A diferença entre uma empresa e um clube de futebol

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O presidente do Santos Modesto Roma Júnior esteve na noite de quinta-feira, dia 25, na reunião do Conselho Deliberativo do Clube para explicar as contas do Alvinegro no primeiro trimestre deste ano. O Blog Santos Em Off conversou com conselheiros para saber como Roma justificou os apontamentos do relatório, que mostrou descumprimento a outras peças como o orçamento do clube.
Na reunião, Roma destacou a diferença entre uma empresa e um clube de futebol, principalmente na questão financeira. O presidente reiterou que se trata de uma gestão dinâmica dependente de oportunidades e do desempenho do clube, como aconteceu em 2016, ou seja, projeções para o futuro são muito difíceis. Como o orçamento para o ano seguinte é finalizado em outubro, fica impossível projetar, por exemplo, uma vaga na Libertadores  ou mesmo o título brasileiro. Com isso garantido, o planejamento e os gastos são diferentes, maiores.
Aí, apesar da euforia, algumas dúvidas tornam-se recorrentes: vender um atleta do elenco ou administrar um futuro problema financeiro, mas continuar com um elenco forte e entrosado para os compromissos do ano seguinte. Apesar do risco, a atitude tomada agradou sócios, torcedores e trouxe novos patrocinadores. Roma justificou lembrando que o Santos é o único dos quase 50 clubes que disputam a Libertadores que ainda está invicto. Ou seja, a opção pela bola ao invés do equilíbrio financeiro tem se mostrado, por hora, acertada. Afinal há um aumento de divida, mas existe uma clara opção por reforço de elenco com o advento de atletas como Bruno Henrique, Vladimir Hernandez, Leandro Donizete e Cleber.
Segundo um especialista em contabilidade esportiva consultado pelo blog, a venda de um atleta de nome, que já está dentro do orçamento de 2017, que pode ocorrer na janela internacional aberta agora, as finanças do clube passarão a ser superavitárias, mostrando assim que mesmo que o Santos apresente um resultado negativo no primeiro trimestre isso não é garantia que o restante do ano será ruim. Assim, não dá pra sacramentar o equilíbrio financeiro de um exercício apenas em seu primeiro trimestre.

Queridinho da mídia, Alberto Mourão tem uma greve de servidores pela frente

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Fotos: Sindicatos dos Servidores

Queridinho da mídia bajuladora que se abastece de anúncios institucionais, o prefeito Alberto Mourão (PSDB) não vai passar ileso e tem uma greve de servidores municipais pela frente. Os trabalhadores de Praia Grande aprovaram na noite desta quinta-feira, dia 25 de maio, uma paralisação por tempo indeterminado. A assembleia aconteceu na sede da Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A categoria tem 11 mil funcionários na sua base. Os braços cruzados começam no dia 31 deste mês. Mourão vai enfrentar o que seus amigos tucanos Paulo Alexandre Barbosa e Ademário de Oliveira já tiveram neste mandato e todo desgaste que isso provoca.

A pauta dos trabalhadores contém 19 itens. Dentre eles, 15% de reajuste salarial, aumento de 29,2% para o cartão alimentação, passando de R$ 240,00 para R$ 300,00, vale-transporte intermunicipal, plano de saúde da Prefeitura e plano de carreira.

A Prefeitura chegou a oferecer duas possibilidades de reajuste: a primeira, 4,02% com um bônus em dezembro de R$ 700,00. A segunda proposta foi de 6% de reajuste sem o bônus de R$ 700. Ambas rejeitadas pela categoria. Além dos índices de reajuste, a prefeitura propôs revalorização de 12,5% no cartão cesta básica, elevando o benefício de R$ 240 para R$ 270. Outra concessão foi o pagamento do vale-transporte intermunicipal que, hoje, é limitado ao deslocamento dentro da Cidade.

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Agora, os ânimos ficaram acirrados quando o Executivo de Praia Grande enviou Projeto de Lei de reajuste salarial à Câmara para votação em caráter de urgência. Com 17 votos favoráveis e apenas dois contrários, o Legislativo aprovou o índice de 6% de aumento. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Givanildo Berto da Silva, o Gil, lamentou e disse que sentiu desrespeitado, já que as negociações ainda não haviam terminado.
A Administração alegou que não pode atender aos servidores, pois a arrecadação municipal de janeiro a abril deste ano caiu 6%. Lembrou ainda que a folha de pagamento é responsável pela metade do Orçamento Municipal. A conferir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Professores do Estado de São Paulo vão às urnas nesta quinta-feira

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Professores da rede estadual vão às urnas na próxima quinta-feira, dia 25 de maio, das 8 às 21 horas, para escolha da diretoria, conselhos regional e estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. Concorrem três chapas (1,2 e 3).

É um dos maiores sindicatos do País e também da América Latina, em número de afiliados. São  300 mil trabalhadores na base (entre ativos e aposentados) e 190 mil associados.

Maria Isabel Noronha, a Bebel, pela Chapa 1; Antônio Carlos Silva, pela 2, e Moacyr Américo, pela 3, disputam a presidência da Apeoesp. Para o Conselho Estadual e Regional de Representantes, 65 professores disputam 20 vagas. Serão 23 urnas volantes e cinco fixas. A conferir.

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Sindicato dos Jornalistas protesta contra o Jornal A Tribuna de Santos nos 10 KM

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O constrangimento não poderia ter sido maior. Pela primeira vez, em 32 anos de existência, um sindicato de trabalhadores protestou em frente ao palanque de premiação da prova dos 10 KM, evento organizado pelo Jornal A Tribuna de Santos.

