Conheça um pouco sobre o Krav Maga, defesa pessoal israelense

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Dentro de um ambiente, na sua maioria formado por homens, a instrutora Carolina Almeida, a Kakau, vem ganhando espaço e alunos em Santos ensinando Krav Maga, uma defesa pessoal criada nas ruas de Israel, na década de 40.

Kakau, explique um pouco o que é Krav Maga? Quando e onde surgiu?

O krav Maga surgiu na década de 40 em Israel. Seu único intuito é a prática da defesa pessoal, realizada por meio de técnicas simples, rápidas e muito eficientes, possibilitando um cidadão comum a se defender de pessoas mal-intencionadas. Krav Maga não é um sistema militar e, sim, uma arte marcial de defesa pessoal, muito utilizada pelas forças de segurança no mundo inteiro por sua tamanha eficiência.

 

 Há quantos anos se pratica essa modalidade no Brasil?

A escola Bukan se faz presente no Brasil por volta de uns 20 anos mais ou menos, porém não posso afirmar isto com muita precisão. No entanto essa arte é bem conhecida por nossa forças de segurança, como Marinha, Bope etc…Mas por ser uma arte marcial pouco divulgada, seus praticantes por sua vez, em grande maioria, são policiais e seguranças, então sua fama em ser militar. Mas não posso afirmar o tempo de prática não só aqui como qualquer outro país além do de origem.

Quem procura o Krav Maga hoje? Mais homens ou mulheres? Todas as idades?

Sua grande maioria são homens, no entanto, percebo que isso vem mudando. O público feminino vem crescendo e se interessando cada vez mais pela modalidade. O Krav Maga hoje se expande por todas as idades, uma vez que o mesmo só pode ser praticado de forma amena para o público infantil, a partir dos 6 aos 12 anos de idade, totalmente lúdico e sem nenhuma agressividade.

O que você acha que falta para a popularização dele no Brasil?

Divulgar de forma correta como uma arte de defesa pessoal, e mostrar ao público sua tamanha eficiência.

Num ambiente de violência sem limites no Brasil, o Krav Maga vem crescendo em número de alunos?

Sim, as pessoas vem buscando cada vez mais, novos meios de se defender em ambientes urbanos onde se encontram à mercê de pessoas mal-intencionadas.

Dá para ter uma noção de quantos praticantes no Brasil? No mundo?

Dentro da escola Bukan, ultrapassamos 30.000 alunos no mundo.

Depois de Israel, você sabe qual o país tem mais praticantes?

Não disponho de tal informação. Isso é muito abrangente.

Esta modalidade ainda é um terreno, na sua maioria, ocupado por homens. Como é ser uma instrutora de Krav Maga e existem muitas mulheres dando aula?

Em geral, o fato de ser uma mulher ministrando aulas, significa menos força e mais técnica, o que explica a quantidade de alunos homens que hoje se encontram treinando comigo. Acredito que ele visualizam a delicadeza e a suavidade nos meus movimentos. Visto que não é força e sim técnica. O Krav Maga me deu muitas coisas mas a maior delas é a confiança em mim. Sim, dentro da Bukan existem muitas mulheres instrutoras espalhada pelo mundo

Como se desenvolve essa modalidade em Santos?

Aulas são divididas em teorias e práticas corporais por meio de exercícios educativos os quais também trabalham o condicionamento físico.

Fale um pouco do Yaron Lichtenstein, quem é ele e qual a importância dentro do Krav Maga?

O Yaron foi aluno direto do criador do Krav Maga, Imi Lichtenfield,  o único a receber o diploma de nono dan e o título de grão mestre. É o único a continuar o trabalho do criador, ensinando e mantendo vivo o Krav Maga original, sem alterar uma vírgula ensinada por seu mestre. Ele ministras cursos no mundo inteiro, no intuito de passar diretamente para os novos alunos a verdadeira e única prática do Krav Maga.

