TRE julga recurso e vereador Kenny Mendes pode ser cassado

O vereador santista Kenny Mendes (PSDB), o parlamentar mais votado nas últimas eleições, será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no dia 5 de setembro, terça-feira. Caso o TRE aceite o recurso, o vereador pode ter seu mandato cassado.

Ele é acusado de ao registrar sua candidatura ter declarado falsamente ser natural de Cubatão, mas após investigação,o Ministério Público Federal (MPF) concluiu que o parlamentar nasceu mesmo em Thompson, no Canadá.

O recurso foi impetrado pelo advogado Nobel Soares que pede também a nulidade dos 24.765 votos recebidos por Kenny, já que o político não tem naturalidade brasileira, por isso, é inelegível, já que não atende aos requisitos constitucionais.

Kenny nasceu em 1971 e é filho de pais portugueses. Ele possui uma certidão de nascimento e passaporte canadenses e um currículo que informa ser natural do país da América do Norte e graduado em engenharia bélica na Ottawa Academic Military University.

Ele teria usado uma falsa certidão de nascimento em Cubatão, emitida em 20 de maio de 1977 por seu pai, já falecido, para conseguir seu RG, CPF, CNH, passaporte brasileiro, abrir empresa, tirar carteira de trabalho e se alistar no exército brasileiro, possibilitando que tirasse título de eleitor e registrasse suas candidaturas em 2012 e 2016. A conferir.

 

 

 

 

Grupo de oposição sofre seu primeira racha antes da eleição- Coluna “Nos Bastidores do Santos FC”

Já rachou?

A Coluna apurou que já tem um racha em um dos grupos que vão disputar as próximas eleições do Santos, em 8 e 9 de dezembro.

“Santástica Desunião”

O Grupo DNA Santista, que tem um dos seus caciques Adilson Durante Júnior, está apoiando o Santástica União, de José Renato Quaresma e Andres Rueda. Acontece que o DNA está disposto a lançar o conselheiro Murilo Barletta na disputa. Barletta tem ficado em silêncio.

Vai sim!

Ontem à tarde, o DNA Santista comunicou ao grupo que Barletta será o candidato a vice na Santástica União, ou seja, descartaram o nome de Quaresma, já que ficou definido que a chapa não teria dois candidatos da mesma Cidade. Então, para o DNA a chapa será Schalka e Barletta. Vem briga pela frente.

Vetado

O conselheiro e ex-integrante do Comitê de Gestão do clube, José Renato Quaresma, que seria o cabeça de chapa ao lado de Walter Schalka, como vice, não conta com o apoio da DNA Santista e teve seu nome vetado pelo grupo. Isso pode significar o desembarque da chapa de oposição.

Nada ainda

Quaresma garante que não existe nada definido sobre sua chapa, mas existe mesmo a possibilidade da dobradinha com Schalka.

Passado

Nas eleições passadas, o DNA Santista ia apoiar Modesto Roma Júnior, mas o então candidato não teria aceitado o pedido do grupo que gostaria de assumir e dirigir o Departamento de Marketing do Santos Futebol Clube.

Barco do Silva

Diante da negativa de Roma, o DNA tentou alguns candidatos, mas acabou entrando na candidatura de Fernando Silva, que foi derrotado nas urnas. A conferir.

Advogado é acusado de agarrar mulher pelo braço e fazer ameaça

Elas demoraram, mas estão de volta. Alegres, saltitantes e cheias de histórias para contar. As pombinhas e as rolinhas que ciscam na Praça Jose Bonifácio, no Centro de Santos, depois de um período de hibernação, estão novamente atentas a tudo.

Dessa vez, elas revelaram que um nobre causídico de Santos, que teria pretensões eleitorais no próximo pleito para a diretoria da OAB-Santos, se excedeu na tentativa de sair em defesa da esposa e acabou com seu nome registrado num Boletim de Ocorrência.

As rolinhas e as pombinhas garantem que uma mulher que mora antes da linha do Trem, no sentido Centro-Praia, contratou os serviços de uma advogada. De acordo com a vítima, a doutora recebeu o valor combinado no processo, mas ” não prestou o serviço”. A “vítima” entrou com uma ação de rescisão do contrato e devolução do dinheiro.

