Polícia Federal e Câmaras de Santos e Guarujá querem informações sobre cava subaquática da VLI

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Fotos: Reprodução

O caro leitor soube por aqui,  somente no Blog Santos Em Off, que a cava subaquática em frente à Ilha das Cobras foi parar na Polícia Civil e que um Boletim de Ocorrência foi registrado pelos representantes da Ilha das  Cobras Empreendimentos contra a Ultrafértil /Tiplam/ VLI por “construir estabelecimento potencialmente poluidor”. Bom, como nenhum veículo de comunicação abordou o tema, vamos a ele novamente.
O BO originou uma investigação e A Polícia Civil constatou possível despejo irregular de material contaminado da dragagem no Polígono e Disposição Oceânica da Codesp. Tanto que a Civil mandou ofício para a Polícia Federal informando sobre o caso.
A própria Codesp recebeu um laudo de uma empresa que ela teria contratado informando sobre o problema, mas a estatal  não divulga este laudo. O documento estaria guardado a sete chaves. Até o momento, não se tem informação sobre a existência da licença ambiental da obra. As Câmaras de Santos e Guarujá também entraram na história e pediram informações sobre a cava.

A ilha é localizada entre o Canal de Piaçaguera e o Rio Cubatão, no interior do Estuário de Santos, em frente à região da Alemoa. Tudo começou em setembro quando a VLI iniciou a construção de uma cava subaquática no leito navegável para acondicionar 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos contaminados dragados no Canal da Piaçaguera.

Os representantes do T-Green alegam que  a cava oferece risco ambiental, pois pode ocorrer a dispersão de material contaminado no Estuário e nas praias da região, além de inviabilizar a construção do T-Green.

A VLI foi notificada sobre o licenciamento ambiental e informou que “tudo estava em conformidade com a legislação dos órgãos competentes”. Porém, nenhum documento foi apresentado.

Algo que chamou a atenção é que a Usiminas entrou repentinamente no circuito para aliviar a Ultrafértil, contratando uma outra empresa para iniciar a dragagem, só que a cava está sendo construída desde setembro pela VLI.

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A confusão aumentou quando foi solicitado à Cetesb/São Paulo a Licença de Instalação (LI). São Paulo garantiu que a LI estava na Agência Regional de Cubatão. Cubatão informou que o documento estava na Capital.

Os representantes do T-Green registraram uma reclamação na Agência de Cubatão pedindo a paralisação da construção da cava e a apresentação da licença para a obra.

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O caso foi parar nas Câmaras de Santos e Guarujá, que já se manifestaram sobre o assunto. Aqui em Santos foi criada uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para investigar a dragagem e essa situação toda. A CEV foi proposta pelo vereador Fabrício Cardoso  (Fabrício DVD) e também tem a participação de Rui de Rosis. A conferir.

Repúdio à demissão do jornalista e dirigente sindical Glauco Braga

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Os jornalistas presentes à assembleia geral desta terça-feira, 25 de abril, manifestam seu repúdio à demissão do jornalista Glauco Braga, diretor regional na Baixada Santista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, ocorrida em 24 de abril. A demissão é uma ação antissindical do jornal A Tribuna, no qual Glauco trabalha há 20 anos, e viola a estabilidade do dirigente sindical, previsto na Constituição Federal (artigo 8º, inciso VIII).
Glauco está no terceiro mandato na direção do Sindicato dos Jornalistas, tendo sido eleito, em 2015, o coordenador da Regional do Sindicato na Baixada Santista. Desde então, participou das ações sindicais que se opuseram à tentativa do grupo A Tribuna de reduzir os salários em 20%, das medidas de piora no plano de saúde dos funcionários e da luta vitoriosa contra a demissão coletiva de jornalistas, gráficos e administrativos, que conseguiu a readmissão dos demitidos (entre os quais, o próprio Glauco). Pela segunda vez, a empresa o demite. Com este violento ataque ao Sindicato dos Jornalistas, os donos de A Tribuna tentam minar a ação sindical na empresa, em atitude de clara afronta às liberdades democráticas e de organização sindical.
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Não aceitamos a demissão de Glauco Braga, exigimos a anulação deste ato e a reintegração imediata do profissional aos quadros de A Tribuna. Decidimos denunciar o jornal A Tribuna por prática antissindical e antidemocrática e pedir o mais amplo apoio do movimento sindical e social, bem como de parlamentares e democratas, para forçar A Tribuna a rever sua posição.