Quais são os pilares do Krav Maga?

Seguimos as 15 regras do Krav Maga, sem elas não existe Krav Maga.

 

“Esta Reforma da Previdência pretende mesmo é consolidar a Senzala, fortalecendo a Casa Grande” , diz Sérgio Pardal

O advogado Sérgio Pardal Freudenthal, especialista em Direito Previdenciário, é voz destoante da grande mídia e “formadores de opinião” quando o tema é “Reforma da Previdência”.  Nesta entrevista, ele explica o que está por trás da iniciativa do Governo Temer e quais as consequências se ela for aprovada. Pardal garante que não existe déficit na Previdência e apresenta soluções. Além disso, não crê na aprovação na Câmara.

Pardal, existe muita desinformação e gente não entendendo essa Reforma da Previdência. Dá pra explicar?

Na realidade, a pretensão deste desgoverno atual é a extinção de nosso Seguro Social. As reformas sobre os benefícios, reduzindo bastante os direitos dos trabalhadores, já ocorreram, em 1998 e em 2003, inclusive igualando as condições dos servidores públicos. Em suma, pretendem acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição e aumentar as exigências para a aposentadoria por idade, além de apresentar um enorme “saco de maldades”, como o impedimento de recebimento de aposentadoria e pensão por morte.

Essa Reforma vai atingir mais os pobres ou os ricos também?

A extinção do Seguro Social afeta todo mundo, mas muito mais os mais pobres. A violência neoliberal, com a implantação do Estado Mínimo, atinge sempre os mais necessitados, os mais pobres.

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Se você pudesse apostar, acha que ela será aprovada ou não?

Eu acho difícil que seja aprovada a reforma proposta e mesmo o substitutivo da Câmara Federal, especialmente com a provável queda do golpista Temer. De qualquer forma é muito necessária a mobilização dos movimentos sindical e populares, levando esclarecimentos e organizando a resistência.

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O que existe por trás dessa Reforma? Interesse financeiro de quem?

O único interesse é do capital financeiro internacional. A clara pretensão é a privatização de nossa previdência, com a distribuição de lucros pelos bancos e financeiras.

Existe déficit na Previdência?

Não passa de uma grande mentira. A nossa Previdência Social é superavitária, e a sua garantia são as folhas de pagamento, salários e remunerações. A Saúde e a Assistência Social, que integram a Seguridade Social, são obrigações da União, sem depender das contribuições previdenciárias. Assim, o crescimento social e a redução do desemprego são as necessidades para o custeio do Seguro Social.

Se o governo precisa de dinheiro quais são as alternativas viáveis para arrecadar mais?

Se alguma reforma constitucional fosse necessária para a Previdência Social, seria com foco no custeio. Por exemplo com impedimento constitucional às desonerações de folhas de pagamento, com a proibição de isenções como as que gozam as filantrópicas e igrejas, e com drásticas punições constitucionais às empresas devedoras.

Esta Reforma pretende acabar com a Senzala e fortalecer a Casa Grande?

Esta reforma pretende mesmo é consolidar a Senzala, fortalecendo a Casa Grande. As reformas trabalhista e da Previdência Social representam a desvalorização de nossa mão de obra (escravidão), vendendo mais barato o trabalho dos brasileiros e aumentando consideravelmente a miséria.

A conferir.

Processada pelo Banco do Brasil por falta de pagamento, Prefeitura quer levar secretarias para prédio dos Santini

 

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A história quando surgiu já pareceu estranha, beirando o cinismo, tão rotineiro nos dias de hoje. Será que isso seria possível? Muita cara de pau? imoral ou ilegal? Mas como vivemos de Jornalismo e é o que pretendemos fazer aqui, vamos aos fatos.

A Prefeitura de Santos tem desde 2002, o empréstimo gratuito dos terceiro e oitavo andares do prédio do Banco do Brasil, que fica na Rua XV de Novembro, no Centro de Santos. É o regime de comodato e os imóveis têm de ser devolvidos quando acordado pelas partes. Aos poucos a Administração Pública começou a esvaziar os locais.

