“O País é hoje governado por uma quadrilha organizada”, diz Renato Rovai

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Renato Rovai é jornalista, mestre em Comunicação pela USP, doutorando na Universidade Federal do ABC, editor da Revista Fórum e blogueiro.Recentemente, lançou o livro ” Golpe 16 “. O santista conversou com o Blog Santos em Off.

Rovai, como avaliar o impeachment da presidente Dilma?

Foi um golpe civil, coordenado pela Globo e organizado a partir de um processo jurídico-parlamentar. Um golpe que só pode ser praticado num momento de exceção democrática. Um golpe que se beneficiou de uma crise econômica para fabricar uma instabilidade política sem precedentes na história.

Como vê a situação do País depois da saída da Dilma?

O país é hoje governado por uma quadrilha organizada e vive um dos seus piores momentos históricos. Essa quadrilha sempre teve algum poder desde a democratização, mesmo nos governos FHC, Lula e Dilma, mas agora eles estão no cento do poder. O desemprego ainda vai aumentar muito e não vai haver crescimento no próximo período. A inflação só cai porque o consumo diminuiu. E enquanto se agrava o quadro social, se opera a maior entrega do patrimônio público sem que haja qualquer debate. Sendo que o governo atual não foi eleito para isso e por isso não tem legitimidade para tomar essas decisões.

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Como se comportou e como vem se comportando a grande mídia nas investigações da lava-Jato?

A cobertura da mídia no Brasil é seletiva e de alguma maneira criminosa. Para quem ainda tem alguma dúvida disso, basta ver como foi o tratamento midiático da prisão do helicóptero com 500 quilos de coca, cujo proprietário é um senador aliado de Aécio Neves e compará-la com a da compra de dois pedalinhos por dona Marisa. Seria interessante fazer um estudo comparado dessas duas coberturas. Ele daria uma boa resposta sobre o que é a mídia brasileira.

Dá pra ser otimista em algum momento com o futuro do Brasil?

Eu não consigo ver o futuro com otimismo. Acho que entramos num túnel escuro de onde não vamos sair tão cedo.

Como avalia o tratamento que a mídia está dando para o Eike Batista?

Eike era o rei da mídia até outro dia, agora virou o grande vilão. Quem coordena essas banditizações é a Globo, o império dos Marinhos que está envolvido em centenas de casos de corrupção, mas que decide quem é bandido ou mocinho no Brasil.

Bandido bom é o bandido rico?

Acho que devemos parar de criminalizar tudo e todos. É um erro entrar nessa disputa. O país deve ter leis que sejam respeitadas, independentemente de classe social. E devemos pensar em outros formatos de punição para alguns crimes que não podem ser apenas o encarceramento.
Como está sendo recebido seu livro pelo Brasil afora?

Já lancei em várias cidades e muito rapidamente ele foi para a segunda edição, que já está se esgotando. Espero lançá-lo em muitas outras cidades.

Uma verdadeira guerra entre advogados em Guarujá

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Uma verdadeira guerra acontece no meio jurídico de Guarujá, mais precisamente na 73a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O advogado Roberto Fiorotto Rodrigues Júnior foi eleito para comandar a OAB local e tomou posse em janeiro de 2016. A vice era Simone de Oliveira Agria. Tudo corria normalmente até que Fiorotto afastou a vice do cargo.

A situação começou a esquentar quando Fiorotto foi convidado e aceitou ser secretário de Cultura de Guarujá, quando Valter Suman tomou posse na Prefeitura em janeiro passado. Ele, então, teve renunciar ao cargo na OAB. Simone não demorou e assumiu à presidência. O caso foi parar no Conselho Estadual da OAB, na Capital, e será avaliado na segunda-feira.

Nesta guerra, ainda tem espaço para um advogado valentão que andaria armado e estaria sempre disposto a sair no braço com os desafetos e um outro mais famoso, que já foi dirigente de um grande clube do Estado de São Paulo, e não estaria medindo esforços para a efetivação da Dra. Simone.

Por outro lado, um grupo de causídicos está se organizando e pretende se manifestar e pedir o afastamento definitivo da atual comandante da OAB/Guarujá. A situação está tensa e muita gente com medo. A conferir.

Você sabia que temos subprefeitos em Santos?

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A cidade de São Paulo tem perto de 12 milhões de habitantes. Santos possui pouco mais de 400 mil. A grande dimensão da Capital fez com que o município fosse dividido em subprefeituras. São 20 no total.  Em Santos, em 2015, a ideia foi copiada. Apesar de ter quase 30 vezes menos gente morando aqui, a Cidade tem cinco subprefeitos. Você conhece algum deles?

Na Capital, os subprefeitos são chamados para falar sobre os problemas nas suas áreas. Aqui, esses departamentos prometem ” garantir, com agilidade, a limpeza, manutenção e recuperação de espaços e prédios públicos”.

Na prática, as subprefeituras atuam mesmo para pintar sarjetas, poda de árvores e recolher entulho.Não que sejam serviços de pouca importância, mas insuficientes diante dos problemas existentes e das estruturas e do quadro de funcionários que possuem.

As subprefeituras da Orla e Centro funcionam no mesmo endereço, na Avenida Senador Feijó. Se a Prefeitura é no Centro, qual o sentido de uma subprefeitura? Por que uma subprefeitura da Orla tão distante da sua zona de atuação?

Pelo bem da informação, numa pesquisa pela internet, esses são os subprefeitos: Morros – Luiz Bezzi Pasquarelli; Área Continental – Cláudio Trovão; Região Central Histórica – Rodrigo Cavaleiro; Zona Noroeste – Acácio Egas; Região da Orla e Zona Intermediária – Fabiana Ramos Garcia Pires.A conferir.

