Processada pelo Banco do Brasil por falta de pagamento, Prefeitura quer levar secretarias para prédio dos Santini

 

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Fotos: Reprodução

A história quando surgiu já pareceu estranha, beirando o cinismo, tão rotineiro nos dias de hoje. Será que isso seria possível? Muita cara de pau? imoral ou ilegal? Mas como vivemos de Jornalismo e é o que pretendemos fazer aqui, vamos aos fatos.

A Prefeitura de Santos tem desde 2002, o empréstimo gratuito dos terceiro e oitavo andares do prédio do Banco do Brasil, que fica na Rua XV de Novembro, no Centro de Santos. É o regime de comodato e os imóveis têm de ser devolvidos quando acordado pelas partes. Aos poucos a Administração Pública começou a esvaziar os locais.

Ao mesmo tempo, surgiu a informação que o benevolente Paulo Alexandre Barbosa estaria em adiantadas conversas para alugar dois andares do Tribuna Square, empreendimento que pertence à família Santini e alguns sócios, e levar pra lá os equipamentos públicos. As vantagens imediatas seriam: bajular ainda mais a família dona de um sistema de comunicação na Cidade, ou seja aquela blindagem básica, dar aquela força financeira para reforçar o império midiático e movimentar o prédio que ainda possui muitos escritórios vazios. Esse prefeito é esperto mesmo.

O Blog Santos em Off apurou que, apesar da Prefeitura negar, as saídas da secretarias de Saúde, Assistência Social, Infraestrutura e Edificações, entre outros departamentos, do prédio da XV de Novembro não aconteceram pois as despesas com o condomínio, de acordo com a assessoria de imprensa, de R$ 132 mil eram muitos altas e, por isso, acharam melhor deixar o prédio. Bom, não é isso que o o Banco do Brasil informou ao Blog. Confira a resposta: “O Banco do Brasil informa que mantém cessão de imóvel para a Prefeitura de Santos no regime de comodato, desde 2002. O Banco do Brasil cobra judicialmente ressarcimento de despesas com taxas condominiais, manutenção predial e tarifas de água e luz acumuladas desde 2014. O Banco ressalta que envida todos os esforços possíveis para a solução do caso” .

Bom, já deu pra entender o que vai provocar a mudança. A Prefeitura não paga condomínio, manutenção, água, luz desde o segundo ano governo tucano. Está sendo processada pelo banco. A assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que as despesas giram em torno de R$ 132 mil por mês, ou seja, dá pra imaginar o tamanho da dívida, perto de R$ 5,5 milhões.

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Apesar de não ser conhecida como boa pagadora há bastante tempo, a administração de PAB está de olho nos imóveis no Centro da Cidade e admite que o Tribuna Square está dentre eles. ” A Prefeitura de Santos está estudando imóveis no Centro, com espaço adequado para atender as necessidades dessas secretarias, para que as mesmas possam dar continuidade aos trabalhos realizados. Por perfazer esses requisitos, o Edifício Tribuna Square é uma das alternativas, assim como outros que também se encaixam nesse perfil”, informou.

Será que ninguém enxerga nada?. Estão zombando com a cara da população santista. Por que não ocupar o prédio da Prodesan que já é da Prefeitura? Por que pagar se pode economizar? O Ministério Público ainda não percebeu isso?

Agora, o governo tucano não acha nada de imoral nessa relação entre o grupo de mídia e a Administração Pública, mesmo estando atolado numa grave crise financeira e não pagando suas dívidas. ” Tratando-se de mercado imobiliário, não há nada de imoral ou ilegal alugar imóveis de terceiros, independentemente do segmento. Cabe ressaltar que o Edifício Tribuna Square não é gerenciado pela Família Santini ou pelo Grupo A Tribuna, mas por um grupo de sócios diversos. Ademais, hoje quando se firma um contrato é procedido o empenho global do valor envolvido, de forma que é assegurado ao locador o recebimento dos aluguéis mensais acordados, sem problemas de atraso, uma vez que esse numerário fica reservado para essa finalidade “, afirmou a Prefeitura garantindo que se mudar para o imóvel dos Santini, não vai ter atraso de aluguel . Diga se não é um grande negócio?