Ao mesmo tempo, surgiu a informação que o benevolente Paulo Alexandre Barbosa estaria em adiantadas conversas para alugar dois andares do Tribuna Square, empreendimento que pertence à família Santini e alguns sócios, e levar pra lá os equipamentos públicos. As vantagens imediatas seriam: bajular ainda mais a família dona de um sistema de comunicação na Cidade, ou seja aquela blindagem básica, dar aquela força financeira para reforçar o império midiático e movimentar o prédio que ainda possui muitos escritórios vazios. Esse prefeito é esperto mesmo.

O Blog Santos em Off apurou que, apesar da Prefeitura negar, as saídas da secretarias de Saúde, Assistência Social, Infraestrutura e Edificações, entre outros departamentos, do prédio da XV de Novembro não aconteceram pois as despesas com o condomínio, de acordo com a assessoria de imprensa, de R$ 132 mil eram muitos altas e, por isso, acharam melhor deixar o prédio. Bom, não é isso que o o Banco do Brasil informou ao Blog. Confira a resposta: “O Banco do Brasil informa que mantém cessão de imóvel para a Prefeitura de Santos no regime de comodato, desde 2002. O Banco do Brasil cobra judicialmente ressarcimento de despesas com taxas condominiais, manutenção predial e tarifas de água e luz acumuladas desde 2014. O Banco ressalta que envida todos os esforços possíveis para a solução do caso” .

Bom, já deu pra entender o que vai provocar a mudança. A Prefeitura não paga condomínio, manutenção, água, luz desde o segundo ano governo tucano. Está sendo processada pelo banco. A assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que as despesas giram em torno de R$ 132 mil por mês, ou seja, dá pra imaginar o tamanho da dívida, perto de R$ 5,5 milhões.

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Apesar de não ser conhecida como boa pagadora há bastante tempo, a administração de PAB está de olho nos imóveis no Centro da Cidade e admite que o Tribuna Square está dentre eles. ” A Prefeitura de Santos está estudando imóveis no Centro, com espaço adequado para atender as necessidades dessas secretarias, para que as mesmas possam dar continuidade aos trabalhos realizados. Por perfazer esses requisitos, o Edifício Tribuna Square é uma das alternativas, assim como outros que também se encaixam nesse perfil”, informou.

Será que ninguém enxerga nada?. Estão zombando com a cara da população santista. Por que não ocupar o prédio da Prodesan que já é da Prefeitura? Por que pagar se pode economizar? O Ministério Público ainda não percebeu isso?

Agora, o governo tucano não acha nada de imoral nessa relação entre o grupo de mídia e a Administração Pública, mesmo estando atolado numa grave crise financeira e não pagando suas dívidas. ” Tratando-se de mercado imobiliário, não há nada de imoral ou ilegal alugar imóveis de terceiros, independentemente do segmento. Cabe ressaltar que o Edifício Tribuna Square não é gerenciado pela Família Santini ou pelo Grupo A Tribuna, mas por um grupo de sócios diversos. Ademais, hoje quando se firma um contrato é procedido o empenho global do valor envolvido, de forma que é assegurado ao locador o recebimento dos aluguéis mensais acordados, sem problemas de atraso, uma vez que esse numerário fica reservado para essa finalidade “, afirmou a Prefeitura garantindo que se mudar para o imóvel dos Santini, não vai ter atraso de aluguel . Diga se não é um grande negócio?

Agora, caro leitor, uma importante informação precisa ser revelada. A família Santini já aluga um imóvel para a Prefeitura de Santos. Ele fica bem em frente ao velho prédio do Jornal, na Rua João Pessoa, 132. Ali funciona o Defisco (Departamento de Fiscalização de Mercados e Comércio Viário), da Sefin (Secretaria de Finanças). Alugado por R$ 32.237,57 mensais, sem dívidas, de acordo com a assessoria, e com contrato até janeiro de 2018. A conferir.

