​Reprodução/Cursan

Não é raro, atualmente, a gente se deparar com situações trágicas e emocionantes de funcionários públicos chorando o salario não pago pelo Poder Público e a situação miserável que estão passando. O Rio de Janeiro está quase todo dia na mídia em função disso. 

Agora, bem perto daqui, mais precisamente em Cubatão, a situação só pode se qualificada como “insustentável”. Os trabalhadores da Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento (Cursan) que cuidam da limpeza, obras, jardinagem e merenda nas escolas enfrentam problemas com o pagamento de salários há dez meses. 

São 600 funcionários, além dos aposentados, com uma faixa salarial de R$  1 mil/mês, há nove meses sem receber a cesta-básica; sete meses sem o vale-refeição; convênio médico bloqueado por falta de pagamento; férias; 13° salário; cartão cidadão; dissídio de 2016; salário de dezembro.

A Prefeitura dá respostas vagas aos trabalhadores. Por um lado, fala que a Cursan é inviável e vai fechar a empresa.Também diz que ela tem tem salvação. Fala ainda que vai contratar outra empresa. O Sindilimpeza, que representa os trabalhadores, já entrou com ações na Justiça, e denúncias no Ministério do Trabalho.

Para tentar aliviar o sofrimento dos trabalhadores, dois postos estão recebendo doação de alimentos. Um no Hospital Municipal de Cubatão, na Avenida Henry Borden, sem número, na Vila Santa Rosa, das 10 às 18 horas. O outro no Sindilimpeza, na Rua Fenando Costa, 389,na Vila Paulista, das 8 às 17 horas.