Agora, caro leitor, uma importante informação precisa ser revelada. A família Santini já aluga um imóvel para a Prefeitura de Santos. Ele fica bem em frente ao velho prédio do Jornal, na Rua João Pessoa, 132. Ali funciona o Defisco (Departamento de Fiscalização de Mercados e Comércio Viário), da Sefin (Secretaria de Finanças). Alugado por R$ 32.237,57 mensais, sem dívidas, de acordo com a assessoria, e com contrato até janeiro de 2018. A conferir.

Um pote até aqui de felicidade

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Fotos: Reprodução

Bom, algumas pessoas têm me perguntado se não vou falar, ou melhor, escrever, sobre minha demissão “sem justa causa”, a segunda em menos de dois anos, do Jornal A Tribuna de Santos. Vou tentar fazer isso com o cérebro, não com o fígado. Sou dirigente regional do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo e depois de ter lutado por melhores condições de trabalho e atitudes tomadas de cima  pra baixo contra os profissionais que trabalham ali, mais uma vez fui dispensado. Nunca sentei em cima de cargo no Sindicato para obter qualquer vantagem. Nunca tive nenhum tipo de favorecimento. Alguma pessoas não gostam de mim, mas existe um quantidade enorme que gosta. Constantemente boicotado e perseguido, minha vida profissional se estagnou. É o preço que se paga quando se toma um lado. Idiota é quem pensa que o patrão é igual ao trabalhador em algum momento. Isso não existe e dentro do jornal a cada dia fica mais evidente.

Fui dispensado duas vezes em, menos de dois anos, sem justa causa, em função de uma reestruturação mentirosa que não existe e nunca existiu no velho e vazio prédio da Rua João Pessoa. Sabe o que incomoda os sabujos de plantão? é que fui eleito pela categoria em três oportunidades, duas como diretor de base e recentemente diretor regional. Tem gente em cargo de chefia que sabe, hoje, que convive com sorrisos de quem lhe detesta. Se for para uma eleição da Cipa, tem chance de passar vergonha. Uma decepção em pessoa, fechada num aquário.