Respeito aos sindicatos e à atividade sindical! Readmissão imediata de Glauco Braga!

 Diretoria – Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Sem patrocínio e administrado pela Prefeitura, Museu Pelé pode fechar

reproduçãoFotos: Reprodução

Vida que segue. De uma coisa as pessoas não podem acusar a Prefeitura de Santos: falta de coerência. Principalmente, quando se trata dos equipamentos públicos. O Museu Pelé, em Santos, berço do maior jogador de futebol de todos os tempos, está com os dias contados. Na Bolsa de Apostas, ele pode fechar até o meio do ano. O atento leitor não pode esquecer das situações do Orquidário e do Aquário, bem parecida.

Sem patrocínios e subsidiado pela quebrada Prefeitura da Cidade, o Museu, que tem itens da vida do Atleta do Século XX, está abrigado na Secretaria de Turismo, e à míngua.

O Blog Santos em Off apurou que dos 14 monitores que trabalhavam no local, 12 foram demitidos. Como o caixa está zerado, os gestores públicos estão selecionando novos monitores para trabalhar, só que de graça, como voluntários. Economia é tudo.

Até o Santos FC, já pulou fora do barco,  retirou de lá o único funcionário e levou para o Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro, que é administrado pelo Alvinegro.

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Um pequeno exemplo da situação aconteceu recentemente com uma família de Santos, que recebeu em sua casa turistas de Pernambuco. Eles foram visitar o museu. Pagaram ingresso e entraram. A funcionária orientou os visitantes a ir até o último andar e ir descendo e lendo as placas, ou seja, não havia monitor para acompanhar. Informação é tudo.

Inaugurado em junho de 2014, num imóvel do século XIX, no Largo Marquês de Monte Alegre, no Valongo, o Museu Pelé apresenta camisas, chuteiras, bolas, condecorações, troféus, bola de meia e a caixa de engraxate, entre muitos outros itens do acervo pessoal do Rei do Futebol. A conferir.

 

“Não tenho dúvida que 70% do descarte irregular de lixo era potencializado pela oposição”, diz ex-prefeito Bili

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Fotos: Youtube-Reprodução

O ex-prefeito de São Vicente Luis Cláudio Bili está há pouco mais de 100 dias fora do poder. Ele está atento ao que vem acontecendo na Cidade e garante que nem conhece Miami, onde dizem que vive atualmente. “Coloco à disposição das autoridades o meu passaporte. Bili não economiza críticas ao vice-governador Marcio França e ao prefeito Pedro Gouvea, aliás, políticos que ele não fala nem os nomes.

Prefeito, qual é a avaliação que faz do seu mandato agora que está fora do poder? Como vê os 100 primeiros dias do Pedro Gouvea?

É aquele jogador que não aparece para a torcida, mas foi muito útil para o time ser campeão. Isso é oficial, inclusive reconhecido pelo governo atual. Quando assumi tinha R$ 1 bilhão de dívida consolidada e R$ 220 milhões de curto prazo. Eu entreguei o governo com R$ 500 milhões de dívida consolidada e R$ 100 milhões de curto prazo. Pode reparar que a curto prazo foi menos do que a metade e a consolidada, a metade. Isso é importante, mas a sociedade quer ser assistida em todas as áreas, no Esporte, Lazer, Saúde, Educação, mas a gente não conseguia pagar. A máquina pública cresceu demais de uma forma desordenada e acabou criando um clientelismo insustentável, apesar da importância social em vários setores como creches e centro de convivência, a gente não podia manter. Tivemos uma inadimplência muito alta e dificuldades. Mas eu gostaria de avaliar meu governo no final deste mandato. Não teve prefeito que mais asfaltou, que mais unidades habitacionais fez, a Primavera-Penedo, por exemplo, 500 unidades, parada há 12 anos e entreguei faltando 10% da obra, até menos, umas coisas básicas, muito pouco. Aquelas 1126 unidades do Tancredo Neves faltam  20% da obra. Essas obras estavam previstas para ser entregues no ano passado. Tinham coisas que não podiam acontecer no meu mandato. Aí veio a crise e juntou a fome com a vontade de comer, ou seja, o presidente da República do mesmo partido do atual prefeito e o vice-governador, que é a segunda pessoa mais importante do Estado é cunhado do atual prefeito. Eu fui vítima de articulações políticas que acabaram prejudicando meu mandato e a sociedade como um todo, isso é notório. Entreguei 600 apartamentos na área continental, enfim, várias unidades do setor da Educação  e na Saúde reformadas e uma UPA pronta, na Cidade Náutica, só que não tivemos condições de inaugurar por conta dos Recursos Humanos (RH). Temos 42 leitos de primeiríssima qualidade no Hospital São José, mas infelizmente não conseguimos abrir por conta do custeio, do RH. Um exemplo é o Hospital dos Estivadores, lindo, de grande porte, só está aberta a maternidade. O custo de RH no setor da Saúde é muito alto, além dos profissionais é diuturno, 24 horas, sete dias por semana. Não teve mais conquistas para os servidores municipais na história de São Vicente do que no meu período, mas só vou conseguir mostrar com o passar do tempo. Em 2013, corrigi pela inflação e 2014 e 2015 dei um reajuste acima da inflação, foi modesto, mas foi. Em 2016, não consegui, foi zero, pois a economia arregaçou o País e nossa Cidade.