Um pote até aqui de felicidade

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Bom, algumas pessoas têm me perguntado se não vou falar, ou melhor, escrever, sobre minha demissão “sem justa causa”, a segunda em menos de dois anos, do Jornal A Tribuna de Santos. Vou tentar fazer isso com o cérebro, não com o fígado. Sou dirigente regional do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo e depois de ter lutado por melhores condições de trabalho e atitudes tomadas de cima  pra baixo contra os profissionais que trabalham ali, mais uma vez fui dispensado. Nunca sentei em cima de cargo no Sindicato para obter qualquer vantagem. Nunca tive nenhum tipo de favorecimento. Alguma pessoas não gostam de mim, mas existe um quantidade enorme que gosta. Constantemente boicotado e perseguido, minha vida profissional se estagnou. É o preço que se paga quando se toma um lado. Idiota é quem pensa que o patrão é igual ao trabalhador em algum momento. Isso não existe e dentro do jornal a cada dia fica mais evidente.

Fui dispensado duas vezes em, menos de dois anos, sem justa causa, em função de uma reestruturação mentirosa que não existe e nunca existiu no velho e vazio prédio da Rua João Pessoa. Sabe o que incomoda os sabujos de plantão? é que fui eleito pela categoria em três oportunidades, duas como diretor de base e recentemente diretor regional. Tem gente em cargo de chefia que sabe, hoje, que convive com sorrisos de quem lhe detesta. Se for para uma eleição da Cipa, tem chance de passar vergonha. Uma decepção em pessoa, fechada num aquário.