Agora, lutei e vou continuar lutando para não ter Banco de Horas, redução salarial de 20%, mudança no Plano de Saúde, Pejotização e outros problemas nos veículos de comunicação da região. Já me engoliram 18 anos e cinco meses e vou continuar na briga. Vou lutar até o fim pela minha reintegração. Eu represento uma categoria e ela toda, do mais politizado ao mais alienado, foi violentada com  a minha dispensa. Pra mim é só o começo. Não tenho medo. Não comemorem, minha saída, pensem bem antes disso.
Sou, ou melhor, me tornei, um crítico contumaz do que vem sendo feito no centenário santista nos último anos. Uma estratégia clara de abandonar o Jornalismo e investir no “negócio”. Eu não me arrependo de nada do que fiz.
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Infelizmente, administrar uma empresa de Comunicação não é para executivos mal-assessorados e que nunca entraram numa redação, ao não ser para divulgar um torneio burguês de tênis, na Vila Rica. Um jornal trabalha com informação e uma fábrica de salsichas ou de ração pra cachorro, com salsicha e ração de cachorro. Acho que fui claro.
A maioria dos jornalistas que trabalha no diário local ganha o piso salarial da categoria, ou seja, o mesmo que um profissional de Itariri, cidade pequena do Vale do Ribeira, que merece todo o respeito. Mesmo estando a uma hora da Capital, os empresários modernos se negam a pagar a mais, a exorbitante quantia de R$ 1.000,00 para seu funcionários. Quando falam de reestruturação, isso significa, um ambiente de terra arrasada. Um monte de mesas vazias, sem computador, e poucos jornalistas trabalhando. Não tem um que entre ali é não lembre dos tempos que aquele prédio de dez andares, já foi referência, tinha movimento de pessoas durante todo o dia. Uma redação vibrante. Eu vivi um pouco disso lá.
Hoje, é um prédio velho e vazio e retrata muito a realidade das cabeças que pensam a empresa. Só para ter uma ideia, desde que um gênio nipônico brotou por lá, trazido por um amiguinho de pescaria de Festa Junina, talvez numa conta rápida, dezenas de profissionais ou pediram demissão ou foram demitidos. Um pequeno exemplo. Foram 17 jornalistas que deixaram a empresa. Os demitidos, em nome de uma reestruturação enganosa, e os que pediram pra sair, pois, na sua maioria, viram que não existem perspectivas profissionais e o melhor é sempre procurar uma empresa que valorize o jornalista e o Jornalismo, não a amizade ou relação com a chefia da Redação, hoje ocupada por alguém que, por motivos que não vou revelar, mas que muita gente tem conhecimento, está lá, estimulando a sabujice, a delação dos companheiros e a valorização das piores coisas nos seres humanos. Preciso respirar, estou enojado.
A grande ideia dos modernosos que tocam o Jornal é destruir com a Redação. Vez em quando enfiam goela abaixo a determinação para publicação da grande vantagem em virar Pessoa Jurídica e trabalhar em casa. O melhor dos mundos. Todo mundo batendo palmas. Jornalista trabalhando em casa e sem nenhum direito trabalhista, nada mesmo, nem aposentadoria. Enquanto isso, os diretores continuam com seus vale-combustível, pois andar de ônibus é para a ralé assalariada.
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Olha, posso garantir que hoje já existe uma jornalista trabalhando neste sistema dentro do Jornal. Ganhava X,  foi “convidada” a “ser demitida” e depois passou a trabalhar em casa, ganhando a metade do que recebia quando batia o ponto. Essa experiência é numa área que os proprietários do Jornal valorizam muito: Coluna Social. O importante é sempre mostrar pra pessoas da Vila Rica e Via Azevedo que são ricos e famosos, e que têm amigos ricos e famosos e um espaço só deles. Um viva à mediocridade. Por isso, manter sete dias de Coluna Social por semana, ou seja, um recorde mundial e insuperável. Podem reparar que a publicação está cada dia mais enxuta, mas a Coluna Social segue lá, intocável. Pode sair até o obituário, mas o Social nunca. Segue ali com seus playboys e gente descolada e senhores e senhoras com seus sorrisos forçados. Incrível, não.
Recentemente vi como é bom não ter um dirigente sindical que ia para o enfrentamento dentro da Redação. O Caderno de Turismo publicou uma página inteira sobre Buenos Aires. Até aí, nenhum problema. A capital argentina desperta curiosidade. Agora, preste atenção no novo talento que escreveu a matéria. Não é jornalista e é o responsável pelos serviços gerais da empresa. Um empresa que sempre foi conhecida por só contratar jornalista diplomado e com Mtb (registro profissional no Ministério do Trabalho) entrega para alguém que cuida de parafusos, vazamentos, buraco no teto, telhado entre outras coisas, a missão de exercer a função de quem estudou quatro anos numa Faculdade. Nada contra o autor do texto, mas uma falta de respeito com todos os jornalistas da Redação. Sei disso, pois recebi reclamações lá de dentro.
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Em tempos de moralização, surgiram pessoas preocupadas lá dentro da empresa se os jornalistas ” que ganham tão mal” fazem assessoria de imprensa fora do trabalho. “Onde já se viu, ganha tão pouco, mas quer trabalhar fora pra ganhar mais?”, pensam algumas companheiras. Existe até dossiê sobre isso. Agora, quem monta dossiê não pode esquecer que também tem ou teve assessoria e usa o jornal para divulgar suas “coisinhas”. O importante é sempre ter um “Objetivo” determinado e ser “Forte” ou como se fala em inglês, “Strong” e continuar surfando no mar da babaquice. Tem empresa que trabalhava com a “Rainha da Moralidade” que quando quer “manda publicar no jornal”, não pede, manda mesmo. Eu vi isso, certa vez. Deixa pra lá. O importante é o dossiê e dar uma olhada no Facebook do ex-marido de ex-funcionárias pra saber se eles estão ou não comprometidos. Ah, o jornalismo produzindo seus piores monstros.
Como diz a música Gota d´água, do Chico Buarque:  “Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa” , o meu pote está até aqui “de felicidade”. A conferir.
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Celso Leite critica a falta de participação e o desinteresse dos conselheiros na vida do Santos

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O Santos Futebol Clube já vive sua agitação eleitoral. Lideranças que se dizem preocupadas mas com o processo do que com o dia a dia do clube simplesmente não estavam presentes na última reunião do Conselho Deliberativo e, consequentemente, perderam a oportunidade de questionar o presidente Modesto Roma Júnior sobre os problemas do Alvinegro.