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Qual foi seu principal erro? e acerto?

Erro foi ter confiado em pessoas que achei que eu podia para ajudar para tocar a máquina grande, com um orçamento limitado. Então, a gente precisa de pessoas para contribuir. Infelizmente, eu tive pseudoaliados que muitas vezes estavam preocupados em assumir minha cadeira. O acerto foi ter acreditado, lutado até onde pude. Avancei muito em várias áreas e não tive condições de mostrar. O maior acerto de todos foi a redução da dívida pública de R$ 1 bilhão para R$ 500 milhões  e R$ 220 milhões a de curto prazo, entreguei com R$ 100 milhões .Quando você não consegue fazer o básico que é pagar salário no último ano, fizemos escalonamento para os servidores e limpar a Cidade. Não tenho dúvida que 70% do descarte irregular de lixo era potencializado pela oposição, algumas esquinas, avenidas, próximo ao Fórum, à Câmara, creches, escolas esses setores estavam sempre sujos. Eles potencializavam isso. Tinha gente que recebia semanalmente pra deixar a cidade suja. Se você me perguntar se consigo provar isso, infelizmente, não. Tentamos fotografar, mas pessoas tinham medo. Foi de uma forma muito bem articulada. Aproveitavam líderes comunitários ligados a eles e davam uma potencializada em manter a Cidade suja. Isso é uma pena, a Cidade perde com isso. Pode ter certeza que não farei a política do quanto pior melhor.

O senhor acha que, em algum momento, a religião se confundiu com a política e atrapalhou seu trabalho?

Sou convicto, sou evangélico. Minha convicção de fé, só ajudou eu estar de pé. Eu estar bem de saúde, de cabeça e ter conseguido suportar todas as mazelas e articulações em alguns momentos diabólicas, malignas, espúrias, uma política maldosa. Graças a Deus, e minha convicção de fé, estou de pé.

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O senhor venceu este grupo que está agora no poder em São Vicente em 2012 e eles voltaram em 2016. Como vê isso? Isso serve como lição?

Eu sempre fui independente, tive cinco mandatos na Câmara sempre como titular, nunca peguei suplência e fui eleito prefeito. Cumpri seis mandatos, nunca perdi uma eleição e isso incomodava demais. Mesmo como secretário ou parlamentar sempre fui aquela pessoa que apontava os erros e discordava. A sociedade deu um voto para eles voltarem. Um candidato, hoje prefeito, que é cunhado do segundo homem mais importante do Estado e do partido do presidente da República, a sociedade tem esperança que a Cidade prospere e cresça e é minha vontade também. Foi uma campanha voltada em dizer que vinham muito recursos do Estado e do Governo Federal e, nós vicentinos, esperamos que isso aconteça.

O senhor acha que o Pedro Gouvea terá o apoio do Governo do Estado que o senhor não teve?

