“Lançar um livro sobre política é se expor”, diz Rogério Godinho

Rogério Godinho é escritor e jornalista. Trabalhou na Gazeta Mercantil, B2B Magazine e Forbes Brasil, além de colaborar para o jornal Valor Econômico e as revistas Istoé Dinheiro e Você S.A. É autor das biografias Tente Outra Vez – O Caminho de Nathalia Blagevitch em uma Sociedade Deficiente, Nunca na solidão – Ética, sustentabilidade e o surgimento da nova política e O Filho da Crise, publicada pela Matrix Editora. Ministra cursos e palestras sobre ética, política e comunicação para o mercado corporativo. Estudou história global e globalização, em Harvard, e frequentou o Massachusetts Institute of Technology (MIT) como aluno visitante de Filosofia. Seu recente trabalho é o livro “Para sonhar com política”. Ele conversou com o blog sobre o processo de criação e o momento do País.

 

Rogério, como é lançar um livro sobre política num ambiente cada vez mais radical e com leitura e opiniões cada vez mais superficiais?

Um risco. Hoje, falar de política é entrar em conflito, principalmente porque há uma intolerância enorme para com o diferente. Em vez de negociar e ceder, o comportamento padrão é impor e se fechar. No que se refere ao conteúdo, cada vez mais aumenta o consumo de memes, a conclusão apressada com base em um título e avaliação com base no que pensa o grupo e não o indivíduo. Lançar um livro sobre política é se expor.

Como surgiu a ideia deste livro?

Meu terceiro livro “Nunca na solidão” já tratava de política. Depois dele, passei a ministrar palestras pelo País, onde eu abordava temas como ética, horizontalidade, estrutura partidária e conceitos filosóficos correlatos.
A cada palestra, o conteúdo crescia e eu resolvi trabalhar em um segundo livro. Só que, em vez de um personagem central, oito que desenhassem um panorama mais amplo. Como o outro, este livro utiliza a narrativa como uma forma de transmitir conceitos. É uma maneira de estudar história, filosofia e ciência política quase sem perceber. Procurei não repetir o primeiro, então é possível dizer que os dois livros se complementam.

Qual foi o critério para escolha dos personagens?

Eu não estava buscando modelos, mas perfis que mostrassem diferentes aspectos da política. Temos desde uma figura nacionalmente famosa como Marina Silva até Wesley Silvestre, um líder comunitário da periferia de São Paulo. Desde um político de carreira como Xico Graziano até um um empreendedor social como Ricardo Young. De um personagem histórico como Oded Grajew até um jovem como Zé Gustavo. Além do contraste, os personagens também se distribuem no tempo. Oded Grajew abre o livro e um novo período da política, quando tem a ideia de criar o Fórum Social Mundial. Depois, Mauricio Brusadin sofre ao enfrentar a estrutura partidária, quando eu aproveito para transmitir algumas teorias, como a Lei de Ferro da Oligarquia. Adiante, Ricardo Young faz um experimento interessante na Câmara dos Vereadores, tentando articular uma ponte entre grupos de interesse diversos. É quando eu busco dissecar alguns mecanismos cognitivos por trás do nosso comportamento na política.

Dá pra dizer que, hoje, Cristovão Buarque e Marina Silva representam um pensamento mais à esquerda, ou você não teve essa preocupação de mesclar pensamentos muito distintos?

É difícil negar que há uma forte vertente progressista no livro. E todos os personagens, em diferentes graus, querem se aproximar disso. Desde um que se declara social-democrata até outros firmemente posicionados como esquerda. Mas o fato é que hoje é cada vez mais difícil se colocar somente dentro de duas caixas. Tanto que não temos hoje dois grupos politicamente consolidados. Ao contrário, temos uma infinidade de forças com uma dificuldade gigantesca para conversar. Então eu sempre procurei trabalhar a política em cima de ideias e não de pessoas. Mas por que afinal fazer um livro destacando personagens? Porque uma de nossas principais dificuldades hoje é olhar além da personalização. Quando considerei isso, eu até pensei em abandonar o personagem real, mas me senti como se fosse fugir do problema. Por isso, resolvi eleger personagens, sabendo que meu leitor ia detestar um ou mais entre eles. O desafio é esse: ser capaz de olhar um personagem e racionalizar, não se deixar refém das paixões. Não fechar em uma caixa de esquerda ou direita, mas identificar o que é positivo e o que não é. E isso vale para tudo. É pegar um grupo ou um projeto de lei e não se afastar porque não gostou de uma pessoa ou de um ponto específico. É ser capaz de articular um diálogo.