Nem Quaresma, Ruedas, Peres, Nabil, Fernando Silva, Piffer, Teixeira entre outros deixaram os compromissos e deram uma passadinha na reunião do CD. Entre indignado e preocupado, o conselheiro Celso Leite abriu o verbo e falou sobre o momento político. Leite ressaltou que não entende como alguém que pretenda administrar o Peixe, não se envolva sobre as questões fundamentais do futuro do Alvinegro.

O discurso eleitoreiro se difunde nas redes sociais, quase uma terra sem-lei, e não evolui, já que fica restrito ao ambiente virtual, a atual mania do ” eu não tenho nada com isso”. Será que o debate político não tem que abordar também quem cumpre suas obrigações de conselheiro? Será que isso é indicativo que, no futuro, quem se esconde dos debates e não faz o básico, vai cumprir as promessas de campanha?

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Confira o que disse o conselheiro Celso Leite:

“O que eu disse ao plenário, na última fala da noite, na presença de 25 conselheiros, ou 30, no máximo, que ficaram para o final da reunião, eu os cumprimentei por ter ficado até o fim , numa reunião importante e que tinha votação e leitura do relatório do trimestre e disse que o Conselho Fiscal , às vezes, trabalha cinco vezes por semana, de segunda a sexta, todos os dias indo ao clube assinar documentos , discutir sobre situações para passar ao Conselho um Raio-X fidedigno do que acontece no clube. Para o próprio Conselho e os conselheiros não respeitarem isso, seus mandatos, pois foram escolhidos pelos sócios para os representarem.

Hoje (quinta-feira) quando cheguei às 19h30  vi conselheiros descendo a escada,  indo embora. Assinam o livro de presença e vão. Dia de matéria com votação, suspensão de conselheiro, leitura do parecer do primeiro trimestre. Fico abismado que não exista uma liderança na reunião. Todas as lideranças que estão nos jornais e que fazem parte da oposição, sem exceção ,nenhuma, foram embora . Só ficou o Odir (Cunha) que em tese e é candidato por chapa que não existe, candidato dele mesmo, não tem grupo.

 Mas é um candidato e que se lança e ficou até o final e vai embora para São Paulo. Então São Paulo não é desculpa, pois por que os outros também não ficaram ¿ Então, estou de saco cheio de trabalhar dia a dia, noite a noite pra fazer um trabalho digno e ver algumas lideranças, inclusive, acusarem o Conselho Fiscal de subserviente, vendido, pois no ano passado, demos um parecer pela aprovação e, era mesmo, e pela auditoria externa contabilmente  o clube estava bom, apontamos as ressalvas e era para aprovação, como foi para a reprovação em 2015. A gente um dia é ídolo e no outro bandido, por que não fez aquilo que devia fazer ou fez aquilo que não devia fazer.

Hoje, eu fiquei envergonhado de ver esse Conselho Deliberativo desinteressado, fazendo política de Whatsapp, de Facebook. Outro dia fui convidado para um grupo e fiquei meia-hora e enojado dos ataques que as pessoas fazem às outras.O Santos não merece isso. Merece mais. Fazemos a nossa parte. É uma pena que o Santos caminhe por essa outra forma, uma política por fazer, interesse, não pelo clube. Quem tem interesse de verdade que o clube siga gigante, como é fica até o final da reunião , até o último instante “.

