Em “Biografia das Copas”, da Editora Onze Cultural, o jornalista Thiago Uberreich, apresentador do Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, conta passagens histórias, oferecendo ao leitor um cenário de cada mundial, de 1930 a 2014.
“A intenção é que o leitor faça uma viagem no tempo. Normalmente, lemos biografias de pessoas. Mas é perfeitamente possível biografar eventos que mexem conosco, como a Copa do Mundo, o torneio esportivo mais assistido do planeta – a final da última Copa foi vista por 1 bilhão de pessoas.”

Fotos: Reprodução

Destinada a todos os públicos, a biografia tem 20 capítulos, um por Copa, divididos de 1930 até 2014. Além da história de cada mundial, seu contexto político e histórico, expõe fichas dos jogos do Brasil, um resumo das partidas das demais seleções e, a partir de 1970, o início da transmissão ao vivo pela TV. Thiago conversou com o Blog Santos Em Off e contou sobre o livro

 

Como surgiu a ideia de fazer uma biografia das Copas?

Eu gosto de colecionar material sobre futebol, especialmente sobre as Copas, desde os 13 anos. São livros, jornais, revistas, áudios e vídeos. Desde sempre eu quis escrever um livro sobre futebol. A “Biografia das Copas” junta Copa do Mundo com a minha paixão pelo jornalismo e pela história das comunicações e transmissões esportivas. Em 2016, fiz um blog que contava a história do pool de transmissões da Copa de 70. Fui expandindo o trabalho com as outras Copas e aí resolvi escrever o livro.

Qual a Copa do Mundo que tem mais detalhes inusitados?

Não existe uma Copa que tenha mais detalhes inusitados. Todas tem fatos que nos chamam atenção. Eu cito a Copa de 1954, conhecida como a Copa das goleadas. Se você observar a tabela daquele mundial você vai ver várias goleadas incríveis, como Hungria 8×3 Alemanha.

Dá para dizer que o futebol sempre foi um instrumento político nessas competições?

Sempre não, mas temos exemplos do uso politico. Mussolini usou as conquistas de 34 e 38 para promover o regime. A ditadura argentina também fez de tudo para o país vencer a Copa, até interferir no resultado de Argentina x Peru, que terminou em 6 a 0 para os donos da casa.

Nas suas pesquisas, o que chamou mais sua atenção? Ficou decepcionado com algo relativo a um país ou uma Copa ?

Não tive decepções não. Eu acho legal, a partir de 70, quando passo a publicar a grade de programação das TVs de cada jogo do Brasil. A hora do jogo e quais emissoras transmitiram. Isso mexe com nossa memória afetiva.

O seu livro pode virar um filme? Já pensou nisso?

Eu acho que já temos tantos filmes sobre as Copas. Acho que não daria um filme específico. Agora, o livro pode ajudar os pesquisadores a fazer alguma coisa sobre as Copas.

Como acha que será essa Copa no Brasil diante das crises política e financeiras que vivemos?

O brasileiro está meio desanimado, mas em cima da hora vai torcer por uma boa Copa. Não tem nada a ver pessoas que dizem que o momento não é de se falar em futebol. Mas a gente pode falar de futebol sem deixar de lado a preocupação.

 

A conferir.