Com certeza. Um exemplo, o governador Geraldo Alckmin nos dois últimos anos do meu governo veio uma hora antes da inauguração da Ponte Pênsil, driblou a imprensa , pois tinha uma grande manifestação de professores do Estado, desviou de todo mundo e da nossa agenda também. E nunca mais veio. Essas obras do Estado estavam no planejamento do Governo. O VLT, viadutos e a reforma da Ponte. Aqueles cabos eram pra ser trocados há 50 anos. Nós isolamos quatro mil famílias do Parque Prainha e Japuí e ficaram três anos ali e não foram poucos os comerciantes que foram à falência. Isso acabou prejudicando a minha administração. Depois da obra pronta, não temos dúvida da importância dela. Os viadutos eram uma novela mexicana. No VLT, o atual prefeito, à época vereador, tentou embargar a obra, dentro da politica do quanto pior, melhor, pedindo ao MP que não deixasse interditar o viaduto Emerich, que ficou 18 meses fechado. Prejudicou o anel viário da Cidade, mas é uma obra de suma importância. Eu tive de coragem de encarar isso. Interditamos 21 cruzamentos. A primeira fase eram nove estações e sete eram em São Vicente. Avançamos na mobilidade. Viaduto Imigrantes, VLT e Ponte Pênsil são obras importantes. O atual vice-governador chegou a dizer que enquanto vivesse não teria VLT na Baixada. O tempo vai mostrar pra sociedade. O atual prefeito tentou prejudicar a obra do VLT e tem requerimento aprovado pela Câmara para comprovar.

Caso fosse um munícipe, votaria no candidato Luis Cláudio Bili novamente?

Votaria no Luis Cláudio Bili com a experiencia de hoje, com certeza. Se pudesse voltar no tempo seria diferente muitas coisas. Não dá pra fazer milagres, pois peguei o pior período econômico e moral do País. A Lava-Jato está aí, mas essa crise vem de 2014 quebrando a economia, as instituições e a moral da classe política como um todo.

Como está a questão das acusações que o senhor teria recebido propina da “Máfia das Lotações”?

Esse tema das lotações é polêmico. Há 20 anos, eles estão a titulo precário. Desde o início do meu governo, eu tentei acabar com isso e moralizar. Tem muita gente boa envolvida na prestação de serviço. Agora, sempre tem aquela meia-duzia que acaba prejudicando. Lá dentro eles são bastante desunidos, grupos que sempre tentam tomar o poder dos outros. Nunca atendi individualmente ninguém, eu sempre recebi coletivamente. Não foram poucas reuniões que eu bati na mesa, inclusive, quase quebrei a mão com um soco que dei. Ninguém ligado à Administração foi condenado. Nós somos 100% inocentes. O ex-secretário de Assuntos Jurídico Dr. Sinval (Braz de Moraes),  teve dois anos de prestação de serviços à comunidade, mas foi porque como ex-policial ele tinha 12 cápsulas calibre 12 na casa dele. Nada foi encontrado que nos relacionem, a não ser insinuações de pessoas maldosas que alimentaram erradamente a Polícia Civil e, consequentemente, o Ministério Público. São instituições que respeito, mas que foram mal-informadas e alimentadas por pessoas maldosas que, na realidade, eu querendo moralizar, quiseram pregar essa pecha em mim. Estiveram aqui em casa fazendo Justiça e não encontraram nada, porque não tem e nunca teve. Não encontraram absolutamente nada de ilícito, uma cilada que infelizmente caímos.

Virou um processo?

Não tem processo algum. As pessoas foram inocentadas que tinham relação com a Prefeitura. Eu fui investigado pelo MP em, segunda instância e, agora, está em primeira, e acredito que não teremos problemas. Estamos à disposição da Justiça e das autoridades competentes.

É verdade que o senhor mora atualmente em Miami? Por que saiu do Brasil?

Nunca, nunca fui a Miami, nem em conexão.Estive por três vezes nos Estados Unidos , a passeio, bancado pelos meus recursos pessoais, com minha família. Gostaria de deixar meu passaporte à disposição dos cidadãos e das autoridades.

Qual sua avaliação sobre as acusações e desdobramentos da Operação Lava-Jato?

Sem dúvida tem o meu total apoio. As autoridades estão de parabéns. Agora, nosso País ainda não está preparado para o Parlamentarismo e, a médio e longo prazo, precisamos educar melhor o nosso povo. Não dá pra qualquer líder da República ter 600 congressistas do jeito que é o nosso Congresso Nacional. Temos muitos deputados e senadores comprometidos com as questões sociais, mas maioria acaba prejudicando, porque dançam conforme a música que querem dançar. Sou a favor do Parlamentarismo, mas ainda não estamos preparados. Sou a favor do voto distrital misto e contra a lista fechada.