Agora, lutei e vou continuar lutando para não ter Banco de Horas, redução salarial de 20%, mudança no Plano de Saúde, Pejotização e outros problemas nos veículos de comunicação da região. Já me engoliram 18 anos e cinco meses e vou continuar na briga. Vou lutar até o fim pela minha reintegração. Eu represento uma categoria e ela toda, do mais politizado ao mais alienado, foi violentada com  a minha dispensa. Pra mim é só o começo. Não tenho medo. Não comemorem, minha saída, pensem bem antes disso.
Sou, ou melhor, me tornei, um crítico contumaz do que vem sendo feito no centenário santista nos último anos. Uma estratégia clara de abandonar o Jornalismo e investir no “negócio”. Eu não me arrependo de nada do que fiz.
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Infelizmente, administrar uma empresa de Comunicação não é para executivos mal-assessorados e que nunca entraram numa redação, ao não ser para divulgar um torneio burguês de tênis, na Vila Rica. Um jornal trabalha com informação e uma fábrica de salsichas ou de ração pra cachorro, com salsicha e ração de cachorro. Acho que fui claro.
A maioria dos jornalistas que trabalha no diário local ganha o piso salarial da categoria, ou seja, o mesmo que um profissional de Itariri, cidade pequena do Vale do Ribeira, que merece todo o respeito. Mesmo estando a uma hora da Capital, os empresários modernos se negam a pagar a mais, a exorbitante quantia de R$ 1.000,00 para seu funcionários. Quando falam de reestruturação, isso significa, um ambiente de terra arrasada. Um monte de mesas vazias, sem computador, e poucos jornalistas trabalhando. Não tem um que entre ali é não lembre dos tempos que aquele prédio de dez andares, já foi referência, tinha movimento de pessoas durante todo o dia. Uma redação vibrante. Eu vivi um pouco disso lá.
Hoje, é um prédio velho e vazio e retrata muito a realidade das cabeças que pensam a empresa. Só para ter uma ideia, desde que um gênio nipônico brotou por lá, trazido por um amiguinho de pescaria de Festa Junina, talvez numa conta rápida, dezenas de profissionais ou pediram demissão ou foram demitidos. Um pequeno exemplo. Foram 17 jornalistas que deixaram a empresa. Os demitidos, em nome de uma reestruturação enganosa, e os que pediram pra sair, pois, na sua maioria, viram que não existem perspectivas profissionais e o melhor é sempre procurar uma empresa que valorize o jornalista e o Jornalismo, não a amizade ou relação com a chefia da Redação, hoje ocupada por alguém que, por motivos que não vou revelar, mas que muita gente tem conhecimento, está lá, estimulando a sabujice, a delação dos companheiros e a valorização das piores coisas nos seres humanos. Preciso respirar, estou enojado.
A grande ideia dos modernosos que tocam o Jornal é destruir com a Redação. Vez em quando enfiam goela abaixo a determinação para publicação da grande vantagem em virar Pessoa Jurídica e trabalhar em casa. O melhor dos mundos. Todo mundo batendo palmas. Jornalista trabalhando em casa e sem nenhum direito trabalhista, nada mesmo, nem aposentadoria. Enquanto isso, os diretores continuam com seus vale-combustível, pois andar de ônibus é para a ralé assalariada.
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Olha, posso garantir que hoje já existe uma jornalista trabalhando neste sistema dentro do Jornal. Ganhava X,  foi “convidada” a “ser demitida” e depois passou a trabalhar em casa, ganhando a metade do que recebia quando batia o ponto. Essa experiência é numa área que os proprietários do Jornal valorizam muito: Coluna Social. O importante é sempre mostrar pra pessoas da Vila Rica e Via Azevedo que são ricos e famosos, e que têm amigos ricos e famosos e um espaço só deles. Um viva à mediocridade. Por isso, manter sete dias de Coluna Social por semana, ou seja, um recorde mundial e insuperável. Podem reparar que a publicação está cada dia mais enxuta, mas a Coluna Social segue lá, intocável. Pode sair até o obituário, mas o Social nunca. Segue ali com seus playboys e gente descolada e senhores e senhoras com seus sorrisos forçados. Incrível, não.
Recentemente vi como é bom não ter um dirigente sindical que ia para o enfrentamento dentro da Redação. O Caderno de Turismo publicou uma página inteira sobre Buenos Aires. Até aí, nenhum problema. A capital argentina desperta curiosidade. Agora, preste atenção no novo talento que escreveu a matéria. Não é jornalista e é o responsável pelos serviços gerais da empresa. Um empresa que sempre foi conhecida por só contratar jornalista diplomado e com Mtb (registro profissional no Ministério do Trabalho) entrega para alguém que cuida de parafusos, vazamentos, buraco no teto, telhado entre outras coisas, a missão de exercer a função de quem estudou quatro anos numa Faculdade. Nada contra o autor do texto, mas uma falta de respeito com todos os jornalistas da Redação. Sei disso, pois recebi reclamações lá de dentro.
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Em tempos de moralização, surgiram pessoas preocupadas lá dentro da empresa se os jornalistas ” que ganham tão mal” fazem assessoria de imprensa fora do trabalho. “Onde já se viu, ganha tão pouco, mas quer trabalhar fora pra ganhar mais?”, pensam algumas companheiras. Existe até dossiê sobre isso. Agora, quem monta dossiê não pode esquecer que também tem ou teve assessoria e usa o jornal para divulgar suas “coisinhas”. O importante é sempre ter um “Objetivo” determinado e ser “Forte” ou como se fala em inglês, “Strong” e continuar surfando no mar da babaquice. Tem empresa que trabalhava com a “Rainha da Moralidade” que quando quer “manda publicar no jornal”, não pede, manda mesmo. Eu vi isso, certa vez. Deixa pra lá. O importante é o dossiê e dar uma olhada no Facebook do ex-marido de ex-funcionárias pra saber se eles estão ou não comprometidos. Ah, o jornalismo produzindo seus piores monstros.
Como diz a música Gota d´água, do Chico Buarque:  “Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa” , o meu pote está até aqui “de felicidade”. A conferir.
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Celso Leite critica a falta de participação e o desinteresse dos conselheiros na vida do Santos

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O Santos Futebol Clube já vive sua agitação eleitoral. Lideranças que se dizem preocupadas mas com o processo do que com o dia a dia do clube simplesmente não estavam presentes na última reunião do Conselho Deliberativo e, consequentemente, perderam a oportunidade de questionar o presidente Modesto Roma Júnior sobre os problemas do Alvinegro.

