Na Coluna desta semana, você vai ficar sabendo detalhes do relatório de contas do primeiro trimestre de 2019. A gastança não parou.
macaco2
Gestão o quê?
O relatório das contas do primeiro trimestre de 2019 do Santos Futebol Clube assustou até os conselheiros que insistem em defender a administração José Carlos Peres. Os números são cada vez mais preocupantes e o clube caminha para uma situação irreversível. Até os coleguinhas da imprensa amiga começam a ter dificuldade em elogiar o comando de Peres. Tudo isso contrasta com a fase do time dentro de campo, onde lidera o Brasileirão, com cinco pontos de vantagem sobre o Palmeiras.
Déficit
O Santos acumulou R$ 6 milhões por mês de déficit nos primeiros 90 dias do ano, a bagatela de R$ 18 milhões.
Dívida
A dívida de longo prazo do Peixe cresceu R$ 25 milhões no primeiro trimestre de 2019.
Sem limite
A gastança com o dinheiro do clube não tem limite. Os jogos realizados fora da Vila Belmiro, quando o estádio santista estava em reforma, provocaram despesas de R$ 4 milhões aos cofres do Alvinegro.
Endividamento
No trimestre, o endividamento já é de mais de 10% em relação ao ano de 2018. O Profut, a partir de 2019, permite que esse índice seja no máximo 5%.
Empréstimos
A diretoria fez quatro empréstimos que totalizaram R$ 581 mil para o Departamento chamado “soluções”.
Estranho
Certo que o o Departamento de Marketing é conhecido mais pelas ações que ninguém conhece e que são um sucesso, mas como explicar que os cardeais do Comitê de Gestão gastam mais por mês do que o Marketing. O CG torra R$ 683 mil e os marketeiros, R$ 665 mil.
Criminal
Causou estranheza também a contratação de um escritório de um advogado criminalista por um ano, por precaução, de acordo com a diretoria, para os cardeais do Comitê de Gestão se defenderem de ofensas e ataques desferidos a eles nas redes sociais. Outro absurdo. Os integrantes do Comitê de Gestão quando sentirem-se ofendidos devem eles próprios buscar a reparação na Justiça, não o clube.
Outro caso
Um conselheiro do clube está sendo processado por uma funcionária do Alvinegro e quem está fazendo o acompanhamento dela são advogados pagos pelo Santos FC. Alguma coisa bem estranha.

Farra das intermediações

O clube pagou R$ 4,7 milhões em intermediações na contratação dos jogadores. Alguns casos merecem destaque como o de Soteldo. Foram pagos R$ 1,5 milhão na negociação apenas para a empresa. No caso de Sampaoli, foram R$ 1,358 milhão.
jean
Vai devolver?
O meia Jean Lucas, que ficou no Santos de fevereiro a junho, emprestado pelo Flamengo, vendido ao Lyon, da França, gerou o pagamento de R$ 120 mil de intermediação. O jogador foi negociado pelo Rubro-Negro, o Peixe não recebeu nenhum tostão. O valor será devolvido?
jeep.jpg
Jeepão de Guerra
A farra com o dinheiro do Santos não tem fim. O clube alugou oito veículos da marca Jeeep. Esses carros substituíram os Volvos, cedidos em comodato ao clube. Passeiam por aí, por exemplo, três Jeep Compass dirigidos por José Carlos Peres; Derliz Gonzalez e Bryan Ruiz, isso mesmo, Bryan Ruiz, um jogador que nem vem sendo utilizado no time principal. Outra aberração é o clube pagar pelo aluguel do carro dirigido por Gonzalez. Cada um sai por R$ 5,6 mil por mês. Já Fernando Volpato e Marcelo Frazão guiam cada um um Jeep Renegade. O Peixe paga R$ 2,1 mil por mês por veículo. Volpato e Frazão são funcionário remunerados.
Atenção!
O interesse do Santos FC em Ribéry, Rodriguinho e Balotelli e novidades sobre o Retrofit servem apenas para encobrir a tentativa de aprovar o novo estatuto social do clube e atropelar o Conselho Deliberativo.
Muros do CT
Os conselheiros Toninho Teixeira e Mariza Brígido Mendes apresentaram requerimento pedindo a restauração das pinturas do muro do CT Rei Pelé, que homenageiam
ídolos santistas. Parece que a obra vai sair logo.
corporativo
Cartões corporativos
De janeiro a março deste ano, o cartão corporativo do clube registrou gastos de uso pessoal. Ao contrário da outra vez, agora ainda não houve reembolso.
Folha de pagamento
De março de 2018 para março de 2019, a folha de pagamento do Peixe simplesmente dobrou. Ano passado o Peixe tinha 263 funcionários administrativos e operacionais (gasto de R$ 1,881 milhão); 102 profissionalizados na Base/sub-23 e feminino (R$ 739 mil) e 37 no elenco profissional (R$ 4.048 milhões). Total de R$ 6,664 milhões.
Folha de pagamento 2
Este ano são 293 administrativos (R$ 3,648 milhões); 96 profissionalizados (R$ 820 mil) e 47 profissionais (R$ 7,693 milhões). Total de R$ 12,163 milhões.
A conferir.