 

A diferença entre uma empresa e um clube de futebol

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O presidente do Santos Modesto Roma Júnior esteve na noite de quinta-feira, dia 25, na reunião do Conselho Deliberativo do Clube para explicar as contas do Alvinegro no primeiro trimestre deste ano. O Blog Santos Em Off conversou com conselheiros para saber como Roma justificou os apontamentos do relatório, que mostrou descumprimento a outras peças como o orçamento do clube.
Na reunião, Roma destacou a diferença entre uma empresa e um clube de futebol, principalmente na questão financeira. O presidente reiterou que se trata de uma gestão dinâmica dependente de oportunidades e do desempenho do clube, como aconteceu em 2016, ou seja, projeções para o futuro são muito difíceis. Como o orçamento para o ano seguinte é finalizado em outubro, fica impossível projetar, por exemplo, uma vaga na Libertadores  ou mesmo o título brasileiro. Com isso garantido, o planejamento e os gastos são diferentes, maiores.
Aí, apesar da euforia, algumas dúvidas tornam-se recorrentes: vender um atleta do elenco ou administrar um futuro problema financeiro, mas continuar com um elenco forte e entrosado para os compromissos do ano seguinte. Apesar do risco, a atitude tomada agradou sócios, torcedores e trouxe novos patrocinadores. Roma justificou lembrando que o Santos é o único dos quase 50 clubes que disputam a Libertadores que ainda está invicto. Ou seja, a opção pela bola ao invés do equilíbrio financeiro tem se mostrado, por hora, acertada. Afinal há um aumento de divida, mas existe uma clara opção por reforço de elenco com o advento de atletas como Bruno Henrique, Vladimir Hernandez, Leandro Donizete e Cleber.
Segundo um especialista em contabilidade esportiva consultado pelo blog, a venda de um atleta de nome, que já está dentro do orçamento de 2017, que pode ocorrer na janela internacional aberta agora, as finanças do clube passarão a ser superavitárias, mostrando assim que mesmo que o Santos apresente um resultado negativo no primeiro trimestre isso não é garantia que o restante do ano será ruim. Assim, não dá pra sacramentar o equilíbrio financeiro de um exercício apenas em seu primeiro trimestre.

Queridinho da mídia, Alberto Mourão tem uma greve de servidores pela frente

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Fotos: Sindicatos dos Servidores

Queridinho da mídia bajuladora que se abastece de anúncios institucionais, o prefeito Alberto Mourão (PSDB) não vai passar ileso e tem uma greve de servidores municipais pela frente. Os trabalhadores de Praia Grande aprovaram na noite desta quinta-feira, dia 25 de maio, uma paralisação por tempo indeterminado. A assembleia aconteceu na sede da Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A categoria tem 11 mil funcionários na sua base. Os braços cruzados começam no dia 31 deste mês. Mourão vai enfrentar o que seus amigos tucanos Paulo Alexandre Barbosa e Ademário de Oliveira já tiveram neste mandato e todo desgaste que isso provoca.

A pauta dos trabalhadores contém 19 itens. Dentre eles, 15% de reajuste salarial, aumento de 29,2% para o cartão alimentação, passando de R$ 240,00 para R$ 300,00, vale-transporte intermunicipal, plano de saúde da Prefeitura e plano de carreira.

A Prefeitura chegou a oferecer duas possibilidades de reajuste: a primeira, 4,02% com um bônus em dezembro de R$ 700,00. A segunda proposta foi de 6% de reajuste sem o bônus de R$ 700. Ambas rejeitadas pela categoria. Além dos índices de reajuste, a prefeitura propôs revalorização de 12,5% no cartão cesta básica, elevando o benefício de R$ 240 para R$ 270. Outra concessão foi o pagamento do vale-transporte intermunicipal que, hoje, é limitado ao deslocamento dentro da Cidade.

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Agora, os ânimos ficaram acirrados quando o Executivo de Praia Grande enviou Projeto de Lei de reajuste salarial à Câmara para votação em caráter de urgência. Com 17 votos favoráveis e apenas dois contrários, o Legislativo aprovou o índice de 6% de aumento. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Givanildo Berto da Silva, o Gil, lamentou e disse que sentiu desrespeitado, já que as negociações ainda não haviam terminado.
A Administração alegou que não pode atender aos servidores, pois a arrecadação municipal de janeiro a abril deste ano caiu 6%. Lembrou ainda que a folha de pagamento é responsável pela metade do Orçamento Municipal. A conferir.