Nem Quaresma, Ruedas, Peres, Nabil, Fernando Silva, Piffer, Teixeira entre outros deixaram os compromissos e deram uma passadinha na reunião do CD. Entre indignado e preocupado, o conselheiro Celso Leite abriu o verbo e falou sobre o momento político. Leite ressaltou que não entende como alguém que pretenda administrar o Peixe, não se envolva sobre as questões fundamentais do futuro do Alvinegro.

O discurso eleitoreiro se difunde nas redes sociais, quase uma terra sem-lei, e não evolui, já que fica restrito ao ambiente virtual, a atual mania do ” eu não tenho nada com isso”. Será que o debate político não tem que abordar também quem cumpre suas obrigações de conselheiro? Será que isso é indicativo que, no futuro, quem se esconde dos debates e não faz o básico, vai cumprir as promessas de campanha?

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Confira o que disse o conselheiro Celso Leite:

“O que eu disse ao plenário, na última fala da noite, na presença de 25 conselheiros, ou 30, no máximo, que ficaram para o final da reunião, eu os cumprimentei por ter ficado até o fim , numa reunião importante e que tinha votação e leitura do relatório do trimestre e disse que o Conselho Fiscal , às vezes, trabalha cinco vezes por semana, de segunda a sexta, todos os dias indo ao clube assinar documentos , discutir sobre situações para passar ao Conselho um Raio-X fidedigno do que acontece no clube. Para o próprio Conselho e os conselheiros não respeitarem isso, seus mandatos, pois foram escolhidos pelos sócios para os representarem.

Hoje (quinta-feira) quando cheguei às 19h30  vi conselheiros descendo a escada,  indo embora. Assinam o livro de presença e vão. Dia de matéria com votação, suspensão de conselheiro, leitura do parecer do primeiro trimestre. Fico abismado que não exista uma liderança na reunião. Todas as lideranças que estão nos jornais e que fazem parte da oposição, sem exceção ,nenhuma, foram embora . Só ficou o Odir (Cunha) que em tese e é candidato por chapa que não existe, candidato dele mesmo, não tem grupo.

 Mas é um candidato e que se lança e ficou até o final e vai embora para São Paulo. Então São Paulo não é desculpa, pois por que os outros também não ficaram ¿ Então, estou de saco cheio de trabalhar dia a dia, noite a noite pra fazer um trabalho digno e ver algumas lideranças, inclusive, acusarem o Conselho Fiscal de subserviente, vendido, pois no ano passado, demos um parecer pela aprovação e, era mesmo, e pela auditoria externa contabilmente  o clube estava bom, apontamos as ressalvas e era para aprovação, como foi para a reprovação em 2015. A gente um dia é ídolo e no outro bandido, por que não fez aquilo que devia fazer ou fez aquilo que não devia fazer.

Hoje, eu fiquei envergonhado de ver esse Conselho Deliberativo desinteressado, fazendo política de Whatsapp, de Facebook. Outro dia fui convidado para um grupo e fiquei meia-hora e enojado dos ataques que as pessoas fazem às outras.O Santos não merece isso. Merece mais. Fazemos a nossa parte. É uma pena que o Santos caminhe por essa outra forma, uma política por fazer, interesse, não pelo clube. Quem tem interesse de verdade que o clube siga gigante, como é fica até o final da reunião , até o último instante “.