greveFotos: Solange Santana

A greve do funcionalismo público de Santos dá uma pausa neste fim de semana e volta com tudo na segunda-feira, a partir das 8 horas, na Praça das Bandeiras, no Gonzaga. Enquanto a Prefeitura da Cidade divulga que a adesão dos trabalhadores caiu de 30% ,no primeiro dia, para 27%, no segundo, algo em torno de 3 mil pessoas, o Sindicato dos Servidores Municipais garante que já existem 9 mil dos 13 mil (celetistas e concursados) em atividade no Município de braços cruzados.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que anda tão enrolado nos números ultimamente, pode até querer negar a participação maciça no movimento, mas as imagens mostram claramente que mais gente resolveu parar e protestar contra o reajuste de 0% nos salários proposto pela administração.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos, Flávio Saraiva, disse ao Blog Santos Em Off que o prefeito acha que o movimento vai se esvaziar no fim de semana, ele vai “quebrar a cara”. Saraiva citou também que dos 21 vereadores da Cidade apenas Telma de Souza (PT) esteve na manifestação na Praça Mauá dar apoio ao movimento grevista.

Essa falta de apoio político não é de surpreender, pois geralmente os vereadores esquecem que são eleitos para fiscalizar os atos do prefeito, apresentar soluções para os problemas da Cidade e dos eleitores e viram meros apresentadores de indicações e requerimentos, sempre com o intuito de aparecer para a plateia.

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O que explica esse silêncio? Como 20 vereadores simplesmente ignoram uma greve de uma categoria tão importante e com atividades fundamentais no dia a dia de todos. Vereador hoje, na grande maioria, ou está comprometido ou pretende se comprometer com o prefeito com objetivo de empregar parentes e amigos, ter influência em secretaria, ou seja, tirar vantagens, se dar bem. É triste a Câmara de Vereadores se calar diante disso. A Casa do Povo está quase muda.