Na segunda audiência, a Justiça decidiu que o valor pago teria de ser devolvido. A vítima relatou que na rua, após a audiência, o nobre causídico indignado com o resultado desfavorável à sua mulher, teria agarrado a vítima pelo braço e a sacudido. Além disso, teria dito “Você vai se arrepender pelo resto da vida por receber esse dinheiro, porque tenho gente pra tirar sua vida por menos que este valor”.

Assustadas as pombinhas e rolinhas voaram para lugar incerto e não sabido. O caso foi registrado como “Coação no curso do Processo”. A conferir.

 

 

Estivador passa mal e família e sindicato só são informados depois de duas horas

O estivador Cláudio Santos Ferreira teve mal súbito a bordo do navio MSC Jeon Geonin, às 13h40 desta segunda-feira, mas sua família e o sindicato só foram comunicados às 16 horas.

Isso porque o Brasil Terminal Portuário (BTP), onde está atracado o navio, não permite aos trabalhadores entrarem em suas dependências com celulares ou radiocomunicadores.

A reclamação é do secretário do sindicato dos estivadores de Santos e região, Sandro Olímpio da Silva ‘Cabeça’. Segundo ele, Cláudio passou mal devido a um vazamento de gás de um contêiner.

Segundo o sindicalista, o trabalhador foi levado à unidade de pronto atendimento (upa) do serviço municipal de saúde e passa bem.

O diretor do sindicato denuncia que a empresa obriga os trabalhadores a deixarem os telefones móveis e outros aparelhos num armário do pátio, impedindo de serem usados a bordo.

Para Sandro, esse procedimento da empresa portuária “não condiz com a atualidade. As relações de trabalho no porto de Santos vão de mal a pior, retrocedendo em vez de avançar”.

O sindicalista diz que procurará a capitania dos portos do estado de São Paulo e o sindicato dos operadores portuários (Sopesp, patronal), para formalizar uma reclamação. A conferir.

 

 

“Codesp deve R$ 3 milhões ao Guarujá para terminar a obra para desocupar uma área dela mesma’, diz o secretário Sidnei Aranha

A reunião serviria para os secretários de Meio Ambiente da Baixada Santista e a Codesp discutirem o acidente com os 46 contêineres que caíram ao mar, cujo parte das cargas chegaram às praias de toda a região. Pelo menos foi o que a imprensa divulgou, mas sempre tem um porém. O clima azedou e o pau quebrou entre o presidente da Codesp, José Alex Oliva, e o secretário Sidnei Aranha, de Guarujá. Oliva, em público, cobrou R$ 6 milhões da Prefeitura de Guarujá. “Foi uma falta de educação de uma pessoa que ostenta e que está investido de um cargo importantíssimo, uma impertinência, uma indelicadeza, uma atitude equivocada”, disse Aranha.

Qual sua avaliação da reunião entre Codesp e os secretários de Meio Ambiente da região?

A avaliação é muito subjetiva. Cada cidade teve uma visão da reunião. Ela em si, solitariamente, não é tão importante, temos que ver o contexto. Primeiro saiu uma carta sobre a  questão do acidente com os contêineres feita pelos secretários e ela instiga e e leva a ter uma reunião no Guarujá com o prefeito Suman e sai a Carta de Guarujá . Acho que houve uma cobrança efetiva e depois a reunião com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa que tinha esse encontro com a Codesp e nos chamou para participar. A notícia não retrata como foi a reunião pois ela foi muito mais tensa do que saiu no jornal , mas acho que foi um início da tentativa dos Municípios de sensibilizar a Codesp, algo que ao meu ver ainda não aconteceu, mas é uma boa iniciativa. Dois fatos foram importantes: a Carta elaborada por Santos, dos secretários foi muito significativa e a Carta de Guarujá quando faz a cobrança efetiva e ela teve um peso maior. Evidente esta reunião com o prefeito de Santos foi importante, mas resumidamente entre o ser e o dever ser há um abismo  quase que oceânico entre o que nós pretendemos e aquilo que eles interpretaram que entendemos.

A Codesp assumiu sua responsabilidade ou simplesmente jogou nas costas das Prefeituras?