O senhor pretende se candidatar novamente? Vai disputar a eleição para deputado estadual ou federal em 2018?

Sobre uma possível candidatura, eu gosto de deixar o tempo. O tempo é o “Senhor da Razão” e o futuro a Deus pertence. Vamos deixar fluir, vamos ver como serão os próximos meses. Foram 24 anos, em seis mandatos consecutivos. Sou muito grato a Deus e à sociedade vicentina. Espero um dia mostrar pra sociedade o quanto fui útil para ela. Dizem que o brasileiro tem memória curta, às vezes, a sociedade por falta de informação ou informações distorcidas acaba fazendo mau juízo.

Orquidário e Aquário correm risco de colapso total e podem fechar

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Fotos: Reprodução
O Orquidário e o Aquário sempre foram motivo de orgulho para os santistas e turistas. Mas como sempre dá para estragar o que está bom e funcionando, a Prefeitura de Santos está conseguindo destruir os dois equipamentos públicos no dia a dia. Somente os visitantes mais atentos já devem ter reparado que os pontos turísticos estão sem manutenção, problemas estruturais e caminhando para uma situação sem volta, com risco de fechar mesmo. A palavra para a situação é “caótica”. As receitas vêm caindo ano a ano e tudo começou quando a administração dos parques saiu da Secretaria de Turismo (Setur) e foi parar no colo da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que sofre com constantes cortes no seu orçamento.
Caro leitor, existe até um ideia genial para resolver o problema. Aumentar os valores dos ingressos de R$ 5,00 para R$ 25,00 no Orquidário e Aquário. Será o mundo ideal, mas além do risco de diminuição no número de visitantes, a proposta não teria efeito algum se o dinheiro continuasse sendo repassado para uma tal de “caixa central” e não chegasse à Semam.
Tudo começou em 2015, com o decreto 7036. Em 2016, os parques deixaram o Turismo e foram para o Meio Ambiente. A partir daí, os serviços de manutenção foram sendo abandonados, pois não havia dinheiro para isso e os valores arrecadados nas bilheterias passavam bem longe também. Nem o dinheiro para pagamento das contas de água, luz, telefone e dos contratos sob responsabilidade dos dois parques foi repassado à Semam.
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Além das despesas com os dois parques, a Semam também recebeu de presente as despesas com os funcionários que atuam nos dois parques. Os valores também não foram repassados. O risco é não ter dinheiro, em breve, pra pagar todo mundo. O custeio dos parques gira em torno de R$ 6,5 milhões/ano, ou perto de R$ 540 mil/mês.
Vamos citar somente alguns problemas encontrados no Orquidário: banco quebrado; bebedouro com vazamento, corrimão quebrado, extintor de incêndio com validade vencida;brinquedos quebrados no playground; infiltrações, rachaduras, ferrugem, geladeiras e armários em péssimo estado, equipamentos quebrados, ralos entupidos e falta de fiação elétrica.
No Aquário Municipal, temos dezena de problemas também. Água sem escoamento; fiação elétrica exposta; freezer enferrujado;ferrugem; telhado quebrado; falta de pintura; exaustores quebrados; bombas de água quebrada etc.
A Prefeitura sabia que era impossível dar o devido atendimento aos parques sem o repasse do dinheiro, ainda mais com a receita da Semam sendo reduzida ano a ano. O vereador Benedito Furtado (PSB), conhecido pela defesa dos animais e que manda na Semam, não sabia que isso ia acontecer?
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Apenas um detalhe: não só os cachorros e os gatos são animais, nobre vereador. No Orquidário e o Aquário existem dezenas de bichos que também sofrem quando a infraestrutura vai sendo destruída.
Os dois parques correm o risco de colapso total por falta de pagamento de concessionárias; fim de contratos de alimentação dos animais; transporte de valores e controle de acesso; falta de medicamentos para os animais; falta de manutenção, falta de recursos para pagamento de pessoal e dispensa de bolsistas da frente de trabalho.
Todo sabiam que isso ia acontecer, mas deram uma “banana” para os parques e ficaram quietos. A conferir.