Foram mais de 1,5 mil panfletos distribuídos e o recado foi dado à população santista. A empresa não respeita os trabalhadores; nem o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, adota práticas antissindicais e rasga a Constituição Federal quando demite um diretor regional eleito pela categoria, que por coincidência é este blogueiro que escreve aqui.

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Faixas de protestos foram erguidas para que os amigos e puxa-sacos da família que comanda a centenária publicação santista tomassem conhecimento do que se passava ali. Não deu para dizer que não viram o protesto.  O que teve de sorriso amarelo,  cara de paisagem e gente correndo de um lado para outro para não contrariar o diretor da publicação foi uma enormidade.

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Como essa é a tal notícia que a mídia não publica, para o bem da informação, vamos fazer por aqui. Com a participação de representantes de alguns sindicatos da Baixada Santista, do Diálogo e Ação Petista, estudantes, Diretoria Executiva e diretoria regional, esse foi o primeiro dos protestos contra a empresa que serão realizados pela diretoria da Regional Santos, Baixada Santista e Vale do Ribeira do Sindicato dos Jornalistas.

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O prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa, todo pimpão, esteve lá, mesmo devendo desde setembro para o jornal. A fila é grande. É melhor ter quem deve alguma coisa por perto sempre. Foi convidado para tirar uma foto segurando uma faixa de protesto, mas recusou. Os deputados federais da região não apareceram em público. Defensores de Michel Temer e citados na Lava-Jato, o risco de uma sonora vaia era evidente.

A minha demissão foi provocada pela defesa constante dos jornalistas que trabalham para a família Santini. Denunciei e não aceitei qualquer acordo proposto pela empresa, que sempre visava prejudicar quem já ganha muito mal. Para citar alguns exemplos: criação de um Banco de Horas; redução de 20% nos salários dos jornalistas; mudança do Plano de Saúde para coparticipação, ou seja, toda vez que usasse pagava uma parte. Um plano que pode inviabilizar a vida financeira de um pai de família. O grande problema é colocar para administrar uma empresa de comunicação quem deveria cuidar de uma empresa de produção de salsichas.

Depois de muito assédio moral e perseguição, em menos de dois anos, a empresa decidiu me demitir novamente. Eu já havia passado por isso em julho de 2015, mas fui reintegrado pela Justiça do Trabalho. O processo está no TST. A briga só está começando. A conferir.

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Mais uma obra de Paulo Alexandre Barbosa: 65 trabalhadores demitidos

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Fotos: Reprodução

Neste domingo, dia 21, acontece a prova dos 10 KM na Cidade. Presença garantida nos eventos da mídia subserviente e bajuladora, que, por sinal,  não recebe pelos serviços prestados há algum tempo, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) estará cercado por puxa-sacos e interesseiros, e sempre tentando passar a imagem de administrador moderno. Atolado numa crise financeira sem precedentes, entre tapinhas nas costas e beijinhos no rosto, neste momento, o destino de 65 pais de família já estará traçado, ou seja, o olho da rua.

O Blog Santos Em Off obteve a informação que a empresa Andrade Barros Logística e Serviços Ltda, que presta serviços à Administração Municipal,  venceu licitação para locação de veículos leves, sem motoristas; de motocicletas, triciclos e quadriciclos, sem pilotos; e de veículos pesados, com operador, ambulância com motorista, para atender as unidades da Prefeitura pelo período de dois anos (Abril de 2016 a abril de 2018), abriu o bico. O valor da contrato é de R$ 34.741.979,28 (trinta e quatro milhões, setecentos e quarenta e um mil, novecentos e setenta e nove reais e vinte e oito centavos).

Apesar da alta cifra, a empresa com sede em Pernambuco ainda não recebeu, de acordo com a Prefeitura de Santos, nenhum centavo desse contrato, ou seja, são R$ 9.482.254,88 até agora. O resultado disso é que os donos da Andrade Barros bancaram todas as despesas dos equipamentos e de motoristas e operadores durante esse tempo. Como não viram a cor do dinheiro, os empresários decidiram suspender os serviços e demitir 65 trabalhadores. Todos estão de aviso prévio. Para continuar pagando , eles têm que receber. O clima é de terror na empresa.

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O Blog entrou em contato com a sede da empresa em Santos. O funcionário nem negou nem confirmou e disse que isso deveria ser perguntado à Prefeitura de Santos. Ele lembrou ainda que somente o dono em Recife poderia falar sobre esses problemas. Apesar de ficarem com os contatos telefônicos, a empresa preferiu o silêncio e não deu retorno.

O Blog Santos em Off mandou as seguintes perguntas para a assessoria de imprensa da Prefeitura de Santos:  qual é a dívida da Prefeitura de Santos com a empresa Andrade Barros Logística e Serviços LTDA (ABA)? quanto meses a Prefeitura não efetua o pagamento à empresa pelos serviços de locação de veículos e do trabalho dos motoristas? a Prefeitura tem conhecimento que a empresa está demitindo trabalhadores, pois não recebe da Administração Municipal?

A resposta da Prefeitura foi essa: “A dívida da Prefeitura de Santos com a empresa Andrade Barros Logística e Serviços LTDA (ABA) é de R$ 9.482.254,88, com início em abril de 2016.  A Secretaria de Gestão informa que economizará de 20 a 25% no pacote de redução de gastos com o transporte. O valor se refere aos veículos que já foram devolvidos nesta semana e os que serão devolvidos na próxima, entre outras medidas. Com respeito à demissão de funcionários, a Prefeitura solicita que seja contatada a empresa para os devidos esclarecimentos”.

Enquanto isso, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, que tem esses trabalhadores na sua base, aguarda informações sobre a dispensa e a presença dos demitidos para tomar alguma providência. A conferir