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Fotos : Reprodução

Os 1,2 mil funcionários da Prodesan (Progresso e Desenvolvimento de Santos) iriam entrar em greve nesta segunda-feira. O motivo principal era a demissão de 88 trabalhadores que atuam na limpeza em seis escolas da Cidade. A Prodesan garante que os dispensados serão recontratados pela empresa Base. Em tempos de cofres vazios, o Blog Santos Em Off apurou que a Prefeitura levará quatro anos para recuperar o que vai gastar com as indenizações.

A Base já faz a limpeza em mais de 70 unidades de ensino de Santos. Ela está no município desde 2014, em substituição emergencial à empresa Facility – que quebrou. A Administração Municipal teria que ter aberto uma concorrência pública, em três meses, e não fez. Isso quer dizer que a Base vem trabalhando e os contratos vem sendo aditados, ou seja, prorrogados. A Prodesan, então, está saindo do restante do contrato porque não pode participar de licitação.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa que sonha em vender tudo que a Prodesan possui, não abre o edital de licitação. Alguns detalhes são intrigantes nesta história. Na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), a Base consta como uma empresa de venda de produtos de limpeza domiciliar, o que a tornaria inapta numa licitação.

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Outra situação inusitada é que a Base não recebe da Prefeitura de Santos há mais de um ano. A dívida de R$ 8 milhões corrigida chegaria a 13 milhões.  Como uma empresa que tem valores desses para receber assume mais serviços?

Outra explicação para os aditamentos dos contratos é que a empresa teria restrições na Justiça do Trabalho, então,  não poderia participar de uma licitação. Existiriam impedimentos também na Receita Federal.

Outro serviço oferecido pela Prodesan que também desperta o interesse é a limpeza nos serviços de saúde da Cidade. O contrato termina em setembro deste ano.  Pelo jeito, a empresa vai ficar apenas com seus 70 comissionados e a diretoria, é claro.  A conferir.