhou ao Conselho.

Prejuízo

O Santos fez dois amistosos no México durante a parada da Copa do Mundo em 2018 e o Conselho Fiscal apontou prejuízos ao Santos nos dois compromissos.

E o jogo na Vila?

No amistoso com o Monterrey, o CF aponta a ida de três pessoas além do acordado com o clube mexicano (que pagou mesmo assim os custos excedentes). Aponta também uma carta de intenção do Monterrey em vir jogar um amistoso com o Santos que deveria ocorrer no dia 26 de janeiro de 2019 e não foi realizado. Este às custas do Santos FC. Vale lembrar que o Peixe não ganhou nada do amistoso, apenas esse compromisso já vencido e não cumprido.

US$ 25 mil voando

Já na partida com o Queretano, o Santos deveria ter embolsado 100 mil dólares, mas o clube mexicano ainda deve 25 mil ao Peixe, valores ainda em aberto.

Pagou para estar na Base?

O Conselho Fiscal apontou que o Santos recebeu R$ 90 mil do cônsul da França e empresário de atletas, Nadir Bosch, a título de doação para a viagem da equipe Sub-17 que disputou torneio na Espanha em 2018. A prática não é recomendada pelo CF já que Bosch gerencia carreira de atletas. Curiosamente um deles, o francês de 19 anos, Júnior Kingue, esteve na Base do Santos no período, como pode ser comprovado no link https://www.terra.com.br/esportes/lance/santos-recebeu-r-90-mil-de-agente-para-poder-disputar-mundial-sub-17,b1b31bfd0016854d1422145ce184613b8jt5ezf8.html

Eu acredito em você!

A gestão de Peres, segundo o CF, não contratou nenhuma auditoria nos contratos de licenciamento de produtos, o que acontecia anteriormente, uma vez que o Santos tem direito a percentagens nas vendas. Ou seja, o clube não está fiscalizando as vendas de produtos de sua marca e confiando nos parceiros na hora de receber os royaltes. Vai confiar assim no parceiro lá na China.

Antecipação da farra

O Santos antecipou valores de recebíveis junto à Federação Paulista (R$ 9,3 milhões) e CBF (R$2,6 milhões) das cotas de TV, o que é autorizado pelo Estatuto, pois são cotas de 2019 e 2020, ainda na gestão de Peres.

Rasgou o estatuto

Em seu primeiro ano, Peres respondeu a três pedidos de impeachment por descumprir regras estatutárias. O CF aponta mais um descumprimento aos Artigos 77 e 108 que obrigam a gestão a fazer um organograma do clube que deve receber parecer da Comissão do Estatuto e ser aprovado em plenário, o que ainda não foi feito após quase metade da gestão.

Para o saco?

Pelo instagram, o CEO da Bolton, Roberto Diomedi, deu parabéns ao Santos FC pelos 107 anos completados neste domingo e ameaça nem começar a obra da nova Vila Belmiro, que levou o presidente Peres à China e aos Emirados Árabes no último mês. Uma ameaça na cara dura. Leiam a seguir o post: “A raça humana é realmente incrível, quanto mais você tenta fazer coisas, mais há alguém que procura encontrar algo obscuro. Por que tem que haver necessariamente algo errado, algo negativo? Mesmo se você colocar todo o esforço possível, sem pedir nada a ninguém? Quando assinamos o primeiro acordo com o presidente Perez ficamos todos comovidos e convencidos de que havíamos começado algo grande, que ia além do simples negócio, porque também nos sentíamos como parte da família. Agora percebemos que, como em todas as famílias, há alguém tentando prejudicar o bom que os outros fazem. Provavelmente somos um incômodo para alguém, provavelmente alguns jornalistas preferem outras pessoas, outros investidores em nosso lugar, um grupo árabe liderado por um italiano talvez não é bastante para eles. Simplesmente fazemos o nosso trabalho com muito empenho e paixão, sempre com o maior profissionalismo, essas são as qualidades que todos nos reconhecem, a mesma paixão que encontramos no santistas. Agora a questão é simples e merece uma resposta simples e sincera: Os santistas querem essa parceria ou não? Eles querem que, finalmente, alguém se interesse em realizar o sonho da nova arena? Se isso for verdade, então por que os jornalistas, que deveriam ser profissionais, que deveriam fazer o seu trabalho honestamente, não querem nos dar pelo menos a oportunidade de apresentar as nossas ideias? Por que eles nos julgam sem nos conhecer? Se esta é a maneira de nos receber, talvez seja melhor pensar sobre isso antes de fazer esse casamento. Contudo eu teria esperado uma recepção diferente . O Santos é a história do futebol mundial, uma história que existia antes de nós e que vai continuar com ou sem nos para dezenas e centenas de anos mais, assim como sempre existirão em todo mundo santistas apaixonados. Então, independentemente de tudo, eu parabenizo a todos e desejo o melhor para esta celebração, com a esperança de fazer parte da família, se não for como investidor, pelo menos como um simples fã apaixonado. #Peixe, #santos, #santosfc#robertodiomedi #boltonholding#bfclcoin #globoesporte #santaportal”

Comemorando

A ameaça de Diomedi foi comemorada por conselheiros e associados temerosos com tantas confusões judiciais envolvendo a empresa, como retratou reportagem do jornalista Leonardo Lourenço no Globo.com que pode ser conferida no link https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/bolton-santos-piramide-financeira-fraude-vila-belmiro.ghtml que mostra que o Diretor da Bolton na América do Sul, o executivo italiano Stefano Cionini é acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais de integrar um esquema de pirâmide financeira no Brasil. A empresa negocia com o Santos um investimento de US$ 60 milhões (cerca de R$ 235 milhões) para a reforma da Vila Belmiro e a construção de um novo centro de treinamentos.

Explicações

Conselheiros vão pedir  nos assuntos gerais na reunião desta segunda (15), que Peres não aceite a ameaça de Diomedi e rasgue a carta de intenção assinada.

A conferir.