Dá pra responder essa pergunta lembrando do Cazuza: “suas palavras não correspondem aos fatos”, ou seja, o que a Codesp fala e falou nesta reunião como efetivamente como soluções e que é  ali tangenciado na matéria do jornal (Local) não são soluções nenhuma. Tem que olhar o que pedimos na Carta de Guarujá e o que ela apresenta na reunião. Essas soluções que constaram na entrevista no jornal foram colhidas em apartados depois pelo repórter e o superintendente de Gestão Ambiental da Codesp. Pois em nenhum momento, nós aceitamos que nos colocar no PAM (Plano de Ajuda Mútua), numa caixinha do PAM, resolve o problema. Então, lembrando o Cazuza: “suas palavras não correspondem aos fatos”, mas uma forma figurativa, mas não quero usar o brilhantismo do Cazuza pra retratar esse fato é mais a Waleska Popozuda, pois deram um “beijinho no ombro” pra gente e a postura de “fala mais alto que daqui eu não te escuto”. Essa é a postura da Codesp, que ao invés de uma inteligência de um Cazuza, mas, sim, de um menosprezo e uma ironia da Waleska Popuzuda, “beijinho no ombro pra vocês”.

Quem falhou nesse acidente e nas consequências dele?

O grande problema não está neste acidente, mas ele é uma consequência de fatos, de catástrofes anunciadas. Não vou nem voltar em LocalFrio e Ultracargo. Estamos à frente da Secretaria do Meio Ambiente há oito meses. É uma sucessão de fatos que demonstra que a Codesp padece de uma arrogância enorme, uma arrogância de poder. Ao meu ver esses que estão à frente da Codesp, acham que o os cargos deles é um fim em si mesmo. Quando eles não conseguem enxergar que ser dirigente da Codesp, ser dirigente de uma Cidade, de um Estado ou de um País, o consumidor final é a população. Quando eles se bastam em dizer que o navio estava fundeado, então, a Codesp não tem nada a ver com isso, eles estão fugindo de uma responsabilidade, porque são uma autoridade portuária. Mesmo que não estivesse dentro da área de competência ou jurisdição deles, tinham que passar informações para os municípios. Eles são, de um ponto de vista concreto, aquilo que enxergamos como a relação Porto-Cidade e eles se resumem de uma forma implícita, a culpa será colocada no comandante do navio, porque o o sistema de marinha mercantil é feudal, do mercantilismo, onde o comandante do navio é o ser supremo, quase imperial, que manda em tudo que acontece dentro do navio como senão não tive correlação e coresponsabilidades os demais órgãos como o Ibama, a Marinha do Brasil, a Codesp.  É isso, que nós, secretários de Meio Ambiente, por meio daquela carta, estamos tentando rediscutir. Tem até uma proposta do secretario de Cubatão (Mauro Haddad), muito em elaborada,  de criamos a Associação dos Municípios Portuários, porque nós temos que fazer essa intervenção, pois os portos ficam em cidades, pessoas ficam ao redor e pessoas elegem prefeitos. Nosso papel como secretário é ajudante-auxiliar de um prefeito que foi legitimamente eleito. Essa relação tem que ser cobrada. A sucessão de fatos que ocorreram desde a questão dos cilindros da fosfina que a Codesp vai à TV e diz “não sei quem deixou” criando um clima de medo, para resolver de qualquer jeito. Não foi discutido com as universidades da Baixada Santista ou com as universidades que têm cursos de oceanografia, por exemplo, duas questões fundamentais: se a queima era a única alternativa e qual foi a dinâmica da maré quando os 46 contêineres caíram. Não se conversou, por isso estão aparecendo produtos em Peruíbe, Ilha Bela. Eles se fecham, não passam informação e não compartilham ao saber e aí essa arrogância do poder faz com que esse acidente, a questão da fosfina e os que virão serão encarados de uma forma equivocada. A gente não pode mais dizer que será pego de surpresa com acidentes, pois já ocorreram vários. Temos que prevenir, compartilhar as informações e o saber. É incompreensível que as universidades não estejam inseridas nas discussões. Busca-se uma empresa Suatrans, do Rio de Janeiro, e ela vem como tivesse a verdade absoluta.Como se só os engenheiros da Suatrans fossem inteligentes ou tivessem capacidade para resolver essa situação. A Suatrans, no início, disse que a queima mais segura era na Base Aérea do Guarujá e não queimou, pois nos peitamos. Aí, os especialistas mudaram de opinião e disseram que queimar no Guarujá oferecia risco à população.Se a gente não oferece resistência, se o prefeito Sumam não oferece resistência e o Condema, de Guarujá, não diz não, neste momento a população de Vicente de Carvalho estaria à mercê de um perigo sem precedentes. A questão do acidente é diminuta perante a complexidade que é a falta de diálogo, interação entre Porto, universidades, sociedade civil organizada e cidades.

