O estivador Cláudio Santos Ferreira teve mal súbito a bordo do navio MSC Jeon Geonin, às 13h40 desta segunda-feira, mas sua família e o sindicato só foram comunicados às 16 horas.

Isso porque o Brasil Terminal Portuário (BTP), onde está atracado o navio, não permite aos trabalhadores entrarem em suas dependências com celulares ou radiocomunicadores.

A reclamação é do secretário do sindicato dos estivadores de Santos e região, Sandro Olímpio da Silva ‘Cabeça’. Segundo ele, Cláudio passou mal devido a um vazamento de gás de um contêiner.

Segundo o sindicalista, o trabalhador foi levado à unidade de pronto atendimento (upa) do serviço municipal de saúde e passa bem.

O diretor do sindicato denuncia que a empresa obriga os trabalhadores a deixarem os telefones móveis e outros aparelhos num armário do pátio, impedindo de serem usados a bordo.

Para Sandro, esse procedimento da empresa portuária “não condiz com a atualidade. As relações de trabalho no porto de Santos vão de mal a pior, retrocedendo em vez de avançar”.

O sindicalista diz que procurará a capitania dos portos do estado de São Paulo e o sindicato dos operadores portuários (Sopesp, patronal), para formalizar uma reclamação. A conferir.