Dona Conceição tem 78 anos, quatro filhos; 12 netos e dois bisnetos. Viúva há quase 23 anos, ela sobrevive com a pensão deixada pelo marido que trabalhou até o dia que um infarto fulminante (o terceiro da vida) o conduziu para o andar de cima. Isso levou seus filhos para vários cantos do Brasil na busca de um recomeço de vida sem o ídolo e porto seguro.

A saúde da vovó Conceição esteve abalada depois de um escorregão em casa. Algumas dores, mas os analgésicos estão resolvendo isso. Ela parou de pagar o convênio médico, pois quase metade de sua renda mensal estava sendo destinada para isso. Foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento e medicada. Os filhos pouco podem ajudar, já que vivem com dificuldade para custear suas despesas básicas.

Bom, ela mora em um imóvel pequeno e paga aluguel. Decidiu sair do térreo, já que não se sentia segura ali e dormia com medo de ladrões. Foi para o andar de cima, pois onde mora “os dias são quentes e as noites frias”, isso explica as meias que usava no dia do escorregão perto do banheiro. Distração de quem tem 78 anos.

O que era para ser um local ideal para viver tornou-se um tormento na vida da vovó ou bisa Conceição. Pediu a uma famosa empresa que transferisse sua internet, linha Telefônica e TV a cabo para a nova casa. Estamos falando do mesmo imóvel e no andar acima. Aí que os problemas da vovó começaram.

Em fevereiro deste ano, instalaram a internet e a linha Telefônica. A TV a cabo ficou prometida para outra ocasião. Ela acreditou pois “quem é Vivo sempre aparece”. A espera foi em vão.

Dona Conceição toda vez que fica nervosa sua pressão altera. Um risco para pessoas jovens e muito mais para quem está perto dos 80 anos. Simplesmente, os serviços contratados não funcionaram.

Esse foi o início de uma série de desrespeitos e humilhações sofridas pela Dona Conceição. Ela registrou 19 protocolos de reclamação na empresa. Além de não resolver a questão, a empresa continuou enviando cobranças mensais e ameaças de mandá-la para o SPC, caso não pagasse pelos serviços que não estavam funcionando.

O pior disso tudo é que a pressão da vovó subiu várias vezes. Pelo telefone ela foi desrespeitada pelo serviço de atendimento ao consumidor. Um das “especialistas” disse que se “ela não estivesse satisfeita, que saísse da empresa”. Outra, diante do pedido para não incomodar mais com uma cobrança de um serviço inexistente, garantiu que “ia ficar ligando o dia todo”.

Não tem como evitar se colocar no lugar dessa pessoa. O filho tentou resolver, mas ele está em outro Estado e não obteve êxito.

Ela ouviu dos técnicos que o problema é de engenharia. Então, como uma das maiores empresa do mundo não consegue resolver um problema técnico em um imóvel minúsculo? Impossível isso.

Bem, Maria da Conceição Ramos Braga é minha mãe. Mora longe de mim, mas sempre que eu puder vou mostrar para todos como esta empresa trata seus clientes da Terceira Idade. A partir de agora, essa briga passa a ser minha. Seja Vivo e apareça.

A conferir.