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A sessão da Câmara de Santos volta a ser agitada na noite desta quinta-feira. A proposta salarial e os abonos oferecidos aos servidores municipais da Cidade pela Prefeitura estão pautados e devem ser votados pela Casa. Os trabalhadores prometem uma concentração na porta da Câmara, a partir das 16 horas, e vão pressionar para que os projetos de leis sejam rejeitados.

A proposta da Administração prevê um abono de 2% ao mês, no período de 1º de julho a 30 de setembro deste ano; abono de 5,35% ao mês, no período de 1º de outubro a 30 de novembro; incorporação dos 5,35% sobre os vencimentos, a partir de 1º de dezembro; e 5,35% no Auxílio Alimentação, retroativo a fevereiro; 5,35% na Cesta Básica, retroativo a fevereiro. Os funcionários públicos reivindicam 7% (5,35% INPC, mais 1,65%) de reposição retroativos a fevereiro, data-base da categoria.

A última sessão, na segunda-feira, foi suspensa depois de um bate-boca entre uma pessoa que estava nas galerias e o vereador Rui de Rosis.

Os trabalhadores contam com a promessa de alguns que não votariam a favor de nenhuma proposta que contemplasse menos do que 5,35%. Resta saber, se a palavra dada será cumprida. São eles: Adilson Júnior (PTB), Audrey Kleys (PP), Benedito Furtado (PSB), Antonio Carlos Banha (PMDB), Chico Nogueira (PT), Fabiano da Farmácia (PR), Fabrício Cardoso (PSB), Geonísio Pereira (PSDB), Kenny Mendes (PSDB), Lincoln Reis (PR), Manoel Constantino (PSDB), Roberto Teixeira (PSDB), Rui de Rosis (PMDB), Sergio Santana (PR), Telma de Souza (PT) e Zequinha Teixeira (PSD).

fotoAté o momento, os seguintes vereadores não se comprometeram com os funcionários públicos:  Ademir Pestana (PSDB), Augusto Duarte (PSDB), Braz Antunes (PSD), Bruno Orlandi (PSDB) e Jorge Carabina (PSDB).

Já que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa garante que não existe dinheiro nos cofres da Prefeitura, os trabalhadores entregaram a ele uma proposta para economizar: Fim de secretarias desnecessárias e fusão de outras; Diminuição de 90 cargos comissionados com altos salários; suspensão das terceirizações que levam milhões em dinheiro da população.

Guarujá

O Sindicato dos Servidores Municipais de Guarujá (Sindserv) aprovou, em assembleia na noite desta quarta-feira (5), a proposta da Prefeitura que reajusta os salários em 5,35% na data-base de abril. Além do reajuste, a proposta do prefeito Valter Suman (PSB) aumenta o auxílio-alimentação de R$ 575 para R$ 600. E determina pagamento do retroativo do abono salarial de 1,9%, de 2016, em quatro parcelas, a partir da folha de abril. Mais: efetuará, até outubro, o pagamento de promoções horizontais, níveis e progressão funcional, que representam um passivo deixado pela gestão anterior. E depositará metade do 13º salário em junho deste ano, entre outros benefícios.