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Fotos: Reprodução
A morte por atropelamento do estudante Matheus da Silva Nascimento, de 17 anos, completa um mês no próximo dia 9 de maio. Não é raro ouvir alguém dizendo que “o rapaz e o padrasto não tinham nada que estar no meio da rua com o carrinho”. Certo? Não, errado. Pelo menos, é o que diz a Lei Municipal, bastante rigorosa com o comércio ambulante.
De acordo informações da Polícia, Matheus e Charles atravessaram a avenida com um carrinho de praia, quando foram surpreendidos por uma BMW 318 IA, placas BIA 0215, cor prata, de Santos, dirigida pelo goleiro Raphael Aflalo Lopes Martins, de 20 anos. Com o impacto, o estudante foi arremessado a alguns metros. Ele foi levado ao hospital, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu.

Veja o vídeo:
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A BMW ainda atingiu um veículo que estava estacionado na avenida. Como Raphael estava com sua CNH vencida, ele teria tentado fugir, mas foi impedido por pessoas que estavam no local.
Aflalo atuava pelo Corinthians, mas não teve seu contrato renovado. Ele tentou jogar pelo Santos B, mas fez testes e não foi aproveitado.
Artigo 466
Na Lei Municipal 4371 de 1980, Código de Posturas, que regulamenta o Comércio Ambulante, são relacionadas atitudes proibidas pelos ambulantes da Cidade e que podem render multa ou até cassação da licença.
Dentre elas estão :  estacionar por qualquer tempo nos logradouros públicos (ruas ou avenidas), fora dos locais legalmente permissíveis; impedir ou dificultar o trânsito nos logradouros públicos; transitar pelos passeios conduzindo cestos ou outros volumes de grandes proporções; deixar o carrinho em logradouro público, quando não estiver no exercício da atividade.
Mesmo não sendo advogado, podemos observar que o carrinho estava em movimento pelo meio da Avenida Epitácio Pessoa e sendo conduzido por Matheus e Charles. Em momento algum, eles poderiam abandonar o carrinho ali. Estavam centralizando, para entrar na garagem onde ele é deixado depois do dia de trabalho . Neste momento, surgiu o carro que arrastou Matheus.
Pelo que se observa, os dois estavam cumprindo a lei, ao não trafegar pelas calçadas com volumes grandes e evitar de ficar parados e atrapalhar as pessoas. Outra coisa. Não existe outra alternativa para atravessar a avenida. O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar). A conferir.