Você se surpreendeu com algum dos autores especificamente?

São vários capítulos de cada um deles. É justo dizer que me surpreendi com todos várias vezes, a medida que destrinchava a história. Mas, dentre todos, sempre fico feliz de ter convidado o Wesley Silvestre, criador do movimento de defesa do Parque dos Búfalos na Zona Sul de São Paulo. Todos fazem política e são muito relevantes, mas a dele é essencial.

Como falar de política num momento tão ruim do País, sem ser completamente pessimista com o futuro?

Precisamos acreditar. Por quê? Porque estamos vivos.

A conferir.

Modesto Roma registra a chapa e anuncia seu candidato a vice

A chapa Santos Gigante  fez seu registro neste domingo para as próximas eleições do Santos Futebol Clube, dia 9 de dezembro. Vai utilizar o número 4.  Sem surpresas, Modesto Roma manterá  César Conforti como o candidato a vice-presidente. 

“Vamos lutar por um Santos cada vez maior. Passamos os três primeiros anos colocando a casa em ordem, pagando dívidas. Agora, são três anos pra gente voltar a ser mais forte,  grande e campeão do mundo. Teremos um time forte pra vencer os campeonatos que disputarmos”, disse Modesto Roma.

A Somos Todos Santos, de José Carlos Peres e Orlando Rollo,  será o número 1; Santos que Queremos, de Nabil Khaznadar e Fábio Pierry, fica com o número 2; Andres Rueda e José Renato Quaresma ficarão com o número 3 na cédula. A Santos Gigante, de Modesto Roma Júnior, disputa com o número 4. 

A conferir.

Mais uma chapa é registrada para disputa das eleições no Santos FC

Para acabar definitivamente com os comentários, a chapa Santástica União registrou, neste sábado, sua candidatura às próximas eleições do Santos Futebol Clube, dia 9 de dezembro.  Andres Rueda e José Renato Quaresma ficarão com o número 3 na cédula.

A Somos Todos Santos, de José Carlos Peres e Orlando Rollo,  será o número 1. A Santos que Queremos, de Nabil Khaznadar e Fábio Pierry, fica com o número 2.

A Santos Gigante, de Modesto Roma Júnior, deve registrar neste domingo e disputar com o número 4.

Duas chapas já estão inscritas para as eleições do Peixe- “Nos Bastidores do Santos FC”

Nesta coluna, você vai saber que duas chapas já se inscreveram para a disputa das eleições do dia 9 de dezembro e conhecer os motivos da falta de acordo entre Somos Todos Santos e Santástica União.

Na trave

Na última coluna, publiquei a junção da chapas Santástica União, de Andres Rueda e José Renato Quaresma, com a Somos Todos Santos, de José Carlos Peres e Orlando Rollo. Tudo já estava acertado entre os cabeças do dois grupos, mas uma rebelião na base da Santástica União enterrou o acordo. Teve confusão e bate-boca.

Na trave 2

Mesmo a contragosto, Andres Rueda, o mais empolgado com a união com o grupo de Peres, deu o braço a torcer e desistiu de tudo, apesar de saber que as chances reais de vitória neste casamento cresceriam muito, inclusive até uma suposta candidatura de Marcelo Teixeira seria batida. Nem a participação efetiva de Fernando Silva, atuando pela união, serviu para selar a união.

Na trave 3

A alternativa Quaresma, presidente, e Vágner Lombardi, vice, foi colocada à mesa para a base insatisfeita, diante da saída de Rueda e parte influente da SU, mas os nomes foram rejeitados. Em contato com a coluna, Quaresma garantiu que nunca existiu essa possibilidade.

Na trave 4

O que a falta de acordo siginifica? Segundo um influente conselheiro, a SU sai chamuscada do episódio e continua na campanha claramente em frangalhos. Já a Somos Todos Santos assistiu de camarote e ficou como a “mais bonita e assediada da festa”. Agora, fica a expectativa de quando vai ser o registro da Santastica União.

Dois irmãos com Peres

Miltinho e Mohamed Teixeira declararam apoio a José Carlos Peres e Orlando Rollo, com direito a foto juntos.