Prefeitura de Santos tira vendedoras de cartões de ônibus das ruas e coloca nas estações do VLT

Foto: Glauco Braga

Nesta terça-feira, teve início a operação comercial da Estação Conselheiro Nébias do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Agora, os passageiros já podem viajar entre os pontos Barreiros (São Vicente) e Porto, na Avenida Senador Dantas, em Santos. 

Para que tudo funcionasse perfeitamente, isso teve um preço e ele foi pago por quem utiliza o transporte público, mais especificamente o ônibus. Na tarde desta terça, quem procurasse uma vendedora de cartões de passagem de ônibus dificilmente  encontraria uma. O Blog Santos em Off apurou e confirmou com funcionários da Prefeitura e donos de bancas de jornal que comercializavam o produto que as simpáticas meninas de colete amarelo estavam todas atuando na venda de passagens para o VLT.

Às 15 horas, na Praça da República, no Centro de Santos, os motoristas garantiam que “as meninas não estavam lá” e que os cartões podiam ser adquiridos na banca de jornal. Um deles lembrou que a Prefeitura não tem dinheiro para contratar novos funcionários e, por isso, levou nas meninas para as estações do VLT.

No percurso entre o Centro até o Gonzaga e depois até o início da Avenida Ana Costa não existia uma vendedora sequer, enquanto isso o VLT funcionava sem problemas. Tudo é uma questão de prioridade. A conferir.

“O que era doce acabou” para o prefeito Ademário a banda passou

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A estratégia é conhecida. Quando a situação aperta é só cortar os projetos culturais. Essa tem sido a tática adotada pelos governos tucanos. Só pra refrescar a memória com casos recentes: a Orquestra Sinfônica de São Paulo e a Cadeia Velha, em Santos. Em Cubatão, o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) pode fazer um estrago na história da cidade.

O  Blog Santos em OFF apurou que prefeito Ademário numa canetada só pode acabar com a Banda Sinfônica de Cubatão, a Banda Marcial Municipal de Cubatão, o Grupo Rinascita e Coral Zanzalá. Serão centenas de músicos, cantores e instrumentistas colocados no olho da rua.

A ideia inicial seria parar todas as atividades por seis meses, mas, lógico, sem remuneração para ninguém.Acontece que a atividade e a remuneração, em muitos casos, serve de sustento de famílias. Como alguém pode ficar meio ano sem trabalhar. Com o impacto da decisão diluído pelo tempo,  nem o mais otimista acredita numa volta. A conferir.

Banda Sinfônica de Cubatão

A banda surgiu de um trabalho musical no dia 4 de abril de 1970, a partir da ideia do maestro Roberto Farias Leite e Silva. Na época, o maestro, então estudante de uma escola pública da cidade, a Afonso Schimidt, descobriu alguns instrumentos musicais abandonados em uma sala do colégio. Autorizado pela direção, criou a Banda Municipal Afonso Schimidt.

A Banda Marcial Municipal de Cubatão

Com 119 integrantes,a Banda Marcial Municipal de Cubatão é sempre um grande sucesso por onde passa.Conhecida pelo trabalho moderno com jovens e adolescentes ,tornou-se mais uma referência sociocultural em Cubatão e nas cidades onde tem se apresentado,como banda de desfile ou em apresentações solenes,em convenções e teatros

Rinascita

Foi criado em 1974 pelo maestro Rodrigo Augusto Tavares, juntamente com alunos do então Conservatório Municipal de Cubatão (hoje Escola Técnica de Música e Dança de Cubatão). O objetivo era formar um grupo que pudesse levar ao grande público, melodias da época renascentista, canções essas que os músicos aprendiam em sala de aula. O início foi artesanal, com pesquisa em museus, tanto da história e musicalidade, quanto dos instrumentos utilizados naquela época.
Durante mais de 20 anos, funcionou como um projeto experimental, mas em 1986 foi oficializado pela Prefeitura de Cubatão e integrado aos Corpos Estáveis da Cidade. Em 2010 foi tombado como Patrimônio Imaterial de Cubatão pelo Condepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural).Atualmente, o Rinascita conta com 13 músicos em sua formação e é o maior Grupo do gênero na Baixada Santista. Nas mãos dos músicos, réplicas de instrumentos dos séculos XIV a XVII, feitos artesanalmente, como viola da gamba, guitarra barroca, alaúde, uma família de flautas doces e percussão renascentista. Está sob a direção artística de André Farias.

Zanzalá

Surgiu em 1978, dentro do então Conservatório Musical de Cubatão (hoje Escola Técnica de Música e Dança), fruto do sonho do maestro Rodrigo Augusto Tavares. De um projeto experimental, tornou-se referência regional pela qualidade técnica e atuação cênica de seus cantores e foi oficializado em 1993. Nesses 20 anos produziu vários espetáculos como Ópera do Malandro (2005) e De tudo se faz canção (2008), além da especial participação em Queen Sinfônico e Help, onde dividiu o palco com a Banda Sinfônica de Cubatão. Em 2013 teve dois novos desafios: A obra Alexander Nevsky, de Prokofiev, com a Banda Sinfônica de Cubatão e 9 Coros do Messias, de Handel, com a Banda Marcial de Cubatão. É considerado um dos 13 corais mais importantes do Estado de São Paulo, representando a Baixada Santista no Mapa Cultural Paulista por várias  vezes. Já se apresentou nas salas de teatro mais conceituadas do País como o Memorial da América Latina e Teatro Sérgio Cardoso (SP) e Teatro Coliseu e Sesc (Santos). Atualmente é regido por Nailse Machado e Fernanda Tavares.