Fale um pouco sobre o presidente da Codesp, José Alex Oliva, ter dito que Guarujá deve R$ 6 milhões para a empresa, numa reunião para discutir uma questão ambiental?

Isso me parece uma falta de educação de uma pessoa que ostenta e que está investido de um cargo importantíssimo, uma impertinência, uma indelicadeza, uma atitude equivocada. Essa cobrança não fazia parte da pauta da reunião. A discussão não recrudesceu em respeito ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que presidia a reunião. Ele não faltou com o respeito apenas com o Guarujá, com o representante da Cidade, com o prefeito de São Vicente, com todos os representantes das cidades que ali estavam. Esse assunto não fazia parte. Esse assunto está contaminado de uma aleivosia, uma inverdade. A verdade é que a Prefeitura de Guarujá pra atender um pedido da Codesp, para retirar o pessoal da Prainha, uma área deles, que eles não tomaram conta, fechou um convênio de R$ 9 milhões no PAC 1, no Projeto Favela-Porto-Cidade. Esse projeto, na administração passada, foi colocado em andamento, R$ 6 milhões foram executados e a obra está aí, foi parada pela Codesp e ela não repassou os outros R$ 3 milhões dizendo que Guarujá não interessava mais estrategicamente para o crescimento do Porto, que a obra estava lenta. Se alguém deve a alguém, a Codesp deve R$ 3 milhões ao Guarujá para terminar essa obra para desocupar uma área dela mesma. A dívida é ao contrário, não da forma que foi colocada.Que fique claro. Tanto a Secretaria de Portos de Guarujá e a Secretaria de Habitação desde março manda a prestação de contas pra eles, a terceira, sobre esses R$ 6 milhões, o que fizemos, onde colocamos esse dinheiro. A obra está pra fiscalizar e já estiveram lá. Mandamos carta para retomar o assunto, mas como é useiro e vezeiro, a Codesp faz de conta que Guarujá não existe. Aliás, eu acho que a Codesp,os diretores da Codesp deveriam voltar a ter aulas de Geografia, pois na minha época a gente aprendia quando a cidade era fundada, capital. Eles esquecem que Guarujá desde 1934 é uma unidade autônoma. Eles estão 83 anos atrasados. Ainda acham que se comunicando com Santos atendem toda a região. Santos é uma cidade importante, a metrópole da região, mas não é melhor nem pior do que Guarujá, é apenas diferente. Temos 50% ou mais do Porto e continuamos sendo ignorados, menosprezados e, agora, com falta de educação, pois eu estava ali representando o prefeito e a população. A deselegância não foi com o secretário de Meio Ambiente, mas com a população de Guarujá. Aliás, a Codesp, no mínimo, tinha que pedir desculpas quando quis queimar a fosfina e dissemos não.

O senhor foi o único secretário a verdadeiramente questionar o presidente da Codesp. A que deve esse comportamento dos outros secretários ?Fale um pouco sobre isso?

São nove secretários e cada um tem sua posição. Cada registra seus protesto da forma que acha pertinente. Assinaram um documento com a Suatrans, de cooperação mútua, sem consultar as cidades, sem consultar o que significa a Suatrans, sob o manto que ela é a melhor empresa do País. O Eike Batista já foi o melhor investidor do País, o grande cérebro, e hoje está no que está. Não questiono a contratação da empresa, mas é um dever nosso entender se a Suatrans é ou não a melhor empresa pra atender as ocorrências que acontecem na Cidade. No dia da contratação, a Codesp parece que tratou isso como uma “briga de egos”, Guarujá queria participar da mesa. Guarujá tem o direito de participar, é diferente. De fazer a discussão. No meio da reunião, respondi uma provocação do presidente da Codesp. Eles nos tratam com “beijinho no ombro”. Ele talvez estivesse incomodado e tentou me atacar em função do nosso trabalho.

A conferir