Fofoca maldosa

Os boatos que circulavam pela Cidade davam conta que Nabil Khaznadar estaria bem longe de conseguir os 240 nomes para inscrever sua chapa e concorrer às eleições no Peixe. Hoje, estariam entre 50 a 90. Porém, não é isso que os coordenadores da campanha declararam e comprovaram. Para acabar com o falatório, o grupo registrou nesta quinta-feira sua chapa e vai disputar o com o número 2.

Decolou

O Blog apurou que a campanha e o interesse por Nabil Khaznadar e Fábio Pierry cresceram muito nos últimos dias, impulsionados pela proposta de arrendamento do Pacaembu, por três anos, caso vençam a eleição.

Vai divulgar

A Santos Que Queremos garante que tinha 400 fichas e que vai divulgar, em breve, todos os nomes. Com isso, pretende mostrar que não contará com ex-integrantes da administração Odílio Rodrigues Filho.

Três nomes

Nabil terá no seu grupo o empresário Walter Schalka, para o Comitê de Gestão; Vitor Aly, para o Conselho Deliberativo; e Amir Somoggi, ficará com o Marketing do clube, em caso de vitória do grupo.

Interior

O candidato Nabil Khaznadar esteve em Mogi-Guaçu e participou de um evento com a presença de 80 sócios do Peixe.

Chapa 1

Peres e Rollo registraram sua chapa na tarde desta terça-feira, na Vila Belmiro. Na cédula vão ficar com o número 1.

Roma no domingo?

Coordenadores da campanha de Modesto Roma Júnior garantem que o atual presidente vai registrar sua chapa somente no domingo, dia 19, data-limite para os candidatos.Vai ficar com o número 4.

Tudo em dia

Uma pessoa ligada à diretoria do Peixe garante que não existem salários atrasados no elenco do Santos Futebol Clube.

 

 

 

 

 

 

Justiça aceita denúncia de homicídio com dolo eventual e goleiro Raphael Aflalo deve ir a Júri Popular

O goleiro Raphael Aflalo Lopes Martins que atropelou e matou o estudante Matheus da Silva Nascimento foi indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de que o crime ocorra). O inquérito foi concluído pela autoridade policial e levou em consideração os argumentos do advogado Airton Sinto, que defende a família da vítima, que o jogador estava com sua carteira de habilitação cassada (desrespeito ao limite de velocidade, ultrapassagem de sinal vermelho), dirigia em alta velocidade, atropelou a vítima pela costas, tentou fugir do local.

O relatório foi encaminhado ao promotor que entendeu que o homicídio é com dolo eventual e encaminhou à juíza que acatou a denúncia, mandou retirar o processo da Vara Criminal e enviou para a Vara do Júri. Agora, tudo se encaminha para o caso ir a Juri Popular. O advogado de Raphael Aflalo vai tentar desqualificar  e transformá-lo em culposo (sem intenção). Se isso acontecer, o juiz não dá a sentença de pronúncia, nesta primeira fase, e ele responde por culposo.

O advogado Airton Sinto pretende lutar pelo homicídio com dolo eventual (seis anos de detenção) e algumas qualificadoras, como o fato da impossibilidade de defesa da vítima que foi colhida por trás a 100 KM por hora, aumentando a pena para 12 anos de reclusão.

A família de Matheus conseguiu outra vitória. A Justiça negou o recurso da defesa e Raphael Aflalo terá que pagar a pensão de R$ 480,00 e os retroativos.O atleta,atualmente, defende o o gol do Clube Desportivo das Aves, de Portugal

Atropelamento e morte

Matheus estudava e ajudava o padrasto Charles Nascimento da Silva num carrinho de bebidas na praia.

De acordo informações da Polícia, Matheus e Charles Nascimento da Silva, padastro dele, atravessaram a avenida quando foram surpreendidos por uma carro BMW 318 IA, placas BIA 0215, cor prata, de Santos.

Com o impacto, o estudante foi arremessado a alguns metros. Ele foi levado ao hospital, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu.

A BMW ainda atingiu um veículo que estava estacionado na avenida.

Raphael estava com sua CNH vencida,tentou fugir, mas foi impedido por pessoas que estavam no local.

Em julho deste ano, o goleiro com passagens pelo Corinthians e Santos B saiu do Brasil e assinou contrato com o clube português.

A conferir.