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Antes que eu receba pedradas, quero deixar claro que sou defensor dos animais e do bem-estar deles. Tenho sete gatas adotadas, todas estavam jogadas na rua. Agora, por outro lado, não consigo entender como as câmaras municipais Brasil afora perdem tempo discutindo e aprovando leis que têm tudo para não sair do papel ou mesmo não funcionar.

Essa Lei complementar de Santos proibindo a fabricação, comercialização e queima de fogos que emitam barulho parece que já nasceu morta. Quando digo isso é que fico imaginando a Prefeitura que não consegue evitar, por exemplo, danos ao patrimônio público, criando um grupo “Caça-rojão”.

Quase todas as manifestações populares e culturais são antecedidas por grandes e barulhentas queima de fogos. Dá pra imaginar, a entrada de uma escola de samba na avenida sem a tradicional queima de fogos; a comemoração de um título do Santos na Praça Independência; a chegada de um grande reforço para o clube; uma decisão na várzea, Natal, Ano Novo. Pela lei, só fogos de luzes sem ausência de estampido serão liberados, ou seja,tudo terá de ser feito à noite para pelo menos ser visto por alguém.

Outra situação a ser ressaltada  são aquelas famosas queimas de fogos que acontecem na madrugada pela Cidade anunciando a chegada de algum carregamento importante. Todo mundo ouve, mas a grande maioria não sabe exatamente o local dos estampidos.Tem também rojão quando a Polícia entra numa Boca de Fumo.

Penso que uma campanha de conscientização  pode ser mais eficaz que um Lei que prevê multa. Quero entender como o “Caça-rojão” vai atuar daqui a uns 